A Dor de um Retornado!...





A Dor de Um Retornado...

...Uma lágrima de dor,
Um suspiro de pouco amor,
- Uma nuvem ao sol-pôr,
- num oceano vermelho-rubro, de estertor!...
Um sentimento de puro abandono,
Qual andorinha no sono,
Desta primavera já sem dono,
- Sem inverno, sem verão e sem outono.
...Uma lágrima de dor e de saudade,
Um soluço não contido por maldade,
- Desta vã caminhada em tenra idade,
- Na esperança de um última vontade...
Se me escapa já por muito desalinho,
Da postura inconformada sem carinho,
- Da minha alma que se vai devagarinho.
- Contra o vento da quebrada do caminho!
Uma lágrima no rosto que padece,
Qual folha solta desta cepa que envelhece...
- Feito tronco de castanho que anoitece,
- Na ramada tão sem flor, que o frio nela desce.
...Um lágrima de dor!...
Desta primavera já sem cor,
Um soluço não contido ao sol-pôr,
- Uma lembrança tão distante desse amor!...
  - Da minha alma, ela se afasta num vapor.
Essa dor...essa lágrima, essa flor...
Por lá ficou adormecida,
Não desceu pelo meu rosto já nublado,
Desta dor de ter saudade à despedida...
Que já pressinto estar aqui, ... bem a meu lado.
Uma dor...
Uma nuvem...
Uma lágrima,
- no oceano deste amor tão mal-tratado!
Mais um sonho que se apaga amortalhado.

Autor: Silvino Potencio (in: "Poesias Soltas")
Lisboa:  Out/1979

As Guerras Antoninas Lusitanas!...






As Guerras Antoninas Luz & Tanas!...

Extraído do meu Blog "os gambuzinos" deixo-vos aqui um texto da minha Autoria relacionado com a História, a Literatura e a Emigração Lusitana dos últimos anos do Século XX, sobretudo com o tema da Descolonização Vergonhosa levada a efeito pelos "Abutres" políticos que se abateram sobre o Patrimônio Pàtrio angariado em mais de 900 anos de história desde o Condado Portucalense!


<"O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam por ela.">( Arnold Toynbee)

De: Silvino Potêncio,... ® Os Gambuzinos (278)

>> As Guerras “Antoninas Luz & Tanas”

“...Nos tempos das fidalguias,
Das nossas Forças Armadas,
Em muito quartel existia,
Dois de Paus... e Reis de Espadas!...”

Talvez por condão ou mera coincidência, a especialidade que nos foi atribuída, ao terminarmos o nosso tempo de “recrutamento e treino” na Escola de Aplicação Militar de Angola, foi a de “escriba amanuense” cujo símbolo é uma “Pena e uma Espada”.
Passaram-se os tempos, mudaram-se as vontades, perdeu-se o viço, gastou-se a pujança... mas ficou-nos o arquivo da massa cinzenta onde, pelo próprio nome, alegóricamente, tudo acaba em cinzas. - Tudo não passa de quimeras soltas ao vento da liberdade, que cada um conquista ao longo dos anos... A escrita, seja qual for o estilo adoptado, tem mil uma nuances de fantasia, de imaginativas situações que são expressas, mostradas ao público, de acordo com o divagar (uns vão di vagar outros vão mais di pressa!!!)... dos pensamentos do seu criador. Daquele que lhes dá vida e acende o interruptor para dar à luz mais um rebento, que... a bom pensar tanto pode ser um aborto da natureza como pode ser uma “Best seller” e por falar em “bestas”, queremos deixar aqui este nosso registro sobre dois nomes tipicamente Luz & Tanos, ou sejam; aqueles nomes que dão luz!
Nomes que quando dão à luz, na verdade iluminam a quem os cerca porém... entre eles há os que ao darem à luz, provocam uma grande escuridão! É um apagão tão grande que às vezes leva anos... muitos anos, para se fazer luz de novo!...

- Olha... Fernandinho, já estás na idade de ir p’ró seminário!...
Aatão prepara-te lá, e arruma a trouxa... c’amanhã vais p’ra Cuimbra.
- Não mãe, eu não quero ir!!!... (respondia-lhe o “puto”).
Lá em Cuimbra só tem “doutores” e eu não gosto daquilo.
Não adianta reclamares... já está decidido!... tens que ter um canudo, e se não podemos pagar o colégio, então aceitamos uma ajuda do Sá Cristão, que é Amigo do Padre da Igreja da Graça e prontos... tens que ir!... está dito!
E assim o Fernando que também era Bulhões... foi para “Cuimbra” e lá se formou em Direito, duplamente qualificado. Dizemos duplamente porque ele estudava advocacia, a arte de bem mentir ao falar a verdade, e estudava tudo tão direito, que o Papa ao saber das habilidades do "ganapo", lá o mandou emigrar para Itália, onde se hospedou eternamente na cidade de Pádua.
Este emigrante Português de nascimento, ao aceitar o convite do Santo Papa exigiu e ganhou a primeira guerra dele... só vou emigrar, se me mudar de nome!... dizia ele na bula que mandou ao Vá ticano.
- E este lhe atribuiu-lhe logo não só o nome, como até lhe deu uma Comenda, a de Santo António!!!... e como ele morava em Pádua, ficou a guerra que dura até hoje...: quando estamos em Itália, rezamos ao Santo António dos Italianos, e quando visitamos Portugal, rezamos ao Santo António de Lisboa. – Só para lembrar aos leitores, esta guerra começou em 1.195, portanto Portugal ainda tinha Rei de Espadas, o Ti Dom Afonso Henriques, que também gostava muito de viajar e migrar para a terra das Uvas Mouriscas.

