Ler ou não ler!? eis a questão...


O JOGO SUJO DA FIFA - É um livro do Autor Andrew Jennings que nos mostra o que vai nos bastidores do Futebol Mundial - São 341 páginas que nem todos vão ter a "pachorra" de o comprar ou de o ler como acontece com quase todos os meus livros e os de milhões de outros escritores.
Alguns dos meus Amigos e Leitores me acusam de saudosismo exacerbado e outros - na sua grande maioria - me julgam ser eu apenas mais um pretenso escritor do "cada vez mais do mesmo"!
Eu diria; não é bem assim - Um dos meus maiores incentivadores para eu entrar nesta história de escrever hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado triste já distante, foi o Amigo Joaquim de Lisboa - Joaquim Serra, Autor do Livro " Na Rota de Diogo Cão".
Anos atrás por um motivo que penso ter sido a minha Amizade com os Membros do Grupo Moçambicano "Os Amigos da Beira" mas, vamos encurtar aqui o "post" senão daqui a pouco a página fica cheia de postes, de pilastras, de caibros, etc e tal e coisa.
Aqui no meu espaço o leitor escolhe: mais do mesmo, ou aceitar o meu convite pra tomar Chá?!


Os fumos do fumódromo caseiro...


Os “fumos” do Fumeiro (037)

 Os tristes acham que os ventos gemem, os alegres acham que eles cantam. (Assim falava Zalkind Piatigórsky – Juiz de Direito, falecido no Rio de Janeiro em 1979).
 Em visita relâmpago aos “gambuzinos” do interior da nossa “Santa Terrinha” quando ainda fumávamos…
E nóis fumos, vóis fumais, eles comem o fumeiro.
Eles comem  tudo que seja defumado. Vem-me isto  a propósito da evolução do verbete liberdade para libertinagem, e a forma lusa de practicar a solidaridade da saúde pública em recintos com a privada - que está a liberdade dos outros! 
Após confirmada a resolução do governo lusitano de manter a permissão de fumar em recintos públicos, eu, modestamente manifesto aqui a opinião de um ex-fumante que levou mais de 20 anos para se mentalizar das graves conseqüências dos erros da juventude, e por isso:
Junto aqui o meu veemente protesto, feito em cartório público e na privada!
- Este "manifesto" é Impresso a cores, com as impressões digitais dos eloquentes testemunhos verbais de que; lá na "santa terrinha" a preferência gastronómica continua a ser pelos enchidos da minha terra! E não há no mundo alheiras como as de lá!
Enquanto os fregueses se sentam na mesa a comer azeitonas e tremoços, e umas "tapas" a que  chamam modernamente de, "entrée"! ou mais sofisticadamente falando, o tal do "couvert artistique",os fumantes em liberdade incondicional acendem os charutos, os habanos, os galoises, as cigarrilhas, as cafungadas de rapé, e até amiudadamente algumas fumantes heroínas do craque, e outras coisas inaladas públicamente na privada, ali tudo é permitido! ou até mesmo, simplesmente, se acendem umas "biatas" surripiadas da sarjeta, também conhecidas por "piabas" que são colectadas com um alfinete na ponta da bengala, e escondidas no cós e na bainha das calças de burel, e prontos! Ali está um fumódromo caseiro, onde nem se paga para entrar porque, na verdade,  o que todo mundo quer é sair dali o mais depressa possível.
