A conversar a gente se entende(?!)


De: Silvino Potêncio...  ® Os Gambuzinos (299) 

Os Caminhos da Literatura “Luz & Tana” do Século (Vin-te.. buscar para irmos para o meio do nada da coisíssima NENHUMA que nos resta depois da partida final!
 
“ Antes de analizar qualquer situação estranha aos nossos princípios morais ou materiais, é necessário ver o contexto do problema. O ser humano traz sempre no seu gene a intenção de se tornar superior a outros que o rodeiam” 

Ainda sobre a  M.E.R.D.A.  do acordo Ortográfico (leia-se: Muitos Escritores Realmente Declinaram Adesão) traz-nos aqui inspiração para mais uma “Catramonzelada Literária” cuja autoria eu já reeinvindico há c’anos!? 
Em conversa com Amigos Escritores alguns anos atrás, sobre este tema, eu cheguei à conclusão que este mútuo descontentamento literário vai cheirar mal por muitos e muitos anos e a razão principal está na origem de todas as palavras, desde o Latin ao Grego... do Galaico-Duriense ao Mirandês,  e deste ao Português do Brasil, o de Angola, o de Cabo Verde, Guiné-Bissau e até o da Guiné Conakry, tal como  Português de Moçambique, o de Timor e Macau, ou da  India. E isto de Mianmar, para não mencionar a longínqua Taprobana ou as Filipinas, além do Japão.
Dizia eu que,  nessas conversas por correspondência, eu acabei por escolher um esteriotipo próprio para a minha verve onde eu escrevo “acordado” mas sempre com as palavras aprendidas e apreendidas desde a infância. Parece um paradoxo, mas não é!... Isto porque primeiro aprendemos a falar e usar a lingua, depois aprendemos a ler e por último se aprende a escrever.
Eu mesmo tenho por norma o preceito de que; “não é Escritor quem quer, e muitos o são sem querer”!  Enfim... adiante.
Depois que se aprende a ler e escrever, vamos então decompor a origem das palavras em Português tal e qual se fala, se escreve, etc e tal e coisa... E é nesta coisa de decompor as palavras que a lingua começa a cheirar mal porque segundo as leis da quimica, em toda a decomposição da matéria dela, da tal fétida e fedorenta decomposição, dela se exalam os gases e estes – na sua maioria - lançam mau cheiro. Passe embora a recente descoberta (salvo erro por cientista Alemão; de que o cheiro de gases humanos por exemplo, faz bem à saúde!).  
Isto me traz à lembrança uma crônica minha já antiga sobre o nosso Primeiro (e único) Prémio Nobel da Medicina,  atribuído ao Médico de Coimbra Dr.  Egas Moniz, um Cientista Luz & Tano (aqui está a minha primeira decomposição nesta crônica: Luz & Tana é a decomposição da palavra Lusitana  pelo meu diccionário “dois em um"!).  

De volta ao meu velho estilo literário e do vicioso ciclo de,  sempre decompor as palavras para as escrever “acordado”  - Abro aqui mais um parentisis para explicar que eu não sou espírita e por isso não sei escrever a dormir!, por isso só escrevo acordado! - Porém não significa que eu esteja de acordo com a M.E.R.D.A. da decomposição!
Repito: Muitos Escritores Realmente Declinaram Adesão ao acordo, contudo não significa que não saibam decompor, compor, escrever, editar, publicar e divulgar toda esta riqueza que é a Lingua de todos nós usuários do Português,  seja Oficial, Sargento ou Praça!
(passe embora o trocadilho, que é uma outra característica minha, ou devo escrever aqui characteristica? talvez\ para economizar eu escreva sómente karateristica? ou o kara ter sei lá o quê!?)

Agora “de volta ao rêgo” da minha lavra em Lingua Portuguesa, e depois de muita insistência, eu vos trago aqui algumas das minhas decomposições tipo hilárico pois, sabemos todos  que a inteligência de cada um se manifesta e deposita num canto especial do baú da massa cinzenta de acordo com o Humor que damos às palavras, sejam elas escritas, faladas, declamadas, decantadas ou não!
Seguem-se apenas alguns exemplos flagrados virtualmente nas horas de folga para o meu dicionário de “Catramonzelada Literárias” que eu utilizo muito amiúde aqui nestas teorias que tal como eu já decompus lá em cima neste texto. Elas servem para levar aos Leitores mais alguns momentos de bom humor, boa disposição e sobretudo a minha modesta contribuição ao entendimento global e genérico desta eterna dicotomia – devo escrever acordado porém em desacordo!?...
-  iiii aatão lá bai:

Contribuir! - significa ir a algum lugar com a Tribo.
Expedidor! - é tão só um sujeito que não pede mais. Ou se preferirem a explicação mais popular ele não é mais “esmoler” – aquele que pedia esmola.
Luz Solar! - é um conjunto de duas palavras muito usadas pela tecnologia moderna na fabricação de calçados. Quem ainda não viu uns sapatos com uma luzinha por baixo, na sola do sapato ou do Ténis? - São muito utilizados pelos atletas nocturnos para sinalizar quem vem atrás.
Cleptomaniaco! -  trata-se de um termo usado pelos adeptos do famoso guitarrista  Eric Clapton. Mas também há algumas pessoas que vão mais longe,  e atribuem isto ao Imperador Marco António que se apaixonou pela Cleópatra lá do Egito... opa!... Naquele tempo ainda se escrevia Egipto!
Aspirado! é uma carta do baralho muito usada pelos jogadores de “poker”. Todo jogador diz que o Ás tá pirado quando sai da mão dele e vai para o vizinho do lado. Todavia por causa da recente investida da Lingua Mandar in sobre a Lingua Portuguesa convencionou-se chamar o aspirador de apenas Limpópó. segundo as contas oficiais no dicionário da M.E.R.D.A.  caseira.
Enfim, existe uma riqueza tão grande na nossa lingua que, os muitos exemplos são intermináveis (ou inacabáveis, para usar termos mais politicamente (in)correctos).
Até mesmo algumas palavras de uma só letra podem ser decompostas. Exemplos; Eficiência!  é o estudo científico da letra EFE!

