A COR DO HORTO GRÁFICO


Com todo o respeito aos "puritanos" do vernáculo em língua Portuguesa, eu declaro aqui que o dito cujo não existe e porquê?!
Muitos escritores, incluso eu mesmo, declinamos  aceitar mudanças nas regras aprendidas desde a infância,  e como nos dias de hoje se escreve tudo por siglas, por sinônimos no tal dicionário HTML (leia-se: Hoje Temos Muito Lero-Lero) Autênticas metáforas que hipócritamente dizem que sabem mas que no final a realidade é esta: 

Mesmo assim e para ajudar quem não entende o HTML (eu mesmo nem sei nada de estrangeirismos, logaritmos, silogismos, feique nus ou fiquem vestidos!!!)... iii... aatãon lá bai: 

Última actualização do dicionário de língua portuguesa - novas entradas de Ah ao Zê:
1.          Abismado: Sujeito que caiu de um abismo
2.          Aspirado: Carta de baralho completamente maluca
3.          Assaltante: Um 'A' que salta
4.          Barbicha: Bar frequentado por gays
5.          Barracão: Proíbe a entrada de caninos
6.          Biscoito: Fazer sexo duas vezes
7.          Cleptomaníaco: Mania por Eric Clapton
8.          Coitado: Pessoa vítima de coito
9.          Contribuir: Ir para algum lugar com vários índios
10.      Conversão: Conversa prolongada
11.      Coordenada: Que não tem cor
12.      Democracia: Sistema de governo do inferno
13.      Destilado: do lado contrário a esse
14.      Detergente: Acto de prender seres humanos
15.      Determine: Prender a namorada do Mickey Mouse
16.      Eficiência: Estudo das propriedades da letra F
17.      Estouro: Boi que sofreu operação de mudança de sexo
18.      Expedidor: Mendigo que mudou de classe social
19.      Halogéneo: Forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes
20.      Homossexual: Sabão em pó para lavar as partes íntimas
21.      Luz solar: Sapato que emite luz por baixo
22.      Ministério: Aparelho de som de dimensões muito reduzidas
23.      Ortográfico: Horta feita com letras
24.      Padrão: Padre muito alto
25.      Pornográfico: O mesmo que colocar no desenho
26.      Presidiário: Aquele que é preso diariamente
27.      Pressupor: Colocar preço em alguma coisa
28.      Ratificar: Tornar-se um rato
29.      Testículo: Texto pequeno
30.      Tripulante: Especialista em salto triplo
31.      Vidente: Aquilo que o dentista diz ao paciente
32.      Violentamente: Viu com lentidão
(nota de rodapé: colaboração do Amigo Crítico Horto Fruti Granjeiro do FB Victor Fonseca) 
 

A liberdade criativa in jau la da...



A genialidade é inimiga directa da publicidade,  e prima carnal da vaidade esvoaçante do ser humano que não pensa!, aquele  que apenas vive exdruxulamente  ao sabor da corrente que o leva em direcção ao nada do infinito terreno!. (Silvino Potêncio)

No linguajar transmontano da minha infância, quantas vezes eu escutava o comentário;... ele tem cá um gênio!!! E isto acontecia sempre de cada vez que alguém me dizia para fazer algo, e eu a contragosto,  fazia tudo do meu jeito! 
Anos depois eu comecei a escrever pela regra gramatical que me era imposta porém ela começa sempre pela fonética!, e... mais uma vez eu me perguntava, porque cargas d'água eu tinha de "gramar" aquilo; horas de sono perdido a decompor as palavras, a tentar encontrar o sujeito oculto, o complemento directo, o artigo defenido indefenidamente no tempo do verbo e da verborreia da firula e do sinônimo do antônimo, do trocadilho e tudo debaixo de uma senhora chamada "semântica" literária> além disso tinha uma senhora muito cruel que se chamava de Filologia - eu sempre lhe respondia; fi-lo porque qui-lo mas ela me exigia para escrever tudo por extenso ou seja; em vez de quilo eu tinha de escrever "quilograma" - é como está na gramática caraaaaago!  
Foi quando eu arranjei uma tremonzela e de maneira acentuada (sem acentos) assentei-lhe esta regra:


 Consultei os meus alfarrábios, conselhos de outros mais sábios que falam sem mexer os lábios e encontrei génios esquecidos nos meus armários!... Hilários como este da terra dos "Avecs" Voltários: 





A sorte protege os AUDAZES!



