Quem dá aos Pobres, empresta a Deus!...


Painel em Azulejo Tradicional - Igreja de Nossa Senhora do Monte - Funchal

Você colhe aquilo que plantou!

Certa manhã, uma mulher bem-vestida parou em frente de um homem sem-teto, que olhou para cima lentamente,  e reparou que a mulher parecia acostumada com as coisas boas da vida. O casaco era novo.
Parecia que ela nunca tinha perdido uma refeição em sua vida. Seu primeiro pensamento foi: "Só quer tirar sarro de mim, como tantos outros fizeram..."
"Por favor, Deixe-me sozinho!" Resmungou o homem... Para sua surpresa, a mulher continuou de pé. Ela estava sorrindo, seus dentes brancos exibidos em linhas deslumbrantes.
"Você está com fome?", perguntou ela.
"Não", respondeu sarcasticamente. "Acabei de voltar do jantar com o presidente... Agora vá embora."
Sorriso da mulher se tornou ainda mais amplo.
De repente, o homem sentiu uma mão suave debaixo do braço. "O que você está fazendo, senhora?", Perguntou o homem irritado. "Disse para deixar-me sozinho!"
Neste momento um policial chegou. "Existe algum problema, senhora?" Perguntou ele..."
Não tem problema aqui, Policial", a mulher disse... "Eu só estou
tentando ajudá-lo a ficar de pé..."
 "Pode me ajudar?" O policial coçou a cabeça. "Sim, o velho João é um estorvo por aqui há anos". "O que você quer com ele?" Perguntou o policial...
"Ve o restaurante ali?", Perguntou ela. "Eu vou dar-lhe algo para comer e tirá-lo do frio por um tempo."
"Você, senhora, está louca?" O homem sem-teto resistiu.
 "Eu não quero ir para lá!" Então sentiu mãos fortes segurando os braços e levantá-lo. "Deixe-me ir, eu não fiz nada oficial..."
"Não vê, esta é uma boa oportunidade para você", o oficial sussurrou em seu ouvido.  Finalmente, e com alguma dificuldade, a mulher e o oficial levam João para o restaurante e o sentam a uma mesa em um canto do refeitório. Eram quase quatorze horas, a maioria das pessoas já tinha comido o almoço e para jantar o grupo ainda não tinha chegado.

O gerente do restaurante veio a eles e perguntou. "O que está acontecendo aqui, oficial? -- O que é isso?
- E este homem está em apuros?
"Esta senhora trouxe-o aqui para comer alguma coisa", respondeu o oficial.
"Oh! não, não aqui!" o gerente respondeu com raiva. "Ter uma pessoa como essa aqui é ruim para os negócios!"
O velho João sorriu com poucos dentes. "Senhora, eu lhe disse.
Agora, você vai me deixar ir?. Eu não queria vir aqui desde o início."
A mulher foi até o gerente da lanchonete e sorriu.
 "O senhor está familiarizado com Harris & Associates, empresa que fica a duas ruas daqui?
"Claro que eu sim", respondeu o gerente impaciente. "Eles fazem as suas reuniões semanais aqui e jantam no meu restaurante".
"E você ganha um monte de dinheiro fornecendo alimentos para essas reuniões semanais?" Perguntou a Sra.
"E o que importa para você?" -- perguntou o gerente impaciente.
"Eu, senhor, sou Penelope Hernandez, presidente e proprietária da empresa. " -- disse ela.
"Oh desculpe!" -- disse o gerente.
A mulher sorriu de novo... "Eu pensei que isso poderia fazer a diferença no seu tratamento."
Ela disse ao policial, que se esforçou para conter uma risada.
"Gostaria de fazer-nos companhia numa xícara de café ou talvez uma refeição, policial?"
"Não, obrigado, senhora", respondeu esse. "Estou de plantão".
"Então, talvez, uma xícara de café para ir?" -- disse ela.
"Sim, senhora. Isso seria melhor." - respondeu o policial.
O gerente do restaurante virou nos calcanhares como se recebesse uma ordem.  "Vou trazer o café para o policial imediatamente Senhora"
O policial observou-a de pé. E falou: "Certamente colocou-se no
lugar", disse ele.
"Essa não foi minha intenção", disse a Sra. "...Acredite ou não, eu tenho uma boa razão para tudo isso. "
Ela se sentou à mesa em frente ao seu convidado para jantar.
Ela olhou para ele... "João, você se lembra de mim?"
O velho João olhou para seu rosto, no rosto dela, com seus olhos remelentos "Eu acho que sim - quero dizer, acho que é familiar."
"Olha João, talvez eu seja um pouco maior, mas olha-me bem," disse a Sra. "Talvez eu esteja mais gordinha agora... mas quando trabalhava aqui há muitos anos atrás eu vim aqui uma vez, e por esta mesma porta entrei, morrendo de fome e frio." - Algumas lágrimas caíram por suas bochechas.
"Senhora?" disse o policial, eu não podia acreditar no que estava presenciando, mesmo pensando como uma mulher como esta poderia ter passado fome.
"Eu tinha acabado de me formar na faculdade em minha cidade natal", disse a mulher... "e vim para a cidade à procura de um emprego, mas não consegui encontrar nada..."
 Com a voz quebrantada a mulher continuou: "Quando eu tinha meus últimos centavos e entreguei meu apartamento, andava pelas ruas, sem ter onde morar, e foi em julho, estava frio e, quase morrendo de fome, quando vi este lugar e entrei, pensando numa pequena chance para conseguir algo para comer". Com lágrimas nos olhos, a mulher continuou falando..."João me recebeu com um sorriso.
"Agora eu me lembro", disse João. "Eu estava atrás do balcão de  serviço. Ela se aproximou e perguntou se poderia trabalhar para comer alguma coisa." Você me disse que era contra a política da empresa." A mulher continuou.
"Então, você me fez o maior sanduíche de rosbife que já vi... deu-me uma xícara de café, e fui para um canto para apreciar a minha refeição. Eu estava com medo que você se metesse em encrencas.
Então eu olhei e vi você colocar o valor dos alimentos no caixa. Eu sabia que tudo ficaria bem. "
"Então você começou seu próprio negócio?" Disse o velho João.
"Sim encontrei um trabalho naquela mesma tarde. Eu trabalhei muito duro, e eu subi com a ajuda do meu Deus Pai. Tempos depois eu comecei meu próprio negócio, com a ajuda de Deus, ele prosperou..."
Ela abriu sua bolsa e tirou um cartão. "Quando terminar aqui, eu quero que você faça uma visita ao Sr. Martinez. Ele é o diretor de pessoal da minha empresa e vai encontrar algo para você fazer nela."
Ela sorriu. "Eu poderia até adiantar-lhe algo, o suficiente para que você possa comprar algumas roupas e arrumar um lugar para viver até se recuperar. Se você precisar de alguma coisa, minha porta está sempre aberta para você João."
Havia lágrimas nos olhos do idoso. "Como eu posso agradecer-lhe", ele perguntou. "Não me agradeça" ela respondeu. "
Deus da-lhe glória. Ele me trouxe para você."
Fora do restaurante, o policial e a mulher pararam e antes de ir
embora ela disse: "Obrigado por toda sua ajuda!".
Em vez disso, ooficial disse: "Obrigado eu, que vi um milagre hoje, algo que eu nunca vou esquecer. E... E obrigado pelo café.
Que Deus te abençoe sempre e não se esqueça que quando jogamos pão sobre as águas, você nunca sabe quando ele será devolvido para você.
Deus é tão grande que pode cobrir o mundo com amor e tão pequeno para entrar em seu coração.
Quando Deus te leva à beira do precipício, confie nele completamente e deixe-se levar. Apenas uma outra coisa vai acontecer, ou ele segura quando você cair, ou vai te ensinar a voar!
Quando Deus fecha portas ninguém pode abrir e quando Deus abre portas ninguém pode fechar... Se você precisa de Deus para abrir uma porta para você... Compartilhe esta mensagem.
E lembre-se de ser uma bênção para os outros.

