O Meu Vírus de Estimação!...


AVISO AOS NAVEGANTES DO MEU BLOG E OUTROS ESPAÇOS VIRTUAIS DA MINHA AUTORIA!... 

Este meu texto é ao mesmo tempo uma auto-biografia e um ALERTA para AJUDAR a combater o COVID19 de forma natural, com base na minha própria modesta experiência, porém sem jamais desrespeitar as poucas (ou muitas?!) providências das Autoridades Sanitárias do nosso País. 






O Meu “Vírus de Estimação”!...

Quando os patrões do meu falecido Pai, que era Feitor das terras dos Rêgos lá na Aldeia cortaram a minha bolsa de estudo, que durou apenas 2 anos em Macedo de Cavaleiros, ele me “despachou” no Comboio, e eu lá cheguei sózinho a Lisboa, para trabalhar aos 13 anos de idade como Marçano.
Depois de 3 anos a carregar balaios de compras para as Madames ( as freguesas elas subiam pelo elevador e eu tinha de subir pelas escadas de serviço) um dos meus Irmãos passou por Lisboa e me chamou para irmos para Angola e como ele já lá estava meses depois eu fui! – Para além disto, mais  um outro Irmão meu já estava lá a cumprir serviço militar obrigatório, e supostamente ele estaria à minha espera em Luanda, mas não estava!
- Tinha sido destacado para o Norte de Angola uns dias antes de o Navio acostar ao porto de Luanda, e por isso eu tive de buscar uma alternativa e fui para o Cuanza Sul para trabalhar na Roça de Café que era dos mesmos donos das Terras lá na Aldeia Transmontana.
-  Em resumo; uns 3 meses depois de eu chegar à Roça, a Malária disfarçada de “Paludismo” invadiu o condomínio do meu Baço e por lá ficou por uns 25 anos mais ou menos!
Emigrei para o Brasil e a essa altura eu já com 35 anos de idade, depois de quase 5 anos embarcado (por norma eu costumo dizer que nunca fui marinheiro, mas trabalhei no mar vários anos) nos mares do Nordeste Brasileiro até ao Amazonas, eu passei alguns meses a olhar a “pororoca” da foz do Rio Amazonas e a certa altura, o virus que continuava activo resolveu dar uma voltinha mo meu sistema de circulação cardio-vascular.
Devagarinho, o Paludismo saiu do baço e aumentou a minha temperatura acima dos padrões 36,5º e quando chegou a 40º o Enfermeiro se assustou e pediu a minha evacuação, mas como o helicóptero de noite precisa do Radar Nocturno sempre activo para indicar ao Piloto as coordenadas exactas da localização em Alto Mar, eu acalmei o Enfermeiro e o Engenheiro da Perfuração mas acima de tudo conversei com o Americano Tool-Pusher e pedi apenas para me deixarem a descansar umas 6 horas depois de tomar uma dose dupla de Resoquina – comprimidos fabricados pela Bayer cuja essência é o extracto da chloroquina, hidroquina etce e tal e coisa!
Ainda se passaram mais uns anos antes de eu me despedir deste meu companheiro (inquilino indesejável que me atormentava de tal forma que, só mesmo quem sofreu deste problema – mesmo depois das vacinas do Hospital do Ultramar que eu recebi em Lisboa) – só eles sabem o que eu passei!
Por força das circunstâncias, abandonei o emprego de trabalhar no mar e resolvi ser Autônomo ou seja; com quase 40 anos de idade quem é que ia me aceitar para trabalhar?
Rodeado de bons amigos que como eu tinham passado pelo furacão – um verdadeiro tsunâmi chamado “descolonização do ultramar Português” – eu consegui montar o meu próprio emprego, porém o “virus” continuava lá e um certo dia, recebi a visita no meu escritório, O Velho Inolvidável e Saudoso Amigo Manuel Maria do Divino Coração Ferreira Monteiro, que tinha sido Chefe de Posto Administrativo em Angola. E ele, ao entrar no meu escritório, olhou para mim e… aatãon oh páaaa! (ele era do Porto e a maneira de falar do Norte nunca a perdeu, tal como eu mesmo) tu estás doente?!