- Um verdadeiro restaurante tem que estar sempre aberto e pronto para atender bem o freguês.
-Koooffff, Kooffff, koooffffhhhhh,  aaaaghrrrr!.
- ó maldita carraspana gutural do tabaco. É o fumo, que não me larga esta voz de bagaço! ( ouve-se até de laaá de dentro).
- Dali sai aquela fumarada toda para defumar o fumeiro que fica ali dependurado por cima da cabeça dos clientes até ficar no ponto de ir p'ra brasa!
E de repente, não mais que num repente!...Lá vem o empregado, também conhecido por "garçon"  que segundo as últimas estatisticas do serviço nacional da PIDE (leia-se: Portugas Imigrados Do Exterior) ele é mais um do contigente Brasileiro em férias pela europa.
-  Achega-se com modos bem subservientes e humildemente pergunta à socapa!
-  e aí gente!,… ú qué vai sair oige?!
Ó pá, aatão tu és nobo aqui no café?!
- tu num sabes u qu'é que cremos?
- O senhor me desculpe mas eu não lhe posso dizer a resposta certa porque ainda estou à espera que saia o meu visto de entrada lá no SEF (leia-se: Serviços de Emigração Falida).
- Ou bem me cria parcer!... este gai jo num entende nada disto, páaaa!
- O parceiro do lado atalhou logo!
Não, não!, não, nós não  queremos entrada nenhuma!
Nós só cremos o prato da casa.
- Mas, Senhor!, o prato já está aí na sua frente!... e é da casa! - tem até o nome gravado no cu com tinta hidra-cor.  
Olhe, voismecê diga lá ó seu patrão que tá ki o "mané geirinhas" qu'ele já sabe u qu'è que nós cremos, tá bem?!
Nisto o empregado, que ainda não era conhecido por "garçon", vira-se para o lado do balcão, levantou a ponta do avental branco por dentro e manchado por fora de tanto passar nos pratos, antes de os botar na mesma mesa, no mesmo lugar, na mesma hora, nos mesmos dias da semana, depois de vários meses,  e grita:
Ó Ti Mané, tá ki o Ti Mané!
- qual deles?!,
- é o geirinhas, ele diz que o senhor já sabe o qu'é qu'ele quer!
De lá de trás do balcão levanta-se o sujeito com cara de dono de restaurante;
- Traz um lápis grafith em cima da orelha, um cigarrito no canto da boca e um avental de plástico e nylon modelo dá a volta ao mundo antes de lavar de novo! - E então ele encolhe um pouco a barriga para poder passar de lado por entre os engradados de cerveja já vendidos, e levanta os braços em forma de Cristo Rei de Almada.
-Ó páaaaaaa!, Oh Manel aatão tu estás cá!? 
Eu pensei que ainda estavas lá na estranja, pá!