- E temos também o uso de conversões sintaxianas de ordem fonético-filológica-semântica que,  estas sim! são as tais palavras de “sete-e-quinhentos” como se dizia antigamente.
Uma “conversão” é  sem sombra de dúvida uma conversa muito longa, mas a minha preferida de hoje nesta crônica é a de número grande – um autêntico palavrão. “duo+centésima+nonagésima+nona”!

Vamos decompor: duo – aqui tem um erro crasso porque fui eu sózinho que escrevi, logo não posso dizer duo. Centésima dá a ideia de minúscula... ora isto já tem quatro páginas, como é que é minúscula caragoooo!? Nonagésima em Italiano significa Avó Gésima, portanto não a podemos utilizar porque aqui não tem nenhuma “nona” o nome correto em Português do PT (não confundir com a telefônica nem com o Partido PT)
– esta é a crònica de número “duzentos e noventa e nove”! só isso.

Boa Leitura e até à próxima.
Silvino Potêncio
Emigrante Transmontano em Natal/Brasil
www.silvinopotencio.net
Original Publicado no Blog: “os gambuzinos”


O meu livro "Crônicas da Emigração" está a caminho da Editora com o subtítulo de "OS NÏZCAROS" é uma colectânea de crônicas alusivas ao (des)governo do "Poleiro Alfacinha" nas últimas décadas do pós Abril MENTIRAS MIL que muitos conhecem por "Revolução dos Cravos"!
Nota de rodapé: "Poleiro Alfacinha" é o título genérico dado pela crítica aos poderes estabelecidos na Capital do País (Lisboa) tendo por principais localizações na AR (Assembleia da Républica no Palácio de São Bento). No Palácio das Necessidades em Belém - Praça de Afonso Albuquerque e muitos outros endereços políticos engembrados após o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974 mais tarde corrigido pelo MFA (Movimento das Forças Armandas) sob a batuta dos COMANDOS (a Tropa de Elite liderada pelo Comandante Jaime Neves) a qual restabeleceu a base da tão desejada "democracia"... desvirtuada pelos civis. 
E assim se confirma o jargão desde o tempo do Imperador Romano Julius Caio Cesar: "Na Ibéria existe um povo oriundo dos Extríminus que nem se governam e nem se deixam governar"!

O Brasil de 1500!...

Já está disponível para venda ao público o Meu Livro "O Brasil de 1500!..." (Número ISBN: 978-65-901249-3-7) o qual pode ser adquirido via Internet, tanto na versão impresso,  como na versão electrônica (EBook) - os pedidos devem ser dirigidos ao clube de autores  - Desde já Bem hajam pela leitura. Os interessados podem acessar por este link: www.clubedeautores.com.br

O Brasil de 1500!... Volume I


AVISO AOS NAVEGANTES!... já está na vitrine o meu Livro "O Brasil de 1500!..." - inclui a Carta de Pero Vaz de Caminha na integra! Desde já agradeço pela leitura!
Neste primeiro volume é feita uma transcrição da Carta de
Pero Vaz de Caminha na sua versão original, cuja fonte Bibliográfica provem de Enciclopedia “Novo Brasil” (1983), assim como alguns episódios relevantes de quando e como a Descoberta foi homologada em Roma pelo Papa.

Acompanha a edição um conjunto de paineis coloridos
especificos para as Comemorações dos 500 anos do Brasil com o patrocínio da Comissão Bi Nacional – exposições foram feitas em vários Estados do Brasil e em Lisboa.
Foram construídas réplicas das Caravelas e dos Navios (Galeões) que faziam parte da Armada de Cabral todavia não houve sucesso
completo do projecto para demonstração ao público na data assinalada.

Porém e com as devidas adaptações aos tempos modernos
ainda podemos ver uma unidade em operação turística em volta das Ilhas da Madeira e Porto Santo.

No Castelo de Belmonte – Guarda – Portugal, terra de nascimento de Pedro Alvares Cabral existe uma exposição permanente aberta ao
público. Os meus livros podem ser baixados do site www.clubedeautores.com.br ou pedido do livro impresso - envio pelo correio. Bem Hajam pela Leitura.