A minha Mãe, que Deus já lá tem, teve 11 filhos, porém só oito sobrevivemos! Eu sou o último da "ninhada". Sete Homens e uma Mulher nascidos e criados na Aldeia de Caravelas de Mirandela (eu sempre menciono a minha Aldeia no Concelho de Mirandela porque o nome "Caravelas" existe de forma genérica mundo afora e até em outros Países - o Brasil por exemplo - mas voltemos ao tema;
Dos Oito Homens que ela criou e conviveu todos vestimos a Farda do Exército Português. O meu Pai serviu em Lisboa no início do Século XX e nós os Irmãos em outros quarteis incluindo 2 anos na India e os meus 42 meses em Angola onde já estavam 2 outros Irmãos.
A pergunta que não quer calar é: O quê o Estado Português nos deu em troca?
 
(005)  - Ir às Sortes!... 
"a sorte protege os audazes" – este era o lema dos Comandos – uma Tropa de Elite que actuou com honra e dignidade ao serviço da Pátria. Todavia como e costuma dizer: no melhor pano cai a mancha e foram justamente alguns Comandos que desgraçaram a situação politica em Portugal depois de Abril de 1974 até 25 de Novembro de 1975. 
(esta catramonzelada é dedicada aqueles que se esqueceram de ir às "sortes" depois do 25 de abril de 74).   

-              Mirandela, Janeiro de 1957.... vinha um frio de rachar (os lábios, claro!) lá da encosta sul da serra de Bornes, ( a décima terceira mais alta do nosso querido Portugal) fazia  uns 7 ou 8 graus abaixo do zero!... Era ainda de noite,  mas os rapazes que faziam os 20 anos, se levantaram todos,   e lá se foram pelos 10 kms de pedras e giestas, estebas e urzes,  e arçãs que cobriam as bordas do caminho  gelado durante a madrugada, até à Vila para irem às "sortes"!   
Já era quase meio-dia e o chão ainda estava coberto de gelo, (ah quem dera um pouquinho daquele frio aqui nos trópicos" para variar), os pés escorregavam como a faca na  banha de porco em dia de verão, na hora da sesta!   
-              Épa! vê lá se t'aleijas que assim já não vais lá bater c'us costados!. (disse o rapaz do Ti João'zé).
A gente sabe lá p'ra onde esses cabrões nos vão "a mandar" depois das "sortes"!?. Até parece que as coisas lá na Índia andam meio  complicadas. 
Tem lá  um tal d'um "gandulo"... não é gandulo, (disse o rapaz da Ti Julheta)  é GHANDI PÔ!MAHATMA GHANDI  pô!?.
-    é esse mesmo.  
-    Dizem que ele já tirou de lá os ingleses e agora vai tirar os portugueses de Diu, de Damão e de Goa!  
 - é lá que temos a India, pá!  
Tirou-nos todos de lá?! 
- seja à pá ou à picareta,mas então aquilo não é nosso !? 
-    Sei lá! eu nem sou dos "Albuquerques".  
Nunca fui bom de história, e  essa do Vice Rei da Índia ser o Albuquerque porquê, hein!? 
Oh pá ouvi isso ainda na semana passada lá na casa da Fidalga da Vilariça. 
Oh tu! a tua Mãe não sabe disso não?  
-    Ela trabalhou lá na casa da Fidalga páaaaa!.
A minha Mãe só anda a chorar lá nos cantos da lareira porque ela acha que "lá vai mais um filho p'ra guerra"! i uqué que s´ade fazêre!?...hein? hein?
-              Esta   “CATRAMONZELADA”  rolava na conversa pela ladeira abaixo, perto da Freixedinha enquanto os rapazes iam chegando à Vila de Mirandela para tirar a "sorte". 
( o que é que era isto?! simplesmente era dar o nome para ser alistado no Exército naquele tempo)  
-              Actualmente, tirar a "sorte" é mais prático, mais simpático, mais evoluído, mais culto, mais patriótico, mais português (no pós 25 de abril) nem mais mas, nem meio-mas; 
Os rapazes de hoje, tal qual um menino birrento apenas batem o pé no chão: não quero ir à tropa, não quero, não quero e não quero! 
Não quero Pô ... iiii prontus eu vou mas é emigrar.
Agora somos da European Economical Community, ou se preferirem na linguagem do Clemenceau - aquele que disse que "a vida é uma oportunidade de ousar"!  então diga-se; Communité Economique Européin (sic) e vamos  usar palavras de "sete e quinhentos para a nossa lingua " e dizermos simplesmente CEE... cê é é  caragooooo!  
E nós vamos lá a  fazer o tal do  "Recenseamento militar"!  
Tem que ser feito para todos maiores de 20 anos e pronto. 
-  O homem de Belém assim falou e pronto.  
-  Isto porque afinal em janeiro pagam-se as "licenças" e nós portugueses todos pagávamos naquela época as "licenças" com a falta de liberdade. 
-  E ainda nos divertíamos com isso, cada um à sua maneira, claro!. 