Anos mais tarde, ali pelas bandas de Santa Comba Dão... (tudo de Graça) o rapazote, terminou a instrução primária, que era de primeira mas só acabava na quarta classe!... A Mãe do dito cujo, foi à horta e chamou o rebento com bons modos como toda a Mãe sabe fazer;
- Olha... Toninho!... vem cá!
- Meu filho... limpa as “botas” – ele andava sempre de botas para ir buscar os tomates, e outras hortaliças porque naquele tempo ele acreditava que a alimentação orgânica era a melhor! - Tanto é que, anos mais tarde ele implantou no Estado Novo a tal República Orgânica (de organizada) e Política da Ná São...mas voltemos ao início do começo desta guerra orgânica.
Oh Mãe vou limpar as botas p’ra quê?!... daqui a pouco tenho que lá voltar à terra p’ra regar os grabanços... aatão depois tenho que as limpar de nobo!?...
- voismecê não sabe economizar, Mãe... temos que poupar água!...
- Olhe que no futuro, ela ainda vai faltar... bai a ber!!!
Não é nada disso “botas” ... quero dizer, meu Filho Toninho!!!...
Eu quero que tu vás p’ra Cuimbra... p’ro Seminário... está bem?
- Não Xeñora... não quero ir a estudar p’ra Padre... eu quero é plantar tumátes!
Um dia havemos de ser os maiores produtores de tomates do mundo Luz & Tano (*) e se eu for p’ro seminário lá não tem tomates... além disso andam todos de sandálias, e eu quero andar de “botas”...
Não Senhor!!!... tens que ir p’ra Cuimbra e se não quiseres estudar Direito, então escolhe outro curso... nem que seja torto, mas tens que estudar... já te disse, e prontos!
- Mas... oh Mãéééeee... veja bem; é que lá em Cuimbra só tem “doutores” e eu não gosto de ensinar a quem sabe mais do que eu!... Eu quero é aprender a arte de falar bem aquilo que os outros falam mal de mim, carago!
Não adianta reclamares!... sabemos que aqui na terra não se passa da cepa torta... e tu tens tudo para a endireitar!
Vai lá... vai lá, limpa as “botas” e arruma aquela ardósia nova que te comprei em Vá Longo... leva também aquele lápis de pedra preta... melhor... leva dois ou três lápis de pedras coloridas que se acham no fundo do ribeiro. São prácticos e são baratos!
Ah ... bem!... se é p’ra estudar Economia em vez de “Padraria” (era a arte de estudar p’ra padre) então eu vou!
E assim o Ti António De Oliveira Salazar, um bom Santo Homem para todos os Portugueses – foi até Professor, Doutor, Presidente do Conselho e de todos os Concelhos, de todos os Ministros... todos!... ele foi o mais “MAIOR” guerreiro que já se teve noticia! – Dizem até que ele anda agora a meter uma Cunha lá em cima, no Vá Ticano que é p’ra ser Cano Nizado, ou seja um Santo Antonio de Santa Comba Dão... tudo de graça. (sim porque meter a Cunha lá em baixo no fundo do Inferno já está LÁ o Cunhal...)
Esta guerra ainda não acabou! – Por isso vos contaremos o resto depois dela acabar...

Em Abril de 1910 lá pelas berças de Estremoz, já quase na Raia de España, nascia um rebento que, pelo seu nome de António, e também pela sua índole, viria, anos mais tarde, a rebentar com a República.
Aos quatro anos de idade já brincava de “soldadinhos de chumbo” e por ideologia, enquanto comia umas alcagoitas torradas no calor do Além Tejo, ele copiava dos “canhões” Alemães que assoberbavam o mundo Europeu a ponto de deflagrar a Primeira Guerra Mundial onde, como todos sabem o maior Guerreiro foi o nosso conterrâneo Ti Milhões, de quem já vos falei aqui algumas vezes, e assim o Toninho, Alentejano de Estremoz, ele se tornou um Germanófilo ferrenho (é aquele soldado feito a ferro e fogo, mesmo sendo apenas de chumbo).
Foi mandado p’ra Lisboa para estudar no colégio dos Meninos da Luz e por isso cremos que ele poderia vir a ser mais um António Guerreiro Luz & Tano... e foi!
- Quando atingiu a graduação de General, foi mandado em missão ao Ultramar, aonde ele começou a escrever um Livro cujo lançamento ainda está em formação!... Portugal que Futuro??? – nós diríamos ... só Deus sabe!!!
- E então eis-nos chegados ao quartel do CABEÇO DE BOLA ...
... voismecê Xô General me desculpe mas não concordo que esta guerra se ganhe na Política. – dizia o home do poleiro...
A guerra tem que se ganhar no campo de batalha... como o fizeram sempre os nossos guerrilheiros home de Deus! – respondia-lhe o ajudante de Campo!
- Ná senhôri... cumpádi...
- ê cá na concordo!... nim cum voismecê!...NIM C’UELE... até purquê ê inté já estive lá a comandar a tropa... ê cá sei muito bem c’a guerra é daqui do Gabinete, carago!
Olhe!... vá lá em Sã Bento e digue-lhe ó home das “botas”, que nós na cremos mais nessa conversa de ir p’ra Angola em Força, home!...
Os anos foram se passando e esta guerra continuou; de um lado o Alentejano António dizia que a guerra era em Lisboa... e o Ti António de Santa Comba Dão, insistia que a guerra era no Ultramar.
Guerra vai,... guerra vem!!!... e eis que, chega agora um outro “António” que, ao vestir a pele de LOBO,... ele que, sendo Médico Psiquiatra (entenda-se: é aquele médico que tem por especialidade a ciência da maluquice) como não tinha mais nada para escrever a favor da guerra dos outros “Antónios” ele, acabou de publicar um novo livro ao qual não deu o nome porque se trata de um “LIVRO DE FIQUE SÃO”!!!...
Oh Ti Antunes!... essa não lembraria nem ao Diabo que o carregue lá p’ro quinto dos infernos!... dizer que matou a soldo da sua vontade de ir passear na Ponta da Ilha ou passar um fim de semana na Ilha do Mussulo?!
Coitados dos vindouros quando lerem todas essas barbaridades a seu respeito, home de Deus!!!...
Olhe... aceite o nosso conselho.
Faça auto-hemoterapia, faça auto-análise, faça-nos a todos EX COMBATENTES... um grande favor!
Recolha-se aos seus aposentos no “Júlio de Matos”... e só saia de lá quando os burros perderem as penas! De preferência no dia de São Nunca...à tarde, pela hora das Ave-Marias. – Talvez nessa hora alguém declare que a guerra acabou!
(*) Portugal é atualmente o 5° maior produtor de Tomates com 3% da produção mundial de tomates e derivados. (à data da primeira divulgação desta crônica)
- Silvino Potencio - Emigrante Transmontano.
- O Home de Caravelas - Mirandela – Ex Combatente – Ex Retornado – Ex Patriado do Principado da Pontinha – Ex Pulso do IARN Algarvio.
original publicado em http://www
.joaquimevonio.com/espaco/silvino_potencio/silvino.htm

Nota de Rodapé: Esta minha Crônica me foi sugerida aqui a partilha com os Leitores da Página do RL e também no meu FB,  pelo comentário recebido hoje do Excelso Amigo, Historiador Militar Coronel Manuel Bernardo, a quem muito admiro não só pela sua Excelente Obra Literária, mas sobretudo pela forma correcta com que relata aos Portugueses, o que realmente foi a "Guerra do Ultramar" que os Politicos insistem em chamar de "Guerra Colonial" e se esquecem dos milhares de Civis mortos pelo Terrorismo e sobretudo o DESRESPEITO POR TODOS AQUELES QUE VESTIRAM A FARDA AO SERVIÇO DA PÁTRIA. 
(Início de Citação):