 


Livros da Minha Autoria

Estes são os meus primeiros livros mostrados aqui no blog e na vitrine do meu site de Escritor do Recanto das Letras (www.silvinopotencio.net) e já publicados no Brasil. Todos teem ISBN e estão acessiveis na versão impressa ou na versão PDF (Ebook) através do site do Autor-Editor em www.clubedeautores.com.br
Podem ser baixados na versão impressa, entrega no domicilio de cada leitor mediante pedido antecipado ou via internet (Ebook) directamente para o vosso computador, Ipad, Ipode, Iphone, etc. Desde já agradeço pela leitura.
Recebam pois um forte e fraterno Abraço Transmontano.
Silvino Dos Santos Potêncio
Emigrante Transmontano em Natal/Brasil



Os "Nïzcaros"


Até ao momento eu tenho 3 livros publicados e já disponíveis no site do Clube de Autores com os respectivos ISBN - o próximo livro da minha autoria sai um pouco da área da poesia e versa sobre um Rábula Política ao comportamento da (des)governança havida em Portugal (minha lingua minha Pátria como dizia o Mestre em Pessoa) nestes últimos anos.
Pretendo publicar os meus livros seguindo a tendência actual de estarem disponíveis via internet (todavia quem gostar do livro impresso, ele também pode ser comprado via Clube de Autores) só que, claro fica mais caro, mas a Editora entrega no domicílio em poucos dias. Mas, só mediante pedido pré-pago!
Deixo um fraterno Abraço literário e até breve.
Silvino Dos Santos Potêncio
Emigrante em Natal/RN - desde 1979.
Nota de Rodapé: Cuidado!... os "Nïzcaros" são como os políticos, se não forem bem escolhidos, eles envenenam, e matam! Depois de eleitos eles Matam ideais, matam leis a favor dos eleitores, assassinam a a liturgiam de palanque, e tornam o discurso da psitomacia uma regra universal!... Tal como dizia Platão: quem não se interessa por política está condenado a ser governando por "inferiores"! 


Poemas de Angola


Aviso aos Navegantes!... o meu livro "POEMAS DE ANGOLA" (ISBN: 978-65-901249-1-3) Já está disponível para venda na vitrine do CLUBE DE AUTORES - pode ser comprado na versão impressa, ou baixado em PDF original. Para baixar cliquem no link aqui embaixo. 
Desde já bem hajam pela leitura. Espero que gostem!
Um Forte Abraço Transmontano de sempre.
Silvino Dos Santos Potêncio

<a href="https://agbook.com.br/book/294466--Poemas_de_Angola"><img alt="Compre aqui o livro 'Poemas de Angola'" src="//s3.amazonaws.com/media.clubedeautores.com.br/assets/share/agbook_promote_1.jpg" /></a>


Poemas de Angola

Durante o meu tempo de serviço militar em Angola (obrigatório) eu mantive correspondência com várias correspondentes em diversos países, na maioria de países de lingua Portuguesa hoje conhecidos por CPLP (Comunidade dos Países de Lingua Portuguesa).

Isto fez com que eu registrasse em livro alguns dos meus escritos nas cartas que eu lhes respondia, mas que infelizmente se perderam no tempo e no espaço logo depois do golpe de Estado do 25 de Abril de 1974... Um dos meus pensamentos actuais é justamente sobre essa perda que irreparávelmente modificou a minha vida e a de milhões de cidadãos no Portugal Ibérico e em todos os países da CPLP.
"Aos 25 anos de idade a minha vida era um livro aberto com as folhas soltas ao vento. De repente surgiu um vendaval chamado descolonização, e a vida mudou para sempre"!

Hoje em homenagem a todas essas desconhecidas minhas "Madrinhas de Guerra" eu lhes dediquei uma p recordação com 125 páginas em Poemas de Angola. 

O livro já se encontra publicado pela AGBOOK.COM  - Desde já eu agradeço pela leitura. 







Um Convite P'ra Tomar Chá



“Um Convite P’ra Tomar Chá” é o meu livro de humor agora impresso e está disponível para venda no site da AgBook https://agbook.com.br - Versão Impressa ou PDF para baixar no seu computador (os leitores interessados podem acessar... iiiii... comprar peis aatãon!) 

Nesta obra o autor relata de forma hilárica um galanteio social.
-  É um piropo à moda antiga, desde os tempos da Nobreza Europeia. O tema é fictício e junto com várias fotos da fina porcelana chinesa, muito em uso na Aristocracia de Séculos passados, o texto surge em prosa e versos. Assim, o autor procura relatar o ridículo com um fundo de verdade que é a atração primordial e lateralmente exposta do género humano em sociedade de forma bem humorada. 
A forma prosaica da apresentação em versos com trovas simples e linguagem popular por sob a mesa de fino trato, é seguida de imaginação fértil do infausto convidado para o tradicional “Chá das Cinco” ela se exalta pela criatividade da corruptela literária aqui presente desde o início.

As notas de rodapé são um outro aspecto do relacionamento humano entre géneros opostos que se atraem por ordem natural como naturais são todos os chás, uma simples desculpa para revelar momentos da vida com boa disposição… rir é um santo remédio à base de Chá!

Fazer humor nem sempre é obra de humoristas e há humoristas que nem sabem fazer humor. Digamos são apenas contadores de piadas, chistes, causos, acontecências em conversas de soalheiro... 

Vamos tomar Chá de "arruda" para arrudiar a crise!...  

A Lei do UsoCapíão


A Lei do UsoCapião!