Parece absurdo mas é assim e pronto!
Pagava-se a licença do isqueiro que (mais tarde) se tornou a piada predilecta dos Brasileiros, que acham que sabem mas não entendem o que são estes "sete e quinhentos" lá de Trás dos Montes!. 
E depois de pagar por um lado o papel da licença, pelo outro lado (do português escrito)  entra-se de licença por 30 dias, também conhecido hoje na língua popular como férias!  - (quem não gosta de licenças, hein?). 
Eu não!, eu simplesmente detesto.  
Detesto pagar as licenças vulgo conhecidas como impostos,  e adoro férias, mas como não tenho dinheiro para pagar as licenças não posso ter férias!. 
Mas que merda de vida! 
E lá continuaram ladeira abaixo os Rapazes de Caravelas que iam às “sortes” em Mirandela. 

-  Quando acabavam as "sortes" os rapazes voltavam  p'ra casa em clima de festa!. 
Alguns por terem sido Emancebados e outros por se livrarem de ir para o Quartel.  
Lá mesmo na saída da Vila já começavam a soltar os foguetes,  cantavam e dançavam com tudo e com todos.  
Azar do filho do Ti Luciano que quando o Pai foi a agarrar na cana do foguete, ainda correu pra largar no rojão mas perdeu 3 dedos logo ali na porta da taberna do Ti Orlando! 
-  Ora que porra de sorte a minha! (dizia ele a chorar)   Fui apurado na "sorte"...   e agora o meu pai ficou aleijado? 

-  Que merda de "sorte"  a minha, hein!?!
-  Este texto me surgiu logo que li a noticia aqui em baixo:
....  "Polícia diplomática chamada ao Consulado de Portugal após altercações", etc e tal e coisa... assim  eu me lembrei de vos escrever esta catramonzelada com alguma exclusividade personalizada, virtual e electro-magnéticamente transmitida via internet e com cópia via "intra-nesta" através do portal  do Portugal Club,   porém tenho algumas observações a fazer: 