 Na minha opinião as mentiras foram implementadas logo no 26 de Abril, já com o PC na jogada, por ser então o partido da oposição mais bem montado em Portugal. Até ao 25 ABR eles andavam a "cheirar" mas não estavam na jogada. Para mim a ruptura com o regime foi provocada pela teimosia e inabilidade de Marcello Caetano, ao querer manter a guerra do Ultramar, como até aí, e com a extensão "Do Minho a Timor" e sabendo-se que aqueles tipos de guerra apenas acabam com negociações entre os adversários, como foi o caso da Argélia e do Vietnan.
O Porfessor Marcelo Em 1972 perdeu a oportunidade de o fazer, por não ter aceite o então General António de Spínola para a Presidência da República e não avançar, nesse ano, com o início das negociações através do Presidente Leopold Senghor do Senegal e da OUA, que lhe foram propostas.
(Fim de citação) 

Assim se fala, assim eu escrevo



Em homenagem póstuma à Saudosa Amiga Maria Fernanda Pinto eu vos trago aqui um texto em resposta a uma das últimas Cartas que ela me escreveu lá de Paris. 

A Arte de “Escrebere” em linguagem Emigrante.

Hoje eu não tenho intenção de fazer crónica alguma aqui no blog porque,  há uma subtil diferença entre pensar em voz alta, e o pensar em voz escrita! E muito menos em pensar em vos mandar qualquer coisa digitada na linguagem moderna onde,  só quem é formado em HTML, (leia-se: Hoje Tenho Muita Lanzeira) na arte de "escrebere" pode entender algumas semânticas do meu dicionário do emigrantado que está cada vez mais globalizado.

Gostaria, no entanto, de ressaltar aqui uns nomes de alguns dos meus leitores que me são muito queridos (as) - entenda-se que este "parentisis" aqui, é para destacar os leitores das leitoras menos avisados -  e começo por ler as palavras do "mestre" Amigo Escritor José Verdasca que altruísticamente nos brindou com o seu conhecimento e nos escreve aqui umas palavras muito bonitas - uns verdadeiros palavrões de sete e quinhentos!
Tais palavrões são do tipo em que a raiz do saber literário ainda andava de fraldas (naquele tempo eram conhecidas por "cueiros" lá pelos arrabaldes da Mesopotâmia, da Caldeia,  e do Monte Aaral em busca do azimute para chegar às minhas terras altas de Caravelas de Mirandela, para ali semear o que resta do "Mirandês"! 

Sou mais ou menos responsável pela volta às páginas deste meu Blog ( de vez em quando) da  Dileta Amiga Maria Fernanda Pinto que, no intervalo dos seus afazeres lá pelas bandas da cidade-luz, ela nos presenteia também com os seus belíssimos artigos culturais franco-lusitanos, onde se destaca a sua benevolência para as coisas da "xuxiedade" xuxialista neo-clássica pós edição do meu Código Dá VintchCinco de Abriu-looooooo!
Pois que, como sabemos ela é um autêntico colírio para estes olhos marejados de lágrimas ao olharmos "tanto mar" que nos separa do paraíso ibérico galaico-duriense que eu já estou de pescoço duro, só de olhar sempre naquela direcção:
 > Tu,...ó correio da 'nha terra,
>  leva esta carta p'ra mim.
>  Diz lá aos que andam na guerra,
>>>  que a bida ná é bem axim!... 

Ela é bem mais cumplicada,
... c'a gente nem s'apercebe
A cultura da abrilada...
nem se aprende, nem se recebe!!!

>>> Ela s'impõe peis aatão
Porque os impostos são deles,
Os adoradores de "platão".

...Estão cobertos de ouro e peles,
E benvestidos de tantos sorrisos,
c'a gente só escuta esses seus guizos!!!

Ah...Se eu fosse "zarolho" como era o mestre dos mestres emigrantes, o Luis Vais de Camiões!, isto seria um arremedo de soneto mas, voltemos ao rêgo!

Temos visto os "escritos" de quase todos os que por aqui passam. Eu não menciono nomes para não me tornar omisso todavia não posso esquecer o sempre sagrado sermão do Ti Antonio Justo lá da Alemanha. E por falar em sermões; olhe,...eu estou desconfiado que voismecê tem o email do Ti António de Bulhões, aquele que nasceu em Lisboa, mas ficou famoso quando Emigrou para Itália e os Italianos insistem em lhe chamar de Santo António de Pádua. Voismecê  não tem o email dele não!!??? Voismecê escrebe tão bem, home de Deus!  e é por isso que eu digo,  seria impossível citar todos individualmente,  mas... cabe-me aqui ainda uma nova reparação à guisa de explanação complementar que é a minha forma de escrever (ou "escrebere" como soe dizer-se nas minhas origens latinas, ainda segundo o sermão do mestre supra citado)  as minhas palavras e os meus palavrões, as crónicas e os sermões, as réplicas, as tréplicas e outras explicações,  para quem as pede ou as exige, sem nem mesmo assim fazer tal manifestação, são estas!  

Quando faço uma crónica temática tenho por hábito buscar uma citação vulgarmente conhecida para tecer as minhas considerações e, em seguida, lhes imprimir o contexto do meu pensamento ali intrínseco (que é como quem diz, tal pensamento  está incrustrado mais profundamente na nossa mentalidade emigrante, do que os arabescos que os mouros deixaram gravados lá nas fragas da minha Aldeia. 
   Portanto, depois de eu iniciar tais citações e, a esta altura do campeonato,  já são mais de meio milhão de escritos publicados sem jamais ter repetido qualquer desses pensamentos! é quando divago pelo sonho de fazer o tempo se renovar a cada nova era do amanhã ser bem mais e melhor do que hoje!

Infelizmente temos governantes que adormeceram em 24 de Abriu-looooooo! Para sempre e outros que continuam com medo de "amanha cerem" c'mós  gajos da P.I.D.E. (leia-se: a P.I.D.E... Portal Informativo Do Emigrantado) à porta de casa a bater c'uas tampas das panelas nos "tachos", que tão árduamente conquistaram ao longo destes 46 anos, mais uns dias!

Ó reforma dos meus pensamentos,  que tão dificil te tornas para me aparecer, mesmo depois de tantos pedidos que eu faço todos os dias à Nossa Senhora Aparecida!