Ladrões e Mentirosos são dois tipos de pessoas que eu não tolero e não importa quem sejam. Próximos ou afastados, conhecidos ou desconhecidos e até falsos Amigos,  são muito mais comuns do que se pode pensar. Isto me leva ao pensamento de lembrar aquele proverbial ditado; “no melhor pano cai a nódoa” e, vos escrevo hoje isto aqui por infeliz facto constatado “in loco” por mim mesmo que já estou na Emigração há mais de 58 anos. Todavia nos dias de hoje, podem crer!, isso acontece quase por todo o lado.
Na hora de emigrar e cada um tem sempre um motivo forte o bastante para viajar, não importa quais sejam as dificuldades. Muitas vezes é a falta do suficiente até para comer, e quase sempre por obra do destino ou um certo fatalismo na ânsia da liberdade em ir mais além e melhorar de vida. E com essa vontade no tino da sobrevivência nós nos aventuramos pelos caminhos nunca dantes trilhados, e portanto cada passo dado é uma nova aventura cujo final, eu acho que nem mesmo Deus sabe o que será?!   
O direito Português tem bases seculares e uma delas é o entendimento Latino do “uti possidetis”  -  O qual formou a base do Princípio do Direito Internacional. Princípio este que estabelece que quem ocupa um território ou propriedade pertencente a outrem durante um longo tempo, o usuário se acha no direito de o possuir o que tiver sobre ele, prédio ou construção urbana?!
Na prática esta arenga é muito comum e se traduz popularmente em um sentimento idealista muito em voga ultimamente ou seja: “a terra a quem a trabalha”!, mas…e tem sempre um “mas” para ser questionado em julgamento nas barras dos tribunais. Isso porque a Lei se chama “usocapião” e não usurpação. Ou seja; é preciso  comprovar o uso da terra e adquirir o direito de facto de a possuir e utilizar.
O meu Pai, que Deus já lá tem desde 01 de Abril de 1969, ele foi “Feitor” de várias Terras na Aldeia onde nasceram os 11 Filhos porém destes todos, só 8 sobrevivemos e, sendo eu o mais novo, acabei por me tornar o primeiro Emigrante da Família quando completei os  meus 13 anos de idade. Os meus Irmãos mais velhos todos tinham saído já de casa mas apenas para cumprir o serviço militar, como também o havia feito o nosso Pai, no tempo dele. Depois do serviço militar cumprido todos voltaram ao lar.
Por certo ele jamais soube o que é a Lei do Usocapião, e mesmo que soubésse,  pelo pouco que ele me ensinou enquanto estive em casa,  posso jurar que ele jamais tomaria tal atitude.  -  O tempo passou, a evolução das leis e das mentalidades se adaptou a quem estiver presente e, de certa forma, surge então o também muito popular dichote; “quem vai ao mar, perde o lugar”.
Acontece que, muitos de nós Emigrantes fomos e ainda continuamos a ir “ao mar”, e demoramos para voltar. A grande maioria de nós, principalmente aqueles que atravessamos o mar nas suas múltiplas direcções,  demoramos tanto tempo para voltar ao lar, que quando voltamos, a mais das vezes já nem encontramos nada que o valha para recordar, para visitar, para reviver ao menos as lembranças de um passado já tão distante  definitivamente perdido na poeira do tempo.
- Mas a decepção maior é quando alquém usa a “ Lei do Usocapião”. Esta  entra em vigor,  e o sujeito deserdado daquilo que lhe pertence por direito consanguineo ou não, ele  tem apenas duas alternativas: contractar um Jurídico especializado nesse tipo de usurpação do que era de todos, e acaba por gastar todas as economias duramente angariadas lá na “Estranja” onde a vida de “Cigano sem Pátria e sem Lar”, se exerce dia após dia, ano após ano, com um único lenimento na ideia que é o pensamento em voltar às origens. Geralmente perde a luta porque a Lei é cara, mas perde muito mais porque a amizade a confiança deixou de existir.
A burocracia dos cartórios, dos notários, dos Tribunais custa os olhos da cara, e é o argumento mais usado pelos mentirosos, usuários dessa mesma Lei. É a arenga dos oportunistas, daqueles que nunca saíram do ninho e,  sobretudo, é uma batalha perdida de quem está ausente há muitos anos.
A outra alternativa é bem mais simples, mas dói mais, muito mais! - Dói no Coração e na Alma de quem nunca conseguiu subir na vida de Emigrante porque a honestidade e a dignidade do Emigrante é um caminho sempre a subir. Muitos ficam pelo caminho… outros desistem antes mesmo de enxergarem o óbvio que é o esquecimento porque quem não é visto não é lembrado.
Esquecer é desistir de tudo, e isso  nem sempre é fácil. Porém nós  esquecemos!,… esquecemos  e olvidamos mais fácilmente quando conhecemos a realidade da vida. Nós  sabemos que desta vida nada levamos.
Por isso eu costumo glosar pensamentos como este do Grande Miguel Torga: “Como a gente se perde! A linguagem que o meu sangue entende — é esta. A comida que o meu estômago deseja — é esta. O chão que os meus pés sabem pisar — é este.  E, contudo, eu não sou já daqui. Pareço uma destas árvores que se transplantam, que têm má saúde no país novo, mas que morrem se voltam à terra natal”.
Vez por outra eu me defronto com os meus próprios pensamentos os quais, muitos, muitos!… eu os deixo registrados em frases minhas com base na própria experiência pessoal. E vos digo; eu não tenho prémios nem loas das muitas ações que eu já fiz na vida. Para me acalmar eu recordo só as boas, e das más me resta sómente uma grande “ferida”! Nada mais…
Silvino Dos Santos Potêncio
Emigrante Transmontano em Natal/Brasil 


A coalhada Luz & Tana




Campo de Pasto do tempo das Vacas Gordas!



