O Medo Perdido!...


Medo perdido!... (poema número 006)
Eu Entrei pela porta da vida,
À procura dum raio de luz.
De novo saí, já com uma cruz!
Que me foi dada à guarida.
P’ra todo o sempre e enquanto,
Na terra durar o meu pranto.
Nascendo, embarquei para as trevas,
Dum destino incerto e sem rumo.
Caminho apertado por grevas,
Formadas em nuvens de fumo.
Nascemos, vivemos, morremos, esquecemos.
As dores, os prazeres e os bens térreos;
E ainda que sejam bem fortes, até férreos!
São laços que sempre perdemos,
São esperanças que só deixam penas!
São grandes lembranças por serem Pequenas!

(in: EU, O PENSAMENTO, A RIMA!")De: Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal/Brasil

Sem comentários:

Publicar um comentário

O tempo é ouro! por isso eu agradeço a todos por dividirem o vosso aqui comigo. Sejam benvindos ao meu Blog da liberdade de brincar com as palavras em Português e outras línguas!

Catramonzeladas Literárias

Assim se fala, assim eu escrevo

Em homenagem póstuma à Saudosa Amiga Maria Fernanda Pinto eu vos trago aqui um texto em resposta a uma das últimas Cartas que ela me e...