Prontos Ti Maria Fernanda... voismecê pediu noticias minhas!, elas aqui estão!
E "ó despeis" de eu terminar de aprender a linguagem do Poliponeso eu vou aplicar os meus conhecimentos de "portugrego" que é uma lingua que está em formação e vai ser falada daqui a 517 anos que é quando se comemora o estrondoso êxito musical "in the year 25 - 25"!!!... (deve-se pronunciar " in de ier tuenti faive, tuenti faive!)  ou seja caso o homem ainda esteja vivo. 

Silvino Potêncio, Emigrante Transmontano em Natal/Brasil
Natal/Janeiro/2008

Nota de Rodapé: texto recuperado do meu extinto Blog  zebico.blog.com

Liberdade, Igualdade e Fraternidade!



Os Americanos tem por lema, escrito em todas as notas da Moeda Americana "Em Deus Confiamos". Os Ingleses aclamam a Chefe da Igreja Anglicana com o quase centenário "Deus Salve a Rainha", porém o resto do Mundo de Hoje sussurra apenas um tímido;  "Salve-se quem pudér"!
A sabedoria do povo é a base da conservação e da evolução da própria humanidade e por tal conceito eu vos trago aqui um texto para meditarmos e divulgar a quem interessar possa.

O Império Romano do Ocidente na Velha Europa

Uma carta recente que eu recebi hoje de um Amigo  Francês  que conheço há muitos anos me diz o seguinte ao se referir aos cidadãos da nossa faixa etária - a tal terceira idade! 

"Quando a Alemanha se preocupa em ver-nos a deixar nossos anciãos morrerem, eu tenho vergonha do meu país.


É como em 1940, a França que deixou a Alsácia cair, e não serão as poucas TGVs de sanitização que mudarão muito esta terrível realidade do COVID19.
Que vergonha para o meu país. Vergonha para o meu país ao ler este artigo do “Courrier International” ecoando muitos artigos de comentadores Alemães preocupados em todo o Reno, após um relatório publicado por especialistas alemães em Estrasburgo:
-  A Alemanha está alarmada com a "triagem de pacientes em hospitais da Alsácia". 
"Devido à falta de equipamentos, os pacientes idosos não seriam mais ventilados":
 "Qualquer pessoa com mais de 75 anos não está mais entubada" (Frankfurter Allgemeine Zeitung), 
"As pessoas na faixa dos 80 anos não são mais ventiladas [...] eles são colocados em cuidados intensivos e tomam pílulas para dormir que lhes são fornecidas" (Tagesspiegel).
 "Na França, pacientes mais velhos não são mais ajudados a morrer" (Die Welt).
Questionada sobre isso por Die Welt, a presidente do conselho do condado de Haut-Rhin, Brigitte Klinkert, não negou:
 "Pacientes com mais de 80 anos, mais de 75 anos, certos dias acima de 70 anos não podem mais ser entubados porque simplesmente não temos respiradores. Não é dito com freqüência suficiente, porque não só os nossos vizinhos alemães, mas também os franceses fora da Alsácia ainda não estão cientes da situação aqui.  
Eles nasceram durante a guerra, às vezes um pouco antes, às vezes um pouco depois, trabalharam na reconstrução da França como pequenas formigas trabalhadoras, ajudaram seus pais, ajudaram seus filhos - a quem às vezes escandalosamente mimados, talvez para compensar - sempre pagavam obedientemente seus impostos e contribuíam sem abafar, até recentemente quando suas pensões estavam congeladas e seu CSG , eles sempre ensaiaram com engenhosidade os encantamentos que ouviram na TV, como um mantra reconfortante, um método “Coué” - nosso sistema de saúde francês é o melhor que pode existir! - e agora eles seriam recusados a serem ventilados sob a alegação de que eles são muito velhos, muito desgastados, que eles devem ceder, deixar os outros, mais jovens, ter prioridade?
Sem dúvida, ninguém poderia prever a magnitude desta epidemia, mas a Alemanha, que hoje está horrorizada com nossos métodos “darwinistas” e vem para o resgate para recuperar nossos doentes, não tinha mais bola de cristal, Pythia ou Frau Irma. No entanto, tem o dobro de leitos de terapia intensiva per capita do que na França e o seu número de mortes nesta pandemia, é muito mais modesta que a nossa, não é atribuível, longe disso, à "juventude" da sua população!
"Devolva minha perna!" Isso é o que vem a ser repetido, todas as noites, no ouvido do ladrão protético, puxando-o pelos pés, o retorno de uma famosa história de horror que circula nos parquinhos”.


"Devolva meus impostos!" podemos ouvir em sussurros, à noite, por muitos anos, aos nossos governantes inconseqüentes que desperdiçaram, gastaram de qualquer maneira, subsidiaram qualquer um, regaram tudo, redistribuíram tudo e especialmente ao que está errado, forçando hoje um trabalhador da saúde já de si sobrecarregado a apressadamente cuidar oprimido!, que palavra horrível, para classificar estes pacientes!

Nota de Rodapé; isto é apenas um artigo de opinião de quem conhece bem não só a França como todo o resto da Europa profundamente. Atrevo-me a dizer que o famoso caminho de Marco Polo em direção à China, está aqui retratado no roteiro de volta após todos estes séculos e pelo que temos visto o COVID19 é apenas a primeira fase da nova ordem mundial.




  

Mês de Maio, Mês de Maria a Mãe de todas as Mães!


Das várias visitas que eu tenho feito a Portugal, depois de 40 anos a residir no Brasil como Emigrante, eu guardo as imagens de Nossa Senhora que vou colhendo nas terras por onde andei. Esta aqui em cima, por exemplo está lá na Varanda da Casa da Minha Querida e Saudosa Irmã, Maria de Lourdes Potêncio que não teve a Graça de gerar Filhos porém amou em vida,  todos aqueles que viveram e conviveram com ela. 
Todo ano no mês de Maio eu trago para o meu espaço virtual imagens que me ajudam a matar saudades e me dão força a cada novo dia para encarar as agruras de quem está distante, principalmente aqueles que já partiram. 
O Santuário de Nossa Senhora D'Assunção celebra a data em 15 de Agosto de cada ano, porém eu guardo imagens de lá em outras épocas do ano porque Nossa Senhora está presente na vida dos seus Filhos todos os dias, e quando não podemos ir à Igreja, como é o caso actual em quase todo o Globo, então Ela vem até nós. 

Na minha despedida à minha Mãe que Deus tem, eu rezei em Fátima;

À Minha Mãe que Deus tem...