De: Silvino Potencio,



O Carnaval em Zumbi (*)  



Em virtude da azáfama do entrudo, que é grande! aqui na região é sempre assim - só ontem no caminho da praia, eu peguei uma "bicha" de 10 kilometros!



Ai credo!... aonde, aonde!? perguntava ansioso um prevertido motorista de táxi que nos levou para a Praia - um autêntico taxista profissional do ramo, que estava ali nas redondezas. 

-  Eu, que já conheço o tipo de algum lugar, o atalhei logo!

-  Oóooo PÁ! péraíiiii óoooo páaaa!...

- estás-me a estranhar ou o quê? hein, hein???... uké ké isso hein?!

- A conversa foi na estrada para a praia do Zumbi e não com um Zumbi pô!... tavas aí já a pensar o quê?hein!?



Não!, Nada não, tem nada não,Portuga!...

- eu só queria saber, para ver quantos é que ainda estavam atrás de mim!...ai credo!... resmungou ele de novo enquanto mudava para a fila da bicha do outro lado da faixa de rodagem. 

Bom...  e agora que os leitores já se sentaram na poltrona de ler os meus emails, aatãon bamos lá!

- eis o novo boletim informativo do "entrudo" em nome da A.S.A.E. ( Agencia de Serviços de Apoio ao Emigrantado) com a previsão do tempo para os próximos meses antes do, verão  voismecês às quantas andamos!



A COALHADA FINANCEIRA LUZ & TANA - é um produto obtido das tetas das vacas, das cabras, das ovelhas, das bufalas, das camelas... até daquelas que andam no agora “deserto Alentejano”, e serve para fazer queijos de diversas categorias.

Segundo as normas de higiéne da nossa agência, a coalhada é a tábua de salvação para a economia nacional! 

A grande maioria dos economistas europeus acreditados em "Bruxo elas" as tetas das fêmeas são a nossa maior fonte de riqueza!

- Depois de se colectar o leite numa vazilha de 50 litros, QUE FICA DE RELENTO NA BEIRA DA ESTRADA DE ALCAFOZES, coloca-se lá dentro uma porção de ácido sulfúrico a 1/1.000.000.000 - ou seja 1 PPM para cada vazilha.

(eu sei muito bem disto porque quando eu trabalhei em laticinios, na Cova da Beira, eu aconselhava os leiteiros a não colocar o tal 1 PPM,  mas!... tem sempre um “mas” como o Interventor da fábrica do leite era, do mesmo partido do home que era amigo do dono do poleiro Alfacinha, lá se adoptou o uso de tais medidas, ou seja; o uso de apenas 1 PPM (*) de cada vez,  senão o povo não aguenta).



A ECONOMIA A BALÕES DE OXIGÊNIO: Técnicamente: mete-se uma concha dentro da "cu alhada" e, quando se retira a concha,  lá dentro fica um espaço com o "soro"! E este soro é primo do tal mega-milionário o tal do "SOROS" que, em compensação nos diz porquê a nossa  economia no Recto Ângulo, anda movida a balões de óxigénio!



Ahhhhé "BERDADE"!... xim xiõ berdade berdadinha!  

- bem que mo dixo o mou primo que tem um curral de cabras, lá na 'nha terra  e quando ele bai a mugir as cabras, os cabrões da A.S.A.E...(Agremiação Soropositiva de Apoio aos Endividados)  perguntam logo se ele já tem o 1 PPM para botar!

- um dia ele dixo lho que não botaba nele,  e as consequências foram imediatas!

 - Logo, logo a "cualhada" do meu primo deixou de produzir soro!

-  Hoje ele está no hospital, sempre com um balão de soro (é o oxigêncio liquido)  ligado na veia do braço esquerdo dele! Disse lho o Médicu que é para ele se lembrar por toda a vida que 1 PPM de ácido sulfúrico é "uma parte de ácido por cada milhão de habitantes dentro do leite nacional". 

- Nem mais nem menos!

Tem que ser a dose certa,  senão o paciente pode morrer por causa da "cualhada"! 



AS ELEIÇÕES E O ORÇAMENTO DA GERINGONÇA:   Eu ainda queria vos escreber mais aqui, mas... (repito: tem sempre um mas) mas resta-me apenas o espaço necessário para reafirmar a minha declaração de voto e de devoto anti-biolência!...
- Isto porque, na última vez que eu falei da praia do Zumbi, os leitores me acusaram de cortar as maminhas da minha mulher, para as assar na brasa. 
Como eu gosto delas mal passadas, cairam uns pingos de sangue da grelha para a tábua e eu aproveitei então para,  dar uns murros nas batatas e jogar pão torrado em volta para secar a sangria! Por isso eu fui obrigado a fazer uma nova sangria de vinho tinto com umas rodelas de laranja, meio quilo de açucar, uma botelha de Coca in a "katembe"! à moda de Luanda e prontos.
-  ora bem!,...  a esta altura eu já estava envolvido não só com a biolência na praia, mas também com o tráfico de bebidas e dos tais estupefacientes!...Peraíiiiiiii oh… os meus leitores ficaram tão ecstaziados com as bebidas que eles me pediram logo ali uma grosa de caixa do tal ecstazy – que eu nem sei o que é!  
Portanto!, pelo amor de Deus, pela vossa rica saudinha!
-  acabem logo com estes dias de entrudo que se vivem hoje no Recto Ângulo Luz & Tano senão nem sei onde vamos parar!!!
 