 A - Então agora o "Sr. Guarda", o "Chui", o "cabeça de giz", aquele do capacete branco, o "home da farda", também é diplomado?! Naquele tempo um dos rapazes bateu c'os costados na Índia por dois anos e quando voltou recebeu um mero papel de licença para ir p'ra Guarda!..  Onde está o diploma da diplomacia usado pela policia diplomática? 
B - Coitado do candidato!,  foi ao "consulado" e acabou todo "desconsolado" - tinha lá um matarroano a dizer que ISTO AQUI É PORTUGAL!  EU SOU PORTUGUÊS - QUERO OS MEUS DIREITOS!  
- QUAIS!? (já na porta do Consulado perguntamos: nós emigrantes, rapazes da Aldeia da meeeerrrrrcadoria de então,... mas que  "sorte" que tivémos, hein? )  e ele respondeu
EU TIVE A SORTE DE SER SIMPLESMENTE ELEITO DEPUTADO.  
E NÃO QUERO CONFUSÃO COM NINGUÉM QUE SEJA DO PUTEDO! 
 C) Coitado!... lá foi ELE a fazer o serviço aos Portugueses no "consulado" e acabou todo desconsolado porque, vamos e venhamos, o Português é complicado! 
 -  Na hora que o homem estava à procura de levantar o "alter-ego" para se tornar auto-candidato Deputado, fora do putedo,  ele encontrou LÁ no processo do emigrante, um pseudo funcionário público, não concursado nem aprovado nas "sortes".
E  lá do Palácio das "Necessidades" havia apenas um redondo comunicado do governo com uma série de "alter-cações"!
-  Pô,  logo agora em plena campanha?!  
-  Estavamos Iá tão bem a descer pela ladeira abaixo!
As ladeiras na Suíça meu amigo!,  são muito piores do que  as da Serra de Bornes! Acredita se quiseres. 
Post- scriptum!- eu podia escrever aqui só um minúsculo "p.s." mas comigo é assim! NADA DE P.S. nem de P.T. nem de PêQêPês! 
É que quando se tem "sorte". A gente escreve só; Post- scriptum! 

E mais;   Oh Sr. Presidente do Portugal Club!...glup...  é favor assinar o seu portal com letra de outra cor - nem que seja "a cor do burro a fugir" porque se assinar isto em vermelho outra vez, é falta de respeito! 
-  O Sr está nos a mandar a todos à merda homem?! 
-  Se lembre que o seu amigo,  aqui signatário com a ponta do nariz do  rato, (imaginem que agora assinamos as cartas p'ra família, p'rós amigos, e até p'ra desconhecidos com a ponta do nariz do "rato", também conhecido por “mouse”)! 
Outro P.S.  – lembre-se; - se você leitor não tem "rato"  não se preocupe, Lá no largo do Rato da “Lisbia” também todo mundo já assina em vermelho mesmo! ou seja;  eles nos mandam a todos à merda e há muito tempo. Mas, mais uma vez! Claro!, mas isso fica para uma outra próxima "catramonzelada"! 
 Nota do Autor: textos recolhidos via internet, são da responsabilidade dos seus remetentes, quando devidamente identificados. De outra forma, reservamo-nos o direito universal da divulgação globalizada acessível a qualquer leitor.

A Fome em Portugal


Antigamente o lema da Governação em Portugal era;  DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA.

Depois de 25 de Abril de 1974 acrescentou-se apenas uma letra: 

ADEUS PÁTRIA E FAMÍLIA! 



(A maioria destas crônicas surgiram mais por um mero acaso e/ou desafio directo de alguns leitores e correspondentes virtuais. Por isso a divulgação delas, aqui no meu espaço literário e tão só a partilha de alguns momentos de lazer. Talvez mais até do que própriamente pela inspiração ou vontade de escrever em forma de réplica ou eventual discussão literária , e por isso eu vos transcrevo  a cópia de algumas Mensagens que deram origem a estas crónicas!) Esta, por exemplo,  foi virtualmente assinada pelo então Emigrante Sr Sergio Teixeira/Suiça, caso contrário eu não a teria contestado! 



 – transcrição integral:



Enviada em: 08 de Janeiro de 2005, sábado 10:05 hrs

Assunto: FOME em PORTUGAL



Ola amigos



O sr Jose Aires nao deve ver noticiário Portugues, pois foram os próprios jornalistas Portugueses a denunciarem o tal embaixador que nao quis abandonar as suas ferias ,para se deslocar aonde devia até foi criticado por membros da assembleia da republica,logo no dia 27 e 28 de dezembro,transmitido pela sic , rtp e jornais.

o sr ministro dos afaires estrangieros ainda tentou minimizar ou esconder a coisa mas a comunicaçao social estava atenta. Como se diz, a importancia nao e de chegar em 1 ou 200 ou 300 mas a do sr embaixador deixa muito a desejar.

Aquilo que eu relato na minha missiva, sobre a ajuda aos Portugueses a passarem fome no nosso proprio pays nao e mentira se nao acredita va dar uma volta de norte a sul de Portugal e logo se apecevera da miseria que la vai.