A Minha Mãe que Deus Já lá tem,
Todo dia trazia água pura da fonte.
E antes do frio chegar, ela também,
Ia Buscar mais lenha cortada no Monte!

À noite, nós todos em volta da Lareira,
Ouvíamos aquela interminável Ladainha.
- Ave Maria Cheia de graça à sua maneira,
A Santa Mãe de todos parecia que era a Minha.

O serão já ia muito adiantado,
Quando ela então parava de rezar...
E o borralho que parecia estar apagado,
Aquecia a ceia que vinha depois do Jantar.

Grelos de nabiça e muita batata cozida,
Azeite dourado que ela botava por cima...
Ainda a fumegar a Alheira era servida,
E o frio lá fora cortava como uma lima.

(in: " POESIAS SOLTAS " De: Silvino Potêncio)

Quem dá aos Pobres, empresta a Deus!...


Painel em Azulejo Tradicional - Igreja de Nossa Senhora do Monte - Funchal

Você colhe aquilo que plantou!

Certa manhã, uma mulher bem-vestida parou em frente de um homem sem-teto, que olhou para cima lentamente,  e reparou que a mulher parecia acostumada com as coisas boas da vida. O casaco era novo.
Parecia que ela nunca tinha perdido uma refeição em sua vida. Seu primeiro pensamento foi: "Só quer tirar sarro de mim, como tantos outros fizeram..."
"Por favor, Deixe-me sozinho!" Resmungou o homem... Para sua surpresa, a mulher continuou de pé. Ela estava sorrindo, seus dentes brancos exibidos em linhas deslumbrantes.
"Você está com fome?", perguntou ela.
"Não", respondeu sarcasticamente. "Acabei de voltar do jantar com o presidente... Agora vá embora."
Sorriso da mulher se tornou ainda mais amplo.
De repente, o homem sentiu uma mão suave debaixo do braço. "O que você está fazendo, senhora?", Perguntou o homem irritado. "Disse para deixar-me sozinho!"
Neste momento um policial chegou. "Existe algum problema, senhora?" Perguntou ele..."
Não tem problema aqui, Policial", a mulher disse... "Eu só estou
tentando ajudá-lo a ficar de pé..."
 "Pode me ajudar?" O policial coçou a cabeça. "Sim, o velho João é um estorvo por aqui há anos". "O que você quer com ele?" Perguntou o policial...
"Ve o restaurante ali?", Perguntou ela. "Eu vou dar-lhe algo para comer e tirá-lo do frio por um tempo."
"Você, senhora, está louca?" O homem sem-teto resistiu.
 "Eu não quero ir para lá!" Então sentiu mãos fortes segurando os braços e levantá-lo. "Deixe-me ir, eu não fiz nada oficial..."
"Não vê, esta é uma boa oportunidade para você", o oficial sussurrou em seu ouvido.  Finalmente, e com alguma dificuldade, a mulher e o oficial levam João para o restaurante e o sentam a uma mesa em um canto do refeitório. Eram quase quatorze horas, a maioria das pessoas já tinha comido o almoço e para jantar o grupo ainda não tinha chegado.

O gerente do restaurante veio a eles e perguntou. "O que está acontecendo aqui, oficial? -- O que é isso?
- E este homem está em apuros?
"Esta senhora trouxe-o aqui para comer alguma coisa", respondeu o oficial.
"Oh! não, não aqui!" o gerente respondeu com raiva. "Ter uma pessoa como essa aqui é ruim para os negócios!"
O velho João sorriu com poucos dentes. "Senhora, eu lhe disse.
Agora, você vai me deixar ir?. Eu não queria vir aqui desde o início."
A mulher foi até o gerente da lanchonete e sorriu.
 "O senhor está familiarizado com Harris & Associates, empresa que fica a duas ruas daqui?
"Claro que eu sim", respondeu o gerente impaciente. "Eles fazem as suas reuniões semanais aqui e jantam no meu restaurante".
"E você ganha um monte de dinheiro fornecendo alimentos para essas reuniões semanais?" Perguntou a Sra.
"E o que importa para você?" -- perguntou o gerente impaciente.
"Eu, senhor, sou Penelope Hernandez, presidente e proprietária da empresa. " -- disse ela.
"Oh desculpe!" -- disse o gerente.
A mulher sorriu de novo... "Eu pensei que isso poderia fazer a diferença no seu tratamento."
Ela disse ao policial, que se esforçou para conter uma risada.
"Gostaria de fazer-nos companhia numa xícara de café ou talvez uma refeição, policial?"
"Não, obrigado, senhora", respondeu esse. "Estou de plantão".
"Então, talvez, uma xícara de café para ir?" -- disse ela.
"Sim, senhora. Isso seria melhor." - respondeu o policial.
O gerente do restaurante virou nos calcanhares como se recebesse uma ordem.  "Vou trazer o café para o policial imediatamente Senhora"
O policial observou-a de pé. E falou: "Certamente colocou-se no
lugar", disse ele.
"Essa não foi minha intenção", disse a Sra. "...Acredite ou não, eu tenho uma boa razão para tudo isso. "
Ela se sentou à mesa em frente ao seu convidado para jantar.
Ela olhou para ele... "João, você se lembra de mim?"
O velho João olhou para seu rosto, no rosto dela, com seus olhos remelentos "Eu acho que sim - quero dizer, acho que é familiar."
"Olha João, talvez eu seja um pouco maior, mas olha-me bem," disse a Sra. "Talvez eu esteja mais gordinha agora... mas quando trabalhava aqui há muitos anos atrás eu vim aqui uma vez, e por esta mesma porta entrei, morrendo de fome e frio." - Algumas lágrimas caíram por suas bochechas.
"Senhora?" disse o policial, eu não podia acreditar no que estava presenciando, mesmo pensando como uma mulher como esta poderia ter passado fome.
"Eu tinha acabado de me formar na faculdade em minha cidade natal", disse a mulher... "e vim para a cidade à procura de um emprego, mas não consegui encontrar nada..."
 Com a voz quebrantada a mulher continuou: "Quando eu tinha meus últimos centavos e entreguei meu apartamento, andava pelas ruas, sem ter onde morar, e foi em julho, estava frio e, quase morrendo de fome, quando vi este lugar e entrei, pensando numa pequena chance para conseguir algo para comer". Com lágrimas nos olhos, a mulher continuou falando..."João me recebeu com um sorriso.
"Agora eu me lembro", disse João. "Eu estava atrás do balcão de  serviço. Ela se aproximou e perguntou se poderia trabalhar para comer alguma coisa." Você me disse que era contra a política da empresa." A mulher continuou.
"Então, você me fez o maior sanduíche de rosbife que já vi... deu-me uma xícara de café, e fui para um canto para apreciar a minha refeição. Eu estava com medo que você se metesse em encrencas.
Então eu olhei e vi você colocar o valor dos alimentos no caixa. Eu sabia que tudo ficaria bem. "
"Então você começou seu próprio negócio?" Disse o velho João.
"Sim encontrei um trabalho naquela mesma tarde. Eu trabalhei muito duro, e eu subi com a ajuda do meu Deus Pai. Tempos depois eu comecei meu próprio negócio, com a ajuda de Deus, ele prosperou..."
Ela abriu sua bolsa e tirou um cartão. "Quando terminar aqui, eu quero que você faça uma visita ao Sr. Martinez. Ele é o diretor de pessoal da minha empresa e vai encontrar algo para você fazer nela."
Ela sorriu. "Eu poderia até adiantar-lhe algo, o suficiente para que você possa comprar algumas roupas e arrumar um lugar para viver até se recuperar. Se você precisar de alguma coisa, minha porta está sempre aberta para você João."
Havia lágrimas nos olhos do idoso. "Como eu posso agradecer-lhe", ele perguntou. "Não me agradeça" ela respondeu. "
Deus da-lhe glória. Ele me trouxe para você."
Fora do restaurante, o policial e a mulher pararam e antes de ir
embora ela disse: "Obrigado por toda sua ajuda!".
Em vez disso, ooficial disse: "Obrigado eu, que vi um milagre hoje, algo que eu nunca vou esquecer. E... E obrigado pelo café.
Que Deus te abençoe sempre e não se esqueça que quando jogamos pão sobre as águas, você nunca sabe quando ele será devolvido para você.
Deus é tão grande que pode cobrir o mundo com amor e tão pequeno para entrar em seu coração.
Quando Deus te leva à beira do precipício, confie nele completamente e deixe-se levar. Apenas uma outra coisa vai acontecer, ou ele segura quando você cair, ou vai te ensinar a voar!
Quando Deus fecha portas ninguém pode abrir e quando Deus abre portas ninguém pode fechar... Se você precisa de Deus para abrir uma porta para você... Compartilhe esta mensagem.
E lembre-se de ser uma bênção para os outros.