 (*) Zumbi é uma figura emblemática da luta pela Liberdade Esclavagista dos tempos da Lei áurea estabelecida no Brasil pela Princesa Isabel em 1888.
 
  (**) não confundir 1 PPM = uma parte por milhão, com 1 PPM =  Português Primeiro Ministro,  vejam lá hein!,... não me (com) prometam coisas que não podem cumprir no futuro!!!  
 
Silvino Potêncio
Emigrante Transmontano
- o Home de Caravelas de Mirandela na Praia do Zumbi!

 
Nota de Rodapé: Texto Original recuperado do Meu Blog Zé Bico e da Página do Saudoso Poeta Madeirense, Crítico Literário, Escritor Coronel Joaquim Evônio.  

Não! O Brasil não foi Colonizado por Degredados!




Da minha série de Crônicas da Emigração,  "BANDIDOS, BANQUEIROS e Bani FESTANTES" do Portugal e do Brasil de hoje, eu trago-vos aqui um texto recebido por email e escrito por um Cidadão Brasileiro que,  penso eu,  seja do interesse de todos! Todavia tenho a certeza de que muito poucos vão ler até ao fim.

 O texto é longo, porém, os amantes da verdade histórica dos factos  e sobretudo os Lusófilos Interessados na História Luso-Brasileira vão ler até ao final… eu acho.  

BRASIL COLONIZADO POR BANDIDOS ?

 Arthur Virmond de Lacerda Neto.     > Dezembro de 2015.

Não, o Brasil não foi colonizado por degredados nem por bandidos. Isto é mito, já desmentido pela historiografia, apesar do título do livro de Eduardo Bueno, "Traficantes, náufragos e degredados", livro que reproduziu o alvará de couto e homízio, do século 16, pelo qual os condenados, no Brasil, ficavam isentos de pena; ele o reproduziu sem nenhuma análise quantitativa de quantos degredados vieram nem do tipo de legislação penal vigente na altura.

 A armada de Cabral deixou 2 degredados; com Tomé de Sousa vieram 40, em 600 embarcados (dada a grafia de difícil leitura do documentário da expedição, leram 400 onde se redigiu 40).



Ao longo dos séculos, a proporção de imigrantes voluntários e inocentes, criminalmente, foi incomparavelmente superior à suposta avalanche de degredados, que os documentos não confirmam. Demais, os crimes de então não o seriam hoje: punia-se mulher fingir parto, sacar de espada em procissão, fraudar pão. Camões foi degredado. Por outro lado, a Austrália não foi colonizada com o que a Inglaterra tinha de melhor; ela foi depósito de ladrões e de criminosos.

 Muitos brasileiros têm o vício de culpar algo ou alguém pelas mazelas do Brasil: o capitalismo, a burguesia, o regime militar e...a colonização. Não há fundamento nenhum na asserção de que os degredados aqui tinham interesses escusos em negociatas; é fantasia.

 Por outro lado, Gilberto Freyre (Aventura e rotina; O mundo que o português criou; O luso e o trópico; Novo mundo nos trópicos), Antonio Silva Mello (Nordeste), Eduardo Prado e Luis Pereira Barreto (na polêmica que os opôs), o romancista José de Alencar (Cartas sobre a escravidão), Carlos Mendonça Lisboa (500 anos do descobrimento) afirmam as qualidades da colonização portuguesa, do colono português, da mestiçagem, da obra de criação de riqueza e, especialmente, de construção de nacionalidade, diferentemente da exploração brutalmente cúpida dos holandeses no nordeste brasileiro e da incúria britânica no que concerne às suas antigas treze colônias.

 O que são as guianas inglesa, francesa e holandesa? Países atrasados que sempre o foram. O que é a India, após 300 anos de ocupação inglesa? Um dos mais pobres países do mundo. O que foi a Africa do Sul por décadas? Por anos a fio, o país da segregação de raças, ao inverso do Brasil, terra da aceitação do preto e do silvícola pelo branco.

 É fácil demais acusar o passado brasileiro como bode expiatório, mas é falso, historica e antropológicamente, relacionar, em jeito de causa e efeito, os males presentes à nossa origem, mesmo porque houve, sim, no Brasil, períodos de riqueza, de honestidade, de elevação na política, de brilho nas letras. Por que só os males seriam produto da colonização e não, também, os méritos dos brasileiros?

 O alvará do século 16 existiu; não se segue disto, que tenham vindo condenados e que estes fossem elementos perniciosos. As Ordenações Filipinas, livro de legislação que vigorou de 1603 até o Brasil independente, prescrevia degredo para o Brasil com prodigalidade, o que não implica que, de fato, houvessem degredados para cá, ao longo de trezentos anos.

 A leitura do Código Penal Brasileiro ensejará, virtualmente, a impressão de que todos os brasileiros são criminosos e de que perpetram os mais variegados crimes. Assim como ele não constitui o catálogo dos comportamentos habituais dos brasileiros, o alvará e a cominação de degredo para o Brasil tampouco indiciavam o tipo de pessoa que imigrava para o Brasil.



Demais, a quem interessa o discurso inculpador da colonização? A quem ele serve? Por que insistir-se em culpar-se os portugueses de 500 anos atrás? Para desculpar-se, exculpar-se ou mitigar-se a culpa dos culpados atuais. A retórica da "corte corrupta", da emigração de condenados, de que "é assim desde o começo" alinha-se com o pensamento conformista e conformador, politicamente interessado em abrandar a censura moral que as pessoas imputam aos corruptos de hoje.