Portugal sem Roca nem Rei.

Bastou-me 1 semana e meia (natal e fim de ano) para ver como vai o nosso Portugal .O problema dos retornados tambem tem muito que se lhe diga, nos que andamos na casa dos 50 vimos o que o Mario e outros fizeram apos o 25 abril.lembro-me quando estive em Angola Jonas

Sawimby disse a um general portugues numa reuniao secreta no Hotel

Luso(hoje Luena),em tres meses eu termino a guerra so quero ser Governador da zona Leste , o dito general respondeu ,, a guerre nao e para se ganhar e para se ir ganhando (lumbongo ,pepetas, argent, magot ,dinheiro ,pilim,) e pegaram no jonas levarao-no de helicoptro para a sua zona de combate, verdade se diga foram raras as vezes que tinha-mos contacto com as melicias da UNITA so por mero acaso pois eles evitavam o contacto com as tropas Portuguesas,o problema para Jonas era o MPLA .

Se voce conhece as estatisticas em Angola a maior parte do mortos que tivemos depois 1970 em 100% uns 90% foi em acidentes na estrada ou mesmo com armas nos quarteis, e depois o caixão chegava a Portugal com a menção de Morto em Combate, demagogia do governo de Salazar,da PIDE.

Nao escondam a verdade, pois mentir já chegou 40 anos em que nao se podia falar .
Assinado: Sergio Teixeira/Suiça

Aviso a título de intróito




Aviso aos Navegantes A título de Intróito!: 



A fonte inspiradora para o começo destes textos partiu da minha eventual colaboração virtual ao Jornal do PortugalClub. 

Tal publicação tratava-se de uma ONG sediada no Brasil, à época da elaboração das primeiras Crônicas aqui neste volume. 



Tal como já foi informado em crônicas anteriores, a  minha colaboração literária aqui ao  jornal virtual, da ONG – Organização Não Governamental,   arquitecturado (e mantido) em exclusivo pelo seu então Presidente Fundador, o Emigrante Sr. Casimiro Rodrigues, esta é tão só uma simples e singela forma de expressar algumas lembranças de tudo o que diga respeito à nossa Mãe Pátria, enquanto viventes cá na Emigração,   e sempre em respeito à decência e ao comportamento moral e cívico em sociedade civilizada que aprendemos nas nossas origens Lusitanas.



Sem demagogia ou falsa modéstia, sempre que posso, eu colaborei ali gratuitamente e de muito bom grado com alguma publicação que, seguindo os trâmites da lei internacional sobre a utilização dos meios de comunicação electrónica, sempre procuraremos respeitar nomes e/ou figuras quer sejam públicas ou privadas, conhecidas ou não!...

Ainda que os nossos personagens sejam figuras públicas ou simples figurantes anônimos reais e/ou imaginários, do presente e do passado, o respeito à liberdade de cada um,  é uma verdade intrinseca e recíproca, assim espero eu!. 



-              Por princípio ético-profissional (enquanto autor dos meus escritos publicados aqui no espaço virtual – mesmo que estes venham eventualmente  a ser publicados posteriormente pelo método tradicional em livro impresso,  devidamente autenticado nos órgãos competentes) toda e qualquer referência não alterada da sua forma original, será referendada ao nome de seu autor/criador original – desde que conhecido por mim, é claro!.

 

Todavia,... e atendendo á riqueza extraordinária da língua que os nossos antepassados nos legaram, ao longo de tantos séculos, muitos verbetes, expressões idiomáticas, meias-palavras, orações escritas e auditivas, usos, costumes e “modas regionais” da cultura e do espaço Lusófono, seja no espaço Continental, Insular, Ultramarino,  Nacional e Internacional,  constituem para mim um tesouro infindável que merece ser resguardado, por isso vos convido a este compartilhamento através da leitura desta minha modesta obra. 



-              Outrossim; eu, como tantos outros "escrevinhadores", poetas, prosadores, redactores profissionais ou amadores  espalhados pelo agora tão globalizado universo da literatura Lusófona mundo afora, sem dúvida, sentimos aquela "pancada" no mais profundo do nosso ego, quando alguém lê e depois critica só por criticar!, tanto para o bem como para o mal. 