- Aatão cumé qu'estás?
Bem, eu...
Ó pá, num digas nada, páaaa!.
Aqui tu estás em casa, páaa, tu ficas á vontade.
Vem daí aquele abraço, pá!... e de imediato estampou-lhe umas palmadas nas costas que até ficaram lá marcadas as impressões digitais deste depoimento.
Olha se ainda fumas podes até ir ali p'raquela mesa do canto que lá fumas melhor, podes encher bem o peito e botar umas boas baforadas p'ra cima da mesa dos vizinhos que são todos amigos.
-Olha Bem Mané, é que eu... Koffff, koffff,  koooffffhhhhh,  aaaaghrrrr! Kunkanecu.
Olha, já te disse pá!,... num tenhas problemas, aqui os meus amigos são sempre benvindos!
Ah, ah sim mas não te esqueças, olha que os preços deste ano está tudo pela hora da morte pá!
Bem, eu... É verdade pá!, Olha até queriam nos proibir de receber clientes que não fumam mas, nóis fumos lá na cambra municipal e batemos o pé!, sabes!?
- é que esta coisa de dar de comer às pessoas tem lá o seu quê, entendes!?
Bem, bem… Fala, páaaaa,... até parece que estás envergonhado home!?
Logo tu que me conheces desde garotos!
- Olha lembras-te daquele ano que fomos armar as ratoeiras às perdizes, p'ra fazermos uma arrozada e até tu ficaste lá  preso no bramante que eu pus detrás da giesta carago!?, aquilo é que eram bons tempos para irmos ós gambuzinos caraaaago!...
- Despeis inté fizemos uns cigarritos com borda de papel de jornal e botemos lá umas flores de arçã com folhas de carqueja branca!
Oh pá... enapá que bons tempos.
- Aquilo quando a gente conseguia um cruzado ou u'a croa p'ra comprar um pacote de " 20-20-20  " (três bintes) para irmos fumar atrás do muro do cemitério lá no São Miguel, aquilo é que era tempo baon carago!   
-Olha Bem Mané, é que eu... Koffff, koffff,  koooffffhhhhh,  aaaaghrrrr! Kunkanecu.
U qué que foi home!?..  fala, pá... U qué que foi?  
Bem, eu... Koooffff, ... eu tive um imprebisto e estou com fome mas deixei a carteira em casa, sabes como é que é!,... nesta pressa de te bir a ber, acabei por deixar a carteira em cima da mesa da cozinha e só me lembrei agora quando te queria pagar aqueles bales que tens ali pendurados na parede desde o ano passado, etc e tal e coisa.
- òh edmilson, desligaí a máquina de labar os pratos.
- Já temos aqui um "beluntário" para fazer o serviço de graça!
Em seguida  virou as costas e depois de mais uma tragada afastou-se a murmurar no meio da fumarada... só m'aparece cá disto, eu hein?!
Daqui a pouco estou é só a vender a "massa falida"  com molho de alcagoitas.
 - Enquanto isso lá em São Bento (do Norte, que fica a uns 110 quilometros acima da linda cidade de Natal) os mancebos responsáveis pelo ar mais poluído do recto ângulo lusitano, eles foram lá passar férias e se esparramam todos nas redes,  a apreciar as belezas naturais. Principalmente, as belezuras das naturais da terra, os enchidos peitos de cor marron,  que se bamboleiam ao som das maracas e dos maracatus!
- É ali onde o vento faz a curva da américa latina, onde  eles se espraiam naquilo a que chamamos já de a terceira casa do casal!...A casa da cidade é para remediados, a casa de  gente rica é outra coisa, pá. Tem que ser na beira da Praia e de frente pró mar.
- Agora em Portugal, ser chique e "xuxialmente" bem colocado na vida, é ter uma primeira casa na "reboleira" que serve de base de lançamento dos próximos episódios e dos códigos secretos para inserir no meu livro secreto sobre a P.I.D.E. (repito: leia-se; Portugas Imigrados Do Estrangeiro)
- Depois ter uma segunda casa no Barlavento Algarvio - ou seja; tem que ter bar la e vento!, muito bento, porque que se não tivér bento não pode aspirar o ar puro de São Bento...
Vale lembrar que aquilo lá no hemiciclo do Palácio de São Bento, ainda não tem o fumódromo com ar condicionado, e por isso é melhor deixar estar a coisa como está mais uns anitos - talvez uma legislação perenizada ad aeternum!
Por ultimo está na moda ter sempre uma terceira casa, que seja bem escondida lá pelas praias dos mares do sul, tipo Ponta do Madeiro, Baia dos Golfinhos, Baía Formosa, Búzios, São Miguel do Gostoso, São Bento do Norte é apenas uma referência, claro.    
- Assim, quando o Ti Zé Pô vinho perguntar a eles onde eles foram durante os últimos quatro anos de governo, eles apenas dizem; "nois os verdadeiros democratas xuxiais-xuxialistas, nois fumo fumar no fumódromo" - agora que o verão já vai deixando de ter fumaça, é sempre de bom tom manter o sonho no ar.  
Segundo disse o poeta: os sonhos são como as nuvens de fumaça!, uns se realizam e os outros se desfazem no infinito buraco negro do Ó zónio!
Oh Zônio! Oh pá, olha traz aí mais uma carteira de "Provisórios"!  
-  afinal nós “emigrantes avecs” até fumos aqueles que contribuimos muito para a melhoria da culinária portuguesa!
Nóis fumos ou não fumos?
Silvino Potêncio - Autor de "Catramonzeladas Literárias" troca os Vês pelos bês e outras frivolidades virtuais de fumeiro Tansmontano.

