O Mapa Cor de Rosa


Depois que o Grande Navegador Transmontano Capitão Bartolomeu Dias dobrou o Cabo das Tormentas no extremo sul da África a Coroa de Portugal incentivou a colonização de toda a região a qual nos foi subtraída (surripiada mesmo!) pelas forças de Sua Majestade da Inglaterra. 

Os Exploradores Portugueses Hermenegildo Carlos de Brito Capelo, (1841-1917) e Roberto Ivens (1850-1898)  Abriram o Caminho  De Angola á Contra-Costa no Oceano Indico em Moçambique porém a Coroa de Inglaterra fez um Ultimatum a Portugal em 1884 em Berlim com uma única alternativa! Ou Portugal esquece o mapa ou teremos guerra da Àfrica do Sul até ao Egipto! 



Daqui nasceu a "Portuguesa" como um simbolo Nacional que é hoje oficial e que a maioria do POVO nem sabe cantar a preceito. Uns por falta de conhecimento outros por falta de patriotismo e muitos, infelizmente, pelo abandono forçado a caminho da Emigração e por lá ficaram em definitivo...




A Portuguesa, que hoje é um dos símbolos nacionais de Portugal (o seu hino nacional), nasceu como uma canção de cariz patriótico em resposta ao ultimato britânico para que as tropas portuguesas abandonassem as suas posições em África no território compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola, incluídos no denominado "Mapa cor-de-rosa".

-  A letra foi escrita por Henrique Lopes de Mendonça e a música foi composta por Alfredo Keil em 1890.
-  A "Portuguesa", veio a transformar-se no hino nacional em 1911, um ano depois da implantação da Républica.

Heróis do mar, nobre povo
Nação valente e imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!

Entre as brumas da memória
Ó, Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Desfralda a invicta bandeira
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira
Portugal não pereceu

Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d'amor
E o teu braço vencedor
Deu novos mundos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
Marchar, marchar!

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir

Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe
Que nos guardam, nos sustêm
Contra as injúrias da sorte

Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões, Marchar, marchar!

Nota de Rodapé: este texto aqui transcrito da minha Página Literária do Recanto das Letras tem a música de fundo, e a letra consta do meu livro "Crônicas da Emigração" 



1 comentário:

  1. Nota do Autor! A maioria das minhas crônicas escritas ao longo destes últimos 40 anos de Brasil estão a ser recuperadas dos meus arquivos à medida que as consigo digitalizar e formatar para publicar em livro impresso, ou em PDF para serem baixadas via Internet.
    Enquanto isso na minha página Literária podem os Amigos Leitores ler e escutar algumas dessa produção.
    Bem hajam pela leitura.
    SP

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