-              Felizes são aqueles que de alguma forma são criticados para o bem, mas não só.

-              Como dizia o meu Amigo Antonio Edmundo Leote Menau, mais conhecido lá na “Tertúlia do Café Bahia, na Marginal de Luanda, ele repetia:    aqui não importa que falem bem ou mal, o importante é que falem de algo ou de alguém”,  porém não é este o caso das minhas Catramonzeladas Literárias! 

Se de  alguma forma o leitor achar que deve criticar ou comentar, essa reacção será sempre benvinda pois nos ajuda a aprimorar o nosso conhecimento em obras futuras. 

A liberdade de cada um é um bem unipessoal portanto usemos isso sem cerimônia.  

                                                               ********
Posto isto vamos à leitura:  

- A minha primeira   “CATRAMONZELADA” de hoje (como todas as demais que ireis ler neste compêndio), ela começa por nos localizar a todos, autor e leitores,  no tempo ambiente  e no espaço memorizado, e em um determinado ponto de partida  que, de alguma maneira com o seu  teor e forma, tentará transmitir-vos aqui  os mais diversos eventos e acontecimentos que trago na lembrança da forma mais coloquial possível com boa disposição.
Cada leitura é uma viagem ao infinito do conhecimento de cada um de nós, mas sem sairmos do lugar aonde estamos.  

Nomes de várias pessoas e/ou lugares que eventualmente estejam mencionados aqui ao acaso, talvez nem sempre muito correctamente, nem tão pouco com uma total coerência cronológica porque são apenas instrumentos de causa, e efeito em literatura de ficção,  cujo objectivo final se pretende seja tão sómente deminuir os efeitos desta eterna saudade do nosso amado e querido Portugal!... País aonde eu nasci.  
- O dos tempos que já lá vão!…  
Eles, os textos narrados e reinventados aqui por mim, são apenas meros instrumentos da minha escrita unipessoal.  
 
Com clube, ou sem clube, seja no Brasil ou na longínqua Aldeia da minha origem em  "Caravelas" de Trás-Os-Montes, eu espero um dia "voltar lá  e assim botar a bota em Portugal"! e “quando de lá eu boltar”, sempre vos falarei de algo de forma absolutamente independente e livre de qualquer ideologia formadora de opiniões adversas ou ortografias impostas pelos impostores. (impostores são aqueles gayjogs que aumentam os impostos)
- Isto é apenas um livro de  ficção (“fique são”)  para depois morrer de rir saudável!     

AOS NAVEGANTES


AOS NAVEGANTES (LEITORES DESTE BLOG)!

  ↣  "CATRAMONZELADAS LITERÁRIAS"