Nota de Rodapé! - Recebi esta carta por email já lá vão uns oito anos, porém não sei quem ma enviou. Fica aqui mais um texto, uma lição de vida. Uma justificativa para muitos dos provérbios populares como este: “quem dá aos pobres empresta a Deus”!  




A Despedida da Humanidade Lusófona!...


                                                             Anjo Metatron



Na minha passagem pelo Porto em 2011 (9 anos atrás) eu conheci pessoalmente o Dr Alvaro de Jesus que me tinha sido apresentado virtualmente pela Amiga Delay Prata (Jóia D'África). 
Numa primeira apresentação eu recebi esta  Carta que, vamos e venhamos é bastante extensa e cansativa porém vale a pena ler e por isso a transcrevo aqui integralmente;   

D E S P E D I D A
Nossa longa viagem está terminada. Tudo já foi demonstrado, tudo está concluído até às últimas consequências. A semente está lançada no tempo, para que germine e frutifique. Dei meu verdadeiro testemunho, minha obra está completa. O pensamento desceu, imobilizou-se na palavra escrita: não podereis mais destruí-lo. Está demais antecipado, para ser todo imediatamente compreendido. Nem todos os séculos são capazes de compreender totalmente uma ideia, mas é necessário que, com a psicologia, a perspectiva mude para vê-la sob novos ângulos. Vosso julgamento está viciado por uma visão imediatista, mas os anos correrão, e quando tiverdes visto o futuro, compreendereis esta Síntese em profundidade, e a enquadrareis na história do mundo. Para alguns, estes conceitos ainda estarão fora do concebível. Outros recusarão um trabalho de compreensão porque não desfrutam deles vantagem imediata. Outros procurarão afastar a verdade porque ela perturba o ciclo animalesco de suas vidas, e continuarão a dormir: a esses falará a dor. O cerco aperta-se e amanhã será muito tarde.
A convicção não é tanto filha de cálculos lógicos e racionais, mas dum estado de amadurecimento interior, que só se consegue por meios de provas, lutando e sofrendo. Inútil, pois, falar a respeito desta Síntese para demonstrar erudição, se não é " sentida " como orientação, se não for assimilada como vida. É verdade que a alma colectiva dos povos sente, por intuição mais do que pela razão, a filosofia, o sistema político e a forma social que mais convenham para realização dos fins da própria evolução, e varrem tudo o que não corresponda ao trabalho que o momento histórico exige. Mas, assim como é inútil criar sistemas lógicos e esperar que sejam compreendidos quando incompatíveis com o momento histórico, minha concepção é uma visão fecunda que antecipa a realização, é síntese não apenas do que pode ser conhecido, mas também das arrojadas aspirações da alma humana.
Falei ao mundo, a todos os povos. Disse a verdade universal, verdadeira em todos os lugares e em todos os tempos. Valorizei o homem e a vida, deles fazendo uma construção eterna; através de todos os campos mais disparatados, fiz convergir tudo para um estrito monismo. Nesta síntese: ciência, filosofia e fé são uma só coisa. Tornei a dar-vos a paixão do bem e do infinito. A tudo o que vossa vida possa abarcar, dei ua meta; arte, direito, ética, luta, conhecimento, dor, tudo canalizei e fundi no mesmo caminho das ascensões humanas.
Vós vos moveis no infinito. A vida é uma viagem, e nela só possuís vossas obras. A cada hora morre-se e a cada hora se renasce, mas sempre como filhos de nós mesmos. A evolução, pulsando segundo o ritmo do tempo, não pode parar.
Vedes através de falsa perspectiva psíquica. É preciso conceber não as coisas, mas a trajectória de seu transformismo; não os fenómenos, mas os períodos fenoménicos; Tendes de colocar-vos dinamicamente na fluidez do movimento, realizar-vos neste mundo de coisas transitórias, como seres indestrutíveis, num tempo que só pode levar a uma continuação, lançados para um futuro eterno, que vos abre as portas da evolução.
Após milénios e milénios, não sereis mais as crianças de hoje, e alcançareis formas de consciência que hoje nem sequer sabeis imaginar. Mostrei-vos o destino e o tormento dos grandes que vos precederam na jornada. Eles vos dizem o que será o homem, amanhã: Não podeis parar. Vimos o funcionamento orgânico da grande máquina do universo em seus aspectos, nas fases de seu transformismo. É um movimento imenso e tendes que funcionar como parte do grande organismo.
Uma grande atracção governa o universo por inteiro: Amor. Ele canta na arquitectura das linhas, na sinfonia das forças, nas correspondências dos conceitos, sempre presente. Chama-se atracção e coesão no nível da matéria; impulso e transmissão no nível energia; impulso de vida e de ascensão no nível espírito. É a harmonia na ordem cinética, em que reside nossa respiração e a respiração do universo. Ousámos desvelar o mistério e olhar sem véus a Lei, que é o pensamento de Deus. Em todos os campos vimos os momentos desse conceito que governa tudo. Que os bons não tenham medo de conhecer a verdade.
O quadro está ultimado, a visão é completa. Dei-vos um conceito da Divindade muito menos antropomórfico, muito mais transparente em sua íntima essência, muito mais purificado das reduções feitas pela representação humana; um conceito mais luminoso, adequado à vossa alma moderna mais amadurecida. Assim o mistério pôde emergir em termos de ciência e de razão, saindo dos véus do símbolo. Caminhámos do mineral ao génio, para contemplar a vitória do homem; choramos e ansiamos com ele na cansativa conquista do bem contra o mal, no caminho de sua ascensão.
Ouvimos uma sinfonia grandiosa, em que da matéria ao espírito, tudo canta o hino da vida. Oramos em sintonia com todas as criaturas irmãs. A concepção move-se no infinito. Os únicos limites que vos dei são os impostos pelo vosso concebível. Nosso estudo foi a adoração da Divindade.