É é isso Monteiro… acho que vou ter de ir para casa em quarentena ou então durmo aqui no escritório senão a Mulher vai se assustar e vai querer insistir para me levar ao hospital e eles não resolvem nada.
- O que eu tenho é paludismo mas não tenho os comprimidos…estou cheio de dores. Dores essas que muito eu senti já depois de eu me ter casado no Brasil em 1984, quando vinham as crises,  geralmente aconteciam nas mudanças climáticas que aqui no Norte-Nordeste acontecem só umas duas vezes no ano.
- Sorte a minha que,  como eu já não embarcava, corria em busca dos comprimidos, mas!... era raro encontrá-los em Natal comprimidos  iguais aos que eu tomava em Angola e assim me mantive até que eu recebi a visita desse Grande Amigo meu já falecido.
Ele virou-se para mim e disse; antes de ires para casa passa ali no Indio (um vendedor ambulante que ficava na Praça Padre João Maria, em frente ao escritório, e ele usava um isqueiro pendurado na orelha furada para caber lá e que ele usava para acender o cachimbo) vai lá!... e compra um mólho de Casca de Quina-Quina da Amazônia.
- Faz um chá quente e toma de duas em duas ou três horas!
Mas tens de aguentar que é amargo – muito amargo! - Nem adianta botar um quilo de açucar porque ele não perde o gosto amargo.
Assim foi… no dia seguinte fui trabalhar normalmente.  - Fraco muscularmente,  mas a temperatura voltou ao normal e as dores no corpo sumiram. As crises mais fortes geralmente duravam 2 ou 3 dias sem dormir e sem comer, só aguentava leite gelado! Mas depois desse dia,  após o chá, umas horas de descanso e volta tudo ao normal.
Desde então eu conservo aqui em casa CASCA DE QUINA – QUINA em frasco de vidro – nunca perde a validade. E já lá vão alguns anos porque, antes desse dia; Mesmo eu tendo me dirigido aos centros de tratamento que havia – a última crise que eu tive  em Portugal foi no Distrito de Castelo Branco onde permaneci por 2 anos a trabalhar.
Um dia amanheci com febre de 38-39º mas consegui dirigir por 30 kms até a cidade de Idanha a Nova, na tentativa de colherem de mim ainda com febre alta, amostras de sangue para isolar o “meu virus”.
A enfermeira me atendeu, tirou a febre e a tensão arterial, mas o virus já se tinha recolhido ao Baço. Tomei uma dose de Resoquina mas era apenas um paliativo para aliviar a febre e as dores musculares.
Isto não é uma sugestão médica nem tãopouco nenhum tipo de auto medicação. Os interessados devem pesquisar e ler com atenção a experiência de quem já passou por isto.
Um Cordial Abraço e fiquem com Deus.
Silvino Potêncio
Emigrante Transmontano em Natal/Brasil

https://www.silvinopotencio.net/

Nota de Rodapé: Eu não sou médico, nem tão pouco farmacêutico e muito menos um entusiasta da auto medicação sem conhecimento prévio dos possíveis efeitos de tudo aquilo que engolimos. Porém acredito que a filosofia oriental está bem mais realista hoje em dia: O homem cava a sepultura com os dentes. Quando eu tomo Chá de Quina-Quina o faço na convicção pessoal de que isto vai me fazer bem, ponto! 
  

2 comentários:

  1. Este meu texto é ao mesmo tempo uma auto-biografia e um ALERTA para AJUDAR a combater o COVID19 de forma natural, com base na minha própria modesta experiência, porém sem jamais desrespeitar as poucas (ou muitas?!) providências das Autoridades Sanitárias do nosso País.

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  2. Eu não sou médico, nem tão pouco farmacêutico e muito menos um entusiasta da auto medicação sem conhecimento prévio dos possíveis efeitos de tudo aquilo que engolimos. Porém acredito que a filosofia oriental está bem mais realista hoje em dia: O homem cava a sepultura com os dentes. Quando eu tomo Chá de Quina-Quina o faço na convicção pessoal de que isto vai me fazer bem, ponto!

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