Prólogo do Livro "Catramonzeladas Literárias"





Dedicatórias:




Eu dedico esta obra ao meu Querido e saudoso Irmão José Dos Santos Potêncio, o "Ti Zé Bico de Caravelas de Mirandela", “in memorium”, pois que Deus Pai já mo levou para a sua Eterna Companhia. É uma dedicatória pessoal e muito sentida embora o cunho hilárico do conteúdo seja apenas uma maneira de encarar as dificuldades da vida com humor. E compartilho esta dedicatória por tudo quanto ele me deu, enquanto vivo! Amor de Irmão e sobretudo do espírito Fraterno que nós vivemos com  um Amor verdadeiro e por  certo, incomensurável. 



Prólogo do Livro "CATRAMONZELADAS LITERÁRIAS": 


Eu, como tantos outros "escrevinhadores" espalhados pelo globalizado mundo a fora, sem dúvida, sentimos aquela "pancada" no mais profundo do nosso ego, quando alguém lê e depois critica, tanto para o bem como para o mal. Felizes são aqueles que de alguma forma são criticados. Como dizia o "SETE", meu Amigo Irmão de Fé, Retornado de Angola, Ex Campeão Nacional de Judô, Antonio Edmundo Leote Menau...  não importa se falam bem ou mal, o importante é que falem de mim. (- Saravá ó SETE!... Meu grande amigo!)  Ainda espero de algum dia te poder ir ver de novo aí na terra da Ti’ Anica, ao menos para recordar os velhos tempos das tertúlias do Café Bahia, na bonita Avenida Marginal de Luanda. 
No início dos anos "70" não existia ainda Televisão em Angola e por isso as horas de lazer eram compartilhadas entre amigos e familiares, porém como eu não tinha familiares directos a viverem em Luanda, então reunia-me com vários Amigos na Esplanada do Café Bahia (algumas vezes também na Arcádia) e depois de tomarmos o "Café da Noite" lia-mos o jornal (vários) e se escolhia qual era o filme da noite em alguma das quase 30 salas de cinema e teatro existentes naquele tempo. 
Era nessa "tertúlia de amigos" que se contavam piadas e anedotas de todos os tipos e sabores. 
Naquele entretempo eu e alguns Amigos fomos trabalhar em regime de "part time" nos bastidores do Teatro Nacional (Peça teatral Toma lá Gindungo!!!)  e no Teatro Avenida uma peça com Raul Solnado cujo título já se me escapou da memória...
Fui convidado a escrever um roteiro para a próxima revista, mas recusei por não me achar à altura pois seria uma peça escrita a "quatro mãos" com um Autor local.  Acho que foi a partir daí que eu comecei a engembrar este termo "catramonzeladas" e a primeira vez que eu pronunciei na tertúlia, alguém na replica mencionou o termo "quatro mãos geladas"!?...Ou seja;talvez tenha sido esta conversa na brincadeira que acabou gerando o verbete e mais tarde eu o utilizei como esteriotipo literário!   

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