Dei-vos uma verdade universal e progressiva, em que podem coordenar-se todas as verdades relativas. Dei-vos conclusões que se não podem negar, sem negar toda a ciência, todo o universo.
A premissa é gigantesca; não pode ser abalada. Cada palavra é um apelo à vossa racionalidade; não podeis negá-la. Sempre afirmado, muito mais do que negado. O ponto de partida desse organismo conceptual não é egocêntrico nem antropomórfico, mas implica em sua génese numa transferência para fora de vosso plano de concepção. Conclamei-vos às grandes verdades do espírito; recompletei vossa vida dividida ao meio pelo materialismo; restituí-vos ao infinito como cidadãos eternos. A ciência tem grande responsabilidade: ter destruído a fé sem saber reedificá-la. Com seus próprios meios, ergui-vos até a Síntese; dei-vos uma ética racional baseada em vastíssima plataforma científica. Dei ao supersensório um peso real objectivo. Mostrei-vos a realidade que está além da ilusão, a substância que reside no transitório, o absoluto que existe nas modificações do relativo. Ergui a ciência até a demonstração das verdades metafísicas. Reuni os extremos inconciliáveis, a matéria e o espírito, equilibrando e fundindo num só plano de trabalho a terra e o céu. Encaminhei o homem à sua futura consciência cósmica. No âmago de meu pensamento, sempre se moveu a visão da Lei de Deus.
Não podeis negar neste escrito, em que se agitam todas as esperanças e todas as dores humanas, uma palpitação de vida substancial; não podeis deixar de sentir, por trás da demonstração objectiva, uma paixão pelo bem, uma sinceridade absoluta, uma potência de espírito que vivifica tudo. Podereis negar ou discutir nele o supranormal. Mas este é normal em todas as outras criações de pensamento; normal nelas é a inspiração, sem a qual não se atingem as verdades eternas; normal a intuição super-racional: é normal um abismo de mistério na consciência, da qual nada sabeis. Cada alma vibrará e responderá de acordo com sua capacidade de vibrar e responder.
Aqui fala também o coração, exortando-vos a subir. Aqui reside imenso amor pelos homens, como Cristo o sentiu na cruz; há um desejo violento de beneficiar, iluminando. Este livro quer ser um acto de bondade e de bem, num plano vastíssimo. Na férrea racionalidade está contido o ímpeto de uma alma que o futuro e sabe que tempestade vos espera. Compreender é simples e natural na fase intuitiva. Só aceitei a ciência, as pesquisas, a racionalidade, como um meio que vossa psicologia me impôs. A quem queira atacar esta doutrina para demoli-la, vou a seu encontro de braços abertos, para dizer-lhes: és meu irmão, só isto importa de verdade. Eu sei: estes conceitos estão tão afastados do mundo feito de mentira e de desconfiança, que vos parecem inaceitáveis e inconcebíveis. Mas minha linguagem precisa ser substancialmente diferente.
Este constitui um apelo desesperado de sabedoria, para o mundo. No coração dos homens e de seus sistemas, domina o egoísmo e a violência; não o bem, mas o mal. A civilização moderna lança as sementes com grande velocidade e aguarda a produção intensiva de sua dor futura. Será a dor de todos. Poderá tornar-se maré demolidora que destruirá a civilização. Os meios estão prontos para que hoje um incêndio se alastre por todo o mundo. Falei aos povos e aos chefes, religiosos e civis, em público e em particular. Depois da conciliação política entre Estado e Igreja, na Itália, urge agora esta conciliação maior espiritual entre ciência e fé no mundo. Se um princípio coordenador não organizar a sociedade humana, esta se desagregará no choque dos egoísmos.
Falei num momento crítico, numa curva da história, na aurora de nova civilização. Podereis não ouvir e não compreender, mas não podereis mudar a Lei. Se a civilização agora tem bases muito mais amplas que nos tempos do império romano, e não é mais um simples foco num mundo desconhecido, ainda existem, porém, enormes desníveis de civilidade, de cultura e de riqueza. A Lei leva ao nivelamento e à compreensão. Enquanto houver um só bárbaro na terra, ele tentará rebaixar a civilização ao seu próprio nível, invadir e destruir, para aprender. As raças inferiores depressa quebrarão o encanto a respeito de sua impressão da superioridade técnica europeia, e dela se apoderarão para pular à garganta do velho Senhor.
A todas as crenças, digo: o que é divino, permanecerá; o que é humano, cairá; qualquer afirmação temporal é uma perda espiritual; cada vitória na terra é uma derrota no céu. Evitai os absolutismos e preferi o caminho da bondade. Não se aplica imposição ao pensamento; a força não o atinge e produz afastamento. Dai exemplo de renúncia das coisas da terra. Vossas verdades relativas são apenas pontos de vista progressivos e diferentes do mesmo princípio único. O futuro não consistirá na exclusão recíproca, mas na coordenação de vossas aproximações da verdade. Não discutais: a convicção não se impõe com ameaças, mas difunde-se com o exemplo e com o amor.
À ciência digo que, enquanto não for fecundada pelo amor evangélico, será uma ciência de inferno. Inútil é o progresso mecânico que faz da terra um jardim, se, nesse jardim, morar uma fera. A terra é um inferno porque vós sois demónios. Tornai-vos anjos e a terra será um paraíso.