 Desde que o Brasil independeu, tornou-se senhor de si próprio, para bem e para mal; corrigir males e remediar erros tornou-se atribuição dos brasileiros. Se os alegados males da herança colonial persistem, é porque os brasileiros não souberam estar à altura da liberdade em que vivem. Por isto, não se culpe a "herança colonial", como se o Brasil fosse colônia ou se houvesse independido a pouco. Um dos males de que o brasileiro carece de se livrar, é o vezo de, como disse acima, de culpar a outrem pelos males que ele não sabe ou não quer erradicar. É discurso que convém muito a quem ele serve de justificação e que os sub-informados repetem acriticamente.

 Oliveira Lima, em "O movimento da independência" (Topbooks, p. 46) diz (maiúsculas minhas): "A COLONIZAÇÃO BRASILEIRA LEVADA A CABO POR DEGREDADOS É UMA LENDA JÁ DESFEITA. Nem ser degredado equivalia então forçosamente a ser criminoso, no sentido das idéias modernas. Punia-se com a deportação delitos não infamantes e até simples ofensas cometidas por gente boa. Os dois maiores poetas portugueses, Camões e Bocage, sofreram a pena de degredo na India, como Ovídio sofreu a de banimento no Ponto Euxino".

HONESTIDADE NA VIDA PÚBLICA BRASILEIRA EXISTIU (a propósito, também, da alegação de que a corrupção, no Brasil, é "herança colonial”).

 JOSÉ BONIFÁCIO, o velho, ao tornar-se ministro de D. Pedro I, logo depois da Independência, reduziu os salários dos ministros pela metade. De 800 mil réis, passaram para 400. No fim do mês, recebeu o seu, foi ao teatro e guardou a quantia embaixo do

 chapéu, na cadeira ao lado.



No intervalo, ao regressar à sua cadeira, haviam-lhe furtado o chapéu e a soma. Teve de pedir dinheiro emprestado para pagar as suas contas. O imperador soube disto e mandou o ministro da Fazenda, Martim Francisco, irmão de José Bonifácio, pagar-lhe

 um segundo salário. O ministro recusou-se:



- Majestade, vou pedir licença para não cumprir a ordem.

- Por quê?

- Primeiro, pelo mau exemplo. Cada um tem que cuidar do que é seu.

- Segundo, porque o ano tem 12 meses para todos e não pode ter 13 para o um funcionário descuidado.

- Terceiro, porque vou dividir o meu com ele.



Também é conhecida a honestidade de D. PEDRO II (cujo anedotário, a propósito, não coligi ainda).

Bernardo PEREIRA DE VASCONCELOS. Na biografia que redigiu de Bernardo Pereira de Vasconcelos, Otávio Tarqüínio de Sousa assim se refere ao pagamento de salário dos deputados brasileiros, em 1826:



“[...] para o deputado mineiro [Bernardo Pereira de Vasconcelos] o subsídio [salário dos deputados], que se tornaria depois um dos atrativos do mandato popular, era coisa que não queria discutir, a que aludia com escrúpulos. A Câmara de 1826 deixara a questão do subsídio ao arbítrio do Tesouro. Pagasse-o este, segundo as suas possibilidades, a 600$, a 400$ ou a 200$ por mês. Ou não pagasse nada. “Aqui ninguém vem pelo dinheiro”, disse Batista Pereira. Paula Sousa propusera o subsídio mínimo; com este alvitre ficou de acordo Bernardo de Vasconcelos. Prevaleceu afinal a importância de 600$000. Três anos mais tarde, o mesmo Vasconcelos proporia o subsídio de 8$ diários e concordaria com o de 6$400, lembrado pelo deputado Maia”. Bernardo Pereira de Vasconcelos, Livraria José Olympio, 1972, p. 36.

 Manuel DEODORO da Fonseca, chefe militar da proclamação da República, seu presidente provisório e seu primeiro presidente constitucional.



Nos meses finais do império, sendo primeiro-ministro o Visconde de Ouro Preto, este ofereceu-lhe o título de barão de Alagoas, em meio a uma distribuição generalizada de títulos e comendas aos oficiais generais do exército e da armada, como forma de cooptá-los em favor do regime. Deodoro recusou, como também Benjamin, a quem igualmente se ofereceu um baronato, e ainda, em Curitiba, Ermelino de Leão (que seria barão do Alto da Glória): não se deixavam corromper com títulos.



Sendo presidente da república, recebeu a visita, no palácio do Itamarati, de um indivíduo que, para lisonjeá-lo com segundas intenções, deu-lhe um retrato de Deodoro em rica moldura, gentileza que muito o sensibilizou.



Dias depois, voltou a procurá-lo o ofertante e solicitou-lhe um emprego excessivamente rendoso e cujo provimento dependia de concurso. O general explicou-lhe as condições em que poderia nomeá-lo, ao que ele replicou-lhe: "É que V. Excia. não se recorda de mim; eu sou a pessoa que ofereceu o seu retrato..." E Deodoro exclama: "Ah!, bem sei, bem sei, bem; estou na obrigação..." e saca do bolso 70 réis com que lhe pagou o retrato.