O Velho Ti Manel A Afonso


Depois de quase 4 anos em Portugal , em busca de  emprego naqueles  difíceis tempos de 1975 e seguintes, eu acabei  por reuni r as poucas economias que eu tinha, vendi o meu velho N.S.U.  na sexta, comprei passagem no Rossio no sábado e na segunda feira  cheguei a Recife – Pernambuco.
Dali segui para Natal e fui falar com o então Sr Consul  Honorário de Portugal;

O Velho Ti Manel  Alves Afonso.

... Natural de Caminha, o velho Ti Manel Afonso já então com mais de oitenta e tal anos, ele caminhava lento.
- Levantava-se cedo por hábito adquirido há muitos e muitos anos!
- Tomava o autocarro na porta da sua casa - único bem que lhe restou do patrimônio familiar angariado em mais de 70 anos de emigrante - e todos os dias, pelas  sete horas da manhã, ele abria o estabelecimento!
--- Ah! que consolo dizer isto à boca cheia.
O homem tinha uma "banquinha de jogo do bicho" com aproximadamente um metro quadrado de espaço, localizado  debaixo da escada que levava ao primeiro andar do prédio,  a qual lhe era autorizado instalar no vão da escada da entrada desse edificio,, o mesmo que outrora já fora o seu grande quartel general de negócios.

- Não é por nada não mas,  aqui me ocorreu o velho tango..
- Música melancólica que nem o tal Gardel conseguia disfarçar depois de uma noitada de dor de cotovelo:  --- corrientes!,treis cuatro ocho!, subiendo al primer andar!. ( ai, Jesus! que tristeza.) 
-  Muitos anos antes ali ele recebia politicos e comerciantes, artistas e jornalistas. Lá mesmo eu vi fotografias dele, Ti Manoel Afonso,  junto ao aeroplano, e junto  do Gago Coutinho em escala no aeroporto de Recife. Mas isso eram devaneios de outras eras, como o são todos os tangos de que me lembro!
- O dia a dia do Ti Manel Afonso era bem mais simples:
Ele veio para o Brasil com "carta de chamada" e não tinha passaporte.
Sim, senhores! O Ti Manel Afonso não tinha passaporte Português!
Eu instalei o meu Escritório de Representações  e durante vários anos fiz serviço voluntário para o Consulado em Recife e  eu pessoalmente o ajudei a tirar a Carteira de Identidade, ou RNE - RG como queiram lhes chamar,. - perguntei-lhe pelo passaporte e o homem simplesmente,  com lágrimas nos olhos,  se encolheu e confessou que nunca mais teve condição de ir a Recife para tirar o próprio passaporte ,mas,...ele até já nem o precisava!
-  Porque todo o mundo em Natal sabia que ele era o Consul Honorário de Portugal, então para quê ele precisaria de passaporte?
- Isto ele me diizia meio a sério, meio na brincadeira, porque eu era afinal o patrício que ele tinha ali mais perto da loja dele onde, às vezes eu ia lá para comprar um maço de cigarros (vulgo tabaco)  e ele se recusava a vender-mo!, sabem porquê?

Ele foi caixeiro viajante, enriqueceu no comércio de jóias, relógios e muito trabalho como bom emigrante que era.
- Construiu o prédio onde por vezes promovia bailes de gala nas décadas de 40 e 50 do século passado.
- Agora na década de oitenta ele tinha que vender cigarros avulso porque dessa forma ele conseguia mais uns trocados para a sopa!
- Se me vendesse a mim o maço completo, ele não tinha como abastecer os clientes que compravam um de cada vez! e, para disfarçar a contravenção de fazer o j”oguinho da bicharada”, lá vendia cigarros: um de cada vez!   
- Certa vez, Acompanhei-o eu a um almoço do Rotary Club local, em dia de homenagem a Portugal lá pelos idos do "dez de junho" de 1982- ou 83,  se não estou em erro,!... e o Ti Manel Afonso não aguentou de saudade!
A meio do almoço e na hora de botar "faladura", ele  desabou por cima da mesa com a fala já  entaramelada de emoção, depois de um copito do tinto, uma olhada na bandeira das quinas na parede em frente de nós dois,  e mais o amigo Albano, que também já está ausente,  ele apagou! Eu e o Albano lá o fomos a deixar na casa dele, quase desacordado.