Não temam os justos e os aflitos que olham, tremendo, a algazarra humana que busca glória, riqueza e prazer, porque se esta, por um momento, vence e goza, a Lei está vigilante. " Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados". Digo-vos: jamais agridais; não sejais vós os agentes de vossa justiça, mas a Divindade; perdoai. Fazei sempre o bem e o fareis a vós mesmos; deixai a reacção à Lei; não vos prendais ao ofensor com vingança. Não espalheis jamais pensamentos, palavras, actos de destruição; não movimenteis as forças negativas da demolição, pois, de retorno, cairão sobre vós mesmos. Sede sempre construtivos. Preocupai-vos em qualquer campo criar, não em demolir; nada possui tanta força demolidora quanto um organismo completo em função. Então, o velho cai por si, sem lutas de reacção, porque todas as correntes da vida se precipitam para as formas novas.
Não vos rebeleis, mas aceitai todo o trabalho que vosso destino vos oferece. Este já é perfeito e contém todas as provas adequadas, embora pequenas. Se é assim, não procureis alhures grandiosos heroísmos. Os pequenos pesos que se suportam por muito tempo, representam muitas vezes um esforço, uma paciência, uma utilidade maiores. As provas implicam no trabalho lento de sua assimilação; a construção do espírito tem de ser executada em cada minúcia; a vida é toda vivida momento a momento, a cada instante há um acto e um facto que se liga à eternidade. Lembrai-vos de que o destino não é mau, mas sempre justo, mesmo se as provas são pesadas. Recordai-vos de que jamais se sofre em vão, pois a dor esculpe a alma. A lei do próprio destino obedece a equilíbrios profundos e é inútil rebelar-se. Há dores que parecem matar, mas jamais se apresentam sem esperança; nunca sereis onerados acima de vossas forças. A reacção das inexauríveis potências da alma é proporcional ao assalto. Tende fé, ainda que o céu esteja negro, o horizonte fechado e tudo pareça acabado, porque lá sempre está à espera uma força que vos fará ressurgir. O abandono e sua sensação fazem parte da prova, porque só assim podereis aprender a voar com as próprias asas. Mesmo quando dormis ou ignorais, o destino vela e sabe: é uma força sempre activa na preparação de vosso amanhã, que contém as mais ilimitadas possibilidades.
Esses ideais foram ensinados na terra. Mártires morreram por eles. Mas, o que não foi explorado pela hipocrisia do homem? Às vezes, os ideais, para serem divulgados, utilizam justamente esta sua capacidade de sofrer a exploração, tal como o fruto que se deixa devorar para que a semente seja levada para longe. Há a classe dos construtores e há a classe dos demolidores; dos parasitas que, pela mentira, operam uma contínua degradação de todos os valores espirituais. Há quem constrói à custa de tormentosos esforços e há quem utiliza para si, se pendura como peso morto, para baixar tudo ao próprio nível. Um é espírito que vivifica, outro é matéria que sufoca. O princípio puro, então, infecciona-se, adquire sabor de mentira: processo de degradação de ideais. Ai dos culpados, dos demolidores do esforço dos mártires! Ai de quem faz da missão uma profissão, e coloca o espírito como base de poder humano! Ai de quem mente e induz a mentir; de quem com o abuso, induz ao abuso; de quem, dando exemplo de injustiça bem sucedida, a propõe como uma norma de vida! Realizada uma acção, não podeis mais anulá-la até que se esgotem e sejam reabsorvidos seus efeitos. Ai da sociedade que deixar esquecidos seus melhores elementos, não os colocando na posição que possam render em vista de seus merecimentos, e abandona seus valores mais altos à apatia e à incompreensão. São inúteis os reconhecimentos póstumos, e tardio o remorso por um tesouro perdido. Ai das religiões que não cumprirem sua tarefa de salvar os valores espirituais do mundo! O espírito não pode morrer e ressurgirá alhures, fora delas. Ai dos dirigentes que não obedecerem ao Alto e não atenderem à voz da justiça que reside na própria consciência! Ai de quem desperdiçar seu tempo e não fizer de sua vida ua missão!
Um julgamento final vos aguarda a todos, não por obra de um Deus exterior a vós, a quem se possa enganar ou enternecer. Ele é uma Lei omnipresente no espaço e no tempo cuja reacção não há distância nem demora que possa deter, de quem não se escapa, porque está dentro de nós, como dentro de todas as coisas. Pode evitar-se ou enganar a lei da gravidade? Assim não se evita nem se engana a reacção da Lei, a justiça divina.
Deixo-vos. Minha última palavra a quem sofre. Esse é grande na terra, porque regressa a Deus. Destruí a dor e destruireis a vós mesmos: " Felizes os que choram, porque serão consolados ". Não temais a morte que vos liberta. Vós e vossas obras, tudo é indestrutível por toda a eternidade. Minha última palavra é de Amor, de Paz, de Perdão, para todos.
Minha obra está terminada. Se durante anos e anos, uma humanidade diferente, muito maior e melhor, olhando para trás, pesquisar esta semente lançada com muita antecipação para ser logo fecundada e compreendida, e admirando-se como tenha sido possível adiantar-se aos tempos, tenha ela um pensamento de gratidão para o ser humano que, sozinho e desconhecido, realizou este trabalho, por meio de seu amor e de seu martírio.
A sinfonia está escrita. O cântico emudece. Para ressurgir em outras formas noutros lugares. A voz apaga-se. O pensamento afasta-se de sua manifestação exterior, descendo ao âmago, para seu centro, no infinito.
Sua Voz
Sua Voz – último capítulo de "A Grande Síntese" (Síntese e solução dos problemas da ciência e do espírito), cuja 1ª edição saiu em 1937, ditada pelo Senhor Jesus ao Prof. Pietro Ubaldi (1886-1972), o Apóstolo do Terceiro Milénio.
***
‘DESPEDIDA’ é o último capítulo que coloquei, com a merecida autorização editorial, na minha obra “ELUCIDANDO”, a qual doei, na Internet, à Humanidade Lusófona.
Eu Sou,
Álvaro de Jesus
Sacerdote da Ordem de Melchizedek

Catramonzeladas Literárias

A Dor de um Retornado!...

A Dor de Um Retornado... . ..Uma lágrima de dor, Um suspiro de pouco amor, - Uma nuvem ao sol-pôr, - num oceano vermelho...