O livro em si, é uma obra de ficção literária baseado em situações imaginárias, vivenciadas ou não pelo Autor que quando foram confrontadas com situações reais, nem todas comprovadas com factos e argumentos, visuais ou até escritos por outrem, geraram um sentimento ao mesmo tempo hilariante e por outro lado a confirmação de uma triste realidade temporal. 
O rascunho original tem várias fotos e molduras de frases feitas, geralmente por pessoas que apenas sabem o “abc” da vida de cada um no seu dia-a-dia. Daí que eu me atrevo a afirmar que a minha única Faculdade literária foi aprendida na Universidade da Vida e das terras por onde passei.
A grande maioria dos textos que o leitor encontrará nesta colectânea, eles começam prácticamente todos com uma frase de entrada em forma de citação alegórica a uma qualquer “máxima filosófica e/ou apenas mera citação literária” sobre algum tipo de pensamento, de reflexão espiritual ou material, conhecido ou não da maioria do público usuário da nossa língua. 
Este pensamento me serve de base para desenvolver o espírito de cada crônica e o sequente desenrolar do tema de cada assunto acaba sempre por descambar, digamos assim, para uma descrição de personagens e eventos (reais ou imaginários no tempo e no espaço) de figurantes que se mostraram absolutamente impotentes ou prepotentes perante o absurdo do facto que os gerou!... 
Facto este o qual será aqui  muitas vezes exagerado propositalmente pelo autor, em geral para enfatizar ainda mais as situações, dos muitos eventos vividos ou imaginados e os seus respectivos intérpretes. 
Todos estes eventos, contos e episódios aqui relatados, sendo fictícios ou não, eles eu os apelidei de antemão com o verbete de autênticas calinadas à gramática da Lingua Portugesa em uso nos muitos casos como “catramonzeladas literárias” em referência directa às muitas agressões contra a lingua Portuguesa original, nas suas multiplas versões.
E,  o uso aliterado da ferramenta agrícola de atracação animal utilizado como raiz é a tremonzela, que era desde cedo na actividade rural das nossas origens Lusitanas, tal como será descrito em outro trecho deste livro. 
Muitas vezes acontecerá aqui também uma descrição em diagonal com algum tipo de crítica, e réplica, ou até tréplica, de algum ou outro debatedor (escritor ou simples leitor virtual) conhecido do autor, o qual tenha provocado préviamente a respectiva crítica em réplica sincera em todos os sentidos. 
Os chistes, as piadas, as anedotas, as firúlas, as situações inusitadas das quais tantas vezes nós aqui lançamos mão, em forma de trocadilho satírico, a mais das vezes o fazemos deliberadamente para nos “largarem do pé”!...Sim, porque tem gente que lê e relê e quando não entende nos pergunta porquê?! 
 Esses tais comentadores quando indesejados (como soe dizer-se) e até alguns outros intervenientes mais aborrecedores, são introduzidos aleatóriamente ao sabor da pena.  O facto de eu por vezes escrever no plural, se deve justamente ao entrosamento do autor com o leitor à medida que se vai lendo.
             Tais “catramonzeladas”  serão tantas vezes aqui repetidas quantas as verificadas na prática do dia a dia, e isso me remete a um pergunta inicial; 
             Quem nunca na vida se defrontou a si mesmo com uma destas “catramonzeladas”!? 

Quer elas tenham sido ou ainda o sejam de ordem material, social, colectiva ou individual, quer sejam uma situação comum e inusitada,  espiritualmente engembrada pelos seus respectivos debatedores até num arremedo de tentativa para ridicularizar outrém?
Certamente lá no final da leitura, haverá algo mais a reflectir!... 
Aí chegados,  então já com mais intimidade com os objectivos expressos e relatados aleatóriamente nesta obra, o julgamente isento surgirá mais fácil de entender em pleno.
Não, não... isto não é um livro didático nem tem pretensões de ser sequer um livro de contos, ensaios ou coisa que o valha. - Este livro é apenas uma colectânea de depoimentos com a finalidade de criar um momento de boa disposição entre todos porque, aprender a envelhecer faz parte da arte de saber viver.   

Por isso as expressões literárias, os aforismas e estrangeirismos - alguns, muito poucos – aqui inseridos surtem um certo efeito porque sempre norteamos os nossos escritos para  soarem o mais próximos possível da  nossa língua mãe. Todavia,   estes que aqui entram na formação do diálogo popular informal, mais coloquial tantas vezes em forma rimada sem qualquer tipo de preocupação com a métrica, ou com a sintaxe, e menos ainda com a fonética e com a disfunção silábica gramatical, com a coordenação histórica do texto ou a verificação científica ou filológica, são apenas o fruto exclusivo e imediato da imaginação do autor. 
E, é em face a milhares de vivências guardadas na memória que aqui deixamos como simples e humilde contribuição pessoal ao engrandecimento e à evolução natural da Língua Lusitana de tantos usuários ilustres que nos precederam com os seus esforços, com as suas virtudes, com os seus sonhos, com as suas fantazias, ou as suas criações literárias que, por certo, elas são bem mais ortográficamente fundamentadas do que estas!...
E, mesmo assim  sabe-se lá quantas e quantas vezes essas célebres criações foram tão mal compreendidas pelos seus iguais nas suas gerações contemporâneas, futuras e seculares. 

O Autor 
    

As Minhas Catramonzeladas Literárias

A conversar a gente se entende(?!)

De: Silvino Potêncio...  ® Os Gambuzinos (299)  Os Caminhos da Literatura “Luz & Tana” do Século (Vin-te.. buscar para irmos para ...