- Faleceu um tempo depois,  já p'ra lá dos noventa e tantos anos, e a grande mágoa que o acompanhou na sua  última e derradeira batalha,  foi a sua grande tristeza de tudo ter dado e feito em prol do  nosso País, da nossa cultura, em terras Potiguares , e ele o Sr Consul Honorário de Portugal, ele jamais recebeu sequer uma menção honrosa de quem de direito.
- Ganhou muito ouro em vida, agora descansa em paz!.
Antes de ser Consul Honorário ele foi emigrante como eu, como qualquer um de nós Mundo Afora...
(Texto extraído do meu livro “CRÔNICAS DA EMIGRAÇÃO”)
Silvino Dos Santos Potêncio – Emigrante Transmontano em Natal desde 1979

Se eu soubésse!...


Se eu soubésse!...

Se eu soubésse que esta seria a vez derradeira,
Que te vi cair no sono,
Eu te tomaria nos braços bem mais apertados,
E rezaria a Deus para te guardar a alma! 
Se eu soubésse que esta seria a vez derradeira,
Que te via caminhar pela porta fora,
Eu te daria um enorme e demorado beijo,
E te chamaria de novo para mais outro beijo! 
Se eu soubésse que esta seria a vez derradeira,
Eu arranjaria mais um minuto extra.
E pararia para te dizer "Eu amo-te"  tanto!
Em lugar de presumir que tu sabias que eu te amo.  
Vai haver um outro dia,
Para dizer; "Eu amo-te" tanto! 
E certamente haverá outra chance,
Para dizer "posso fazer alguma coisa"!? 
Mas no caso de que eu esteja errado,
E hoje é tudo o que eu tenho.
Eu gostaria de dizer eu amo-te,
E espero que nós nunca esqueçamos!  
O amanhã não é prometido a ninguém,
Velho ou novo!
E hoje, talvez esta seja a última chance,    
Para abraçar o SER amado bem juntinho.  
Tira um tempo para dizer " desculpa-me"!
"Perdoa-me por favor"!
 "OBRIGADO"!... ou  "está tudo bem"!
E ... se o amanhã nunca chegar,
Tu nunca terás que lamentar pelo hoje!

Autor deste Poema: Dr. H Solomon (in memorium of Sept 11th 2001)
 - Versão em Português: Silvino Potêncio

Vamos Falar "Nordestês"!




Falar Nordestês!... Uma das primeiras ideias sobre a lingua Portuguesa  lançadas pelo Seu Lula da Silva, Ex Presidente do Brasil, foi a Portaria dele a estabelecer o Dia da Lingua em data diferenciada do Dia 10 de Junho de cada ano, data em que se comemora o Dia Da Raça Lusitana, em conjunto com a data do falecimento do Maior Escritor de Lingua Portuguesa de todos os tempos: Luis Vaz de Camões.
Daí nasceu a teoria do acordo ortográfico e em seguida eu publiquei a minha opinião com o título: A FALAR A GENTE SE (DES)ENTENDE!

Há muitas Luas atrás uma Amiga Minha ela se “abespinhou” toda quando ela comentou um “escrito “ da minha autoria e eu lhe chamei de "Comentarista Arretada"!...  e, mesmo depois de ela ter recebido uma explicação formal dada pelo Meu Dilecto Amigo Prof. Dr. João DeFreitas – o Brasileiro mais Português que eu conheço! -  sobre as diferentes formas de falarmos Português dos dois lados do Atlântico, mesmo assim ela não mais voltou e eu acabei por esquecer tal amizade, por certo a amizade dela não era grande coisa... e não tinha nada de “arretada” mas ficou-me o comentário na lembrança e por isso vos trago aqui apenas uma parte dessas muitas diferenças que no fim das contas nem são tão "arretadas" assim as diferenças coloquiais informais não são entendidas por todos, quer saibam ou não escrever em Português! Em termos prácticos a criatividade literária tem aprendizado na gramática escolar mas não para quem entende E FALA NORDESTÊS DE PORTUGAL OU DOS OUTROS PAÍSES QUE USAM ESTA LINGUA OFICIALMENTE! :