O indivíduo relutou em aceitar, porém o presidente insistiu e obrigou-o a passar-lhe este recibo: "Recebi do Sr. generalíssimo Deodoro da Fonseca, a quantia de 70$ de um retrato do mesmo Exmo. Senhor que lhe ofereci no dia 2 de agosto findo, sem ser por encomenda. Capital Federal, 8-11-1890. - M...B...". (Ernesto Sena, Deodoro: subsídios para a sua história. Senado Federal, 1999, p. 182).



Marechal do Exército, condecorado várias vezes, presidente da república, ao morrer, deixou à sua viúva as suas economias, a ninharia de nove contos.



Um sujeito propôs negociata a FLORIANO PEIXOTO, em que este, presidente da república, seria sócio de rendosa empresa, cuja criação dependeria ,apenas, da concordância dele. Floriano respondeu ao tipo que, sim, serei sócio ...quando houver deixado a presidência.



BENJAMIN CONSTANT Botelho de Magalhães foi tenente-coronel e professor de matemática na Escola Militar do Rio de Janeiro. Positivista, foi pregoeiro da república, encabeçou os cadetes na sublevação da madrugada de 14 para 15 de novembro; constituída a república, foi ministro da Guerra, e da Instrução Pública, Correios e Telégrafos.



No final do império, recusou o título de barão; sob a república, foi o único dos ministros do primeiro gabinete que não disputou eleições. Ao morrer, em 1891, não tinha casa própria: vivia de aluguel, do seu soldo.



Raimundo TEIXEIRA MENDES, representante máximo do Positivismo no Brasil, até 1927, data da sua morte, e autor da bandeira da república, interveio dezenas de vezes nos assuntos públicos e na atuação dos governos, por meio de publicações episódicas, em que exprimia a sua opinião doutrinária, com independência e desassombro.

 Em certo domingo, ao retirar-se da Igreja Positivista do Brasil, em que predicara, o prefeito do Rio de Janeiro ofereceu-lhe carona, o que ele recusou, para que não se lhe acusasse de aceitar favores do governo...



O marechal RONDON, positivista que sempre se assumiu como tal, recebeu da Associação Comercial de Manaus banquete em regozijo pelo estabelecimento, por ele, da linha telegráfica entre Manaus e Cuiabá, que traria incalculáveis benefícios ao comércio da primeira. O bródio decorreu no dia do aniversário da mulher de Rondon, Aracy (13 de dezembro), a quem a Associação Comercial fez presente de um colar de pérolas. Ao recebê-lo, para a sua mulher, Rondon agradeceu e recusou-o: “Não é, entretanto, possível à minha esposa, esposa de um simples oficial, usar as pérolas de um tão valioso colar, em desacordo com o nosso modesto padrão de vida. Aceitai-o, pois, de volta, com os meus mais comovidos agradecimentos”. (Ester de Viveiros, Rondon conta a sua vida. Biblioteca do Exército, 2010, p. 310-311).



Antonio Augusto BORGES DE MEDEIROS, positivista, filho de pai pernambucano, juiz em Pouso Alegre (MG) e desembargador no Rio Grande do Sul, formou-se em Direito em São Paulo, foi constituinte em 1891 e governou o Rio Grande do Sul por 24 anos, de 1898 a 1908, de 1913 a 1915 e de 1916 a 1928. Era Positivista, discípulo de Augusto Comte. Não tinha casa; morava de aluguel. Ao deixar o governo, voltou para a casa que alugava. Não tinha do que viver, nem dinheiro com que pagasse o aluguel.

 Amigos sugeriram-lhe:



- Doutor Medeiros. temos uma solução. Ponha uma tabuleta na sua janela: - "Advogado". E logo terá a maior e melhor banca de advocacia do Rio Grande.

 - É verdade. Mas não posso. Todos os membros desses tribunais e os juízes, atualmente em atividade, foram nomeados por mim. Logo, não posso advogar no Rio Grande.

 Para sustentar-se, a sua mulher costurou para fora até morrer, em 1957. Ele morreu em 1961, aos 97 anos.

 ANTONIO CHALBAUD BISCAIA, meu avô materno, foi promotor de Justiça de 1933 por diante, Procurador-Geral do Estado, Procurador-Geral de Justiça, chefe de Gabinete da Secretaria da Viação e Obras Públicas, Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas, Secretário de Estado da Agricultura duas vezes, Deputado Federal, presidente do Fundo Telefônico (depois, Telepar). Construiu uma casa imensa na rua Lamenha Lins, 213 (em Curitiba), que pagou por empréstimo junto à Caixa Ecônomica, que amortizou de 1946 a 1976, mês por mês, enquanto exerceu os seus inúmeros cargos de confiança, no governo do Estado. Quando deputado federal, no R.J., alugou apartamentozinho em Copabacana, em que uma das suas filhas dormia na sala, por falta de espaço. Viajou, em vilegiatura, uma só vez na vida (para Minas Gerais). Levou vida financeiramente mediana sempre, em moço foi literato e orgulho-me de ser-lhe neto.

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Nota de Rodapé: Silvino Dos Santos Potêncio – Emigrante Transmontano em Natal/RN desde 1979,   foi nomeado Membro da Comissão Nacional para Comemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, pelo Excelentissimo Senhor Embaixador  de Portugal em Brasilia, Dr. Francisco Knopfli em 26 de Março de 1999. Nesta condição eu subscrevo o texto do Sr Arthur Virmond de Lacerda Neto, a quem transmito aqui os meus Cumprimentos com votos de um BOM ANO NOVO  a todos!

As Minhas Catramonzeladas Literárias

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