Nota de Rodapé! - Recebi esta carta por email já lá vão uns oito anos, porém não sei quem ma enviou. Fica aqui mais um texto, uma lição de vida. Uma justificativa para muitos dos provérbios populares como este: “quem dá aos pobres empresta a Deus”!  




A Despedida da Humanidade Lusófona!...


                                                             Anjo Metatron



Na minha passagem pelo Porto em 2011 (9 anos atrás) eu conheci pessoalmente o Dr Alvaro de Jesus que me tinha sido apresentado virtualmente pela Amiga Delay Prata (Jóia D'África). 
Numa primeira apresentação eu recebi esta  Carta que, vamos e venhamos é bastante extensa e cansativa porém vale a pena ler e por isso a transcrevo aqui integralmente;   

D E S P E D I D A
Nossa longa viagem está terminada. Tudo já foi demonstrado, tudo está concluído até às últimas consequências. A semente está lançada no tempo, para que germine e frutifique. Dei meu verdadeiro testemunho, minha obra está completa. O pensamento desceu, imobilizou-se na palavra escrita: não podereis mais destruí-lo. Está demais antecipado, para ser todo imediatamente compreendido. Nem todos os séculos são capazes de compreender totalmente uma ideia, mas é necessário que, com a psicologia, a perspectiva mude para vê-la sob novos ângulos. Vosso julgamento está viciado por uma visão imediatista, mas os anos correrão, e quando tiverdes visto o futuro, compreendereis esta Síntese em profundidade, e a enquadrareis na história do mundo. Para alguns, estes conceitos ainda estarão fora do concebível. Outros recusarão um trabalho de compreensão porque não desfrutam deles vantagem imediata. Outros procurarão afastar a verdade porque ela perturba o ciclo animalesco de suas vidas, e continuarão a dormir: a esses falará a dor. O cerco aperta-se e amanhã será muito tarde.
A convicção não é tanto filha de cálculos lógicos e racionais, mas dum estado de amadurecimento interior, que só se consegue por meios de provas, lutando e sofrendo. Inútil, pois, falar a respeito desta Síntese para demonstrar erudição, se não é " sentida " como orientação, se não for assimilada como vida. É verdade que a alma colectiva dos povos sente, por intuição mais do que pela razão, a filosofia, o sistema político e a forma social que mais convenham para realização dos fins da própria evolução, e varrem tudo o que não corresponda ao trabalho que o momento histórico exige. Mas, assim como é inútil criar sistemas lógicos e esperar que sejam compreendidos quando incompatíveis com o momento histórico, minha concepção é uma visão fecunda que antecipa a realização, é síntese não apenas do que pode ser conhecido, mas também das arrojadas aspirações da alma humana.
Falei ao mundo, a todos os povos. Disse a verdade universal, verdadeira em todos os lugares e em todos os tempos. Valorizei o homem e a vida, deles fazendo uma construção eterna; através de todos os campos mais disparatados, fiz convergir tudo para um estrito monismo. Nesta síntese: ciência, filosofia e fé são uma só coisa. Tornei a dar