FALAR NORDESTÊS DO BRASIL.                     
Há diferenciação
Porque cada região
Tem seu jeito de falar
O Nordeste é excelente
Tem um jeito diferente
Que a outro não se iguala
Alguém chato é Abusado
Se quebrou, Tá Enguiçado
É assim que a gente fala
Uma ferida é Pereba
Homem alto é Galalau
Ou então é Varapau
Coisa inferior é Peba
Cisco no olho é Argueiro
O sovina é Pirangueiro
Enguiçar é Dar o Prego
Fofoca aqui é Fuxico
Desistir, Pedir Penico
Lugar longe é Caixa Prego
Ladainha é Lengalenga
E um estouro é Pipoco
Botão de rádio é Pitoco
E confusão é Arenga
Fantasma é Alma Penada
Uma conversa fiada
Por aqui é Leriado
Palavrão é Nome Feio
Agonia é Aperreio
E metido é Amostrado
O nosso palavreado
Não se pode ignorar
Pois ele é peculiar
É bonito, é Arretado
E é nosso dialeto
Sendo assim, está correto
Dizer que esperma é Gala
É feio pra muita gente
Mas não é incoerente
É assim que a gente fala
Você pode estranhar
Mas ele não tem defeito
Aqui bombom é Confeito
Rir de alguém é Mangar
Mexer em algo é Bulir
Paquerar é Se Enxerir
E correr é Dar Carreira
Qualquer coisa torta é Troncha
Marca de pancada é Roncha
E a caxumba é Papeira
Longe é o Fim do Mundo
E garganta aqui é Goela
Veja que a língua é bela
E nessa língua eu vou fundo
Tentar muito é Pelejar
Apertar é Acochar
Homem rico é Estribado
Se for muito parecido
Diz-se Cagado e Cuspido
E uma fofoca é Babado
Desconfiado é Cabreiro
Travessura é Presepada
Uma cuspida é Goipada
Frente da casa é Terreiro
Dar volta é Arrudiar
Confessar, Desembuchar
Quem trai alguém, Apunhala
Distraído é Aluado
Quem está mal, Tá Lascado
É assim que a gente fala
Aqui, valer é Vogar
E quem não paga é Xexeiro
Quem dá furo é Fuleiro
E parir é Descansar
Um rastro é Pisunhada
A buchuda é Amojada
O pão-duro é Amarrado
Verme no bucho é Lombriga
Com raiva Tá Com a Bixiga
E com medo é Acuado
Tocar de leve é Triscar
O último é Derradeiro
E para trocar dinheiro
Nós falamos Destrocar
Tudo que é bom é Massa
O Policial é Praça
Pessoa esperta é Danada
Vitamina dá Sustança
A barriga aqui é Pança
E porrada é Cipoada
Alguém sortudo é Cagado
Capotagem é Cangapé
O mendigo é Esmolé
Quem tem pressa é Avexado
Sandália é Alpercata
A correia, Arriata
Sem ter filho é Gala Rala
O cascudo é Cocorote
E o folgado é Folote
É assim que a gente fala
Perdeu a cor é Bufento
Se alguém dá liberdade
Pra entrar na intimidade
Dizemos Dar Cabimento
Varrer aqui é Barrer
Se a calcinha aparecer
Mostra a Polpa da Bunda
Mulher feia é Canhão
Neco é pra negação
Nas costas, é na Cacunda
Palhaçada é Marmota
Tá doido é Tá Variando
Mas a gente conversando
Fala assim e nem nota
Cabra chato é Cabuloso
Insistente é Pegajoso
Remédio aqui é Meisinha
Chateado é Emburrado
E quando tá Invocado
Dizemos Tá Com a Murrinha
Não concordo, é Pois Sim
Estou às ordens, Pois Não
Beco do lado é Oitão
A corrente é Trancilim
Ou Volta, sem o pingente
Uma surpresa é, Oxente!
Quem abre o olho Arregala
Vou Chegando, é pra sair
Torcer o pé, Desmintir
É assim que a gente fala
A cachaça é Meropéia
Tá triste é Acabrunhado
O bobo é Apombalhado
Sem qualidade é Borréia
A árvore é Pé de Pau
Caprichar é Dar o Grau
Mercado é Venda ou Bodega
Quem olha tá Espiando
Ou então, Tá Curiando
E quem namora Chumbrega
Coceira na pele é Xanha
E molho de carne é Graxa
Uma pelada é um Racha
Onde se perde ou se ganha
Defecar se chama Obrar
Ou simplesmente Cagar
Sem juízo é Abilolado
Ou tem o Miolo Mole
Sanfona também é Fole
E com raiva é Infezado
Estilingue é Balieira
Prostituta se diz Quenga
Cabra medroso é Molenga
O baba-ovo é Chaleira
Opinar é Dar Pitaco
Axila é Suvaco
Se o cabra for mau, é Mala
Atrás da nuca é Cangote
Adolescente é Frangote
É assim que a gente fala
Lugar longe aqui é Brenha
Conversa besta, Arisia
Venha, ande, é Avia
Fofoca é também Resenha
O dado aqui é Bozó
Um grande amor é Xodó
Demorar muito é Custar
De pernas tortas é Zambeta
Morre, Bate a Caçuleta
Ficar cheirando é Fungar
A clavícula aqui é Pá
Um mal-estar é Gastura
Um vento bom é Frescura
Ali, se diz, Acolá
Um sujeito inteligente
Muito feio ou valente
É o Cão Chupando Manga
Um companheiro é Pareia
Depende é Aí Vareia
Tic nervoso é Munganga
Colar prova é Filar
Brigar é Sair no Braço
Lombo se diz Espinhaço
Matar aula é Gazear
Quem fala alto ou grita
Pra gente aqui é Gasguita
Quem faz pacote, Embala
Enrugado é Ingilhado
Com dor no corpo, Engembrado
É assim que a gente fala
O afago é Alisado
Um monte de gente é Ruma
Quer saber como, diz Cuma
E bicho gordo é Cevado
A calça curta é Coronha
Sujeito leso é pamonha
Manha aqui é Pantim
Coisa velha é Cacareco
E copo aqui é Caneco
No Nordestês  Há diferenciação,
Porque cada região
Tem seu jeito de falar !!!
(in: "CARTAS LITERÁRIAS")
De: Silvino Potêncio - Emigrante Nordestino, de Trás Os Montes, em Natal/Brasil.
Nota do Autor: agradeço a quem me mandou esta Carta pois que o meu arquivo pessoal já lá tem algumas centenas delas colectadas ao longo destes mais de 40 anos na Emigração Nordestina.
Mera coincidência eu ser Natural do Nordeste Transmontano e morar no Nordeste Brasileiro!

Aviso aos Navegantes


Já está nas bancas o meu Livro "OS NÏZCAROS" -  Os leitores e Amigos interessados podem baixar via Internet o PDF do Clube de Autores - O livro impresso pode ser adquirido pelo correio. 
São mais de 300 páginas de humor crítico à governação Lusitana dos últimos 45 anos, ou mais!...  entremeadas de relatos e crônicas da realidade que aí está.  Bem hajam todos pela leitura!

Amigos não se despedem!


Uma das minhas mensagens mais lindas sobre o tema Amigos Verdadeiros recebidas por email, vem através de um Powerpoint que vou tentar republicar aqui na integra com todo o respeito a quem me enviou isto anos atrás. 
Alguns dos conselhos apreendidos neste video me servem de incentivo e os tenho já incluídos (transcritos) no Meu Livro "Molduras em Pensamento... ou Pensamentos Emoldurados". 
Amigos Verdadeiros não se despedem, eles marcam encontro algures em outro lugar.




Catramonzeladas Literárias

Ler ou não ler!? eis a questão...

O JOGO SUJO DA FIFA - É um livro do Autor Andrew Jennings que nos mostra o que vai nos bastidores do Futebol Mundial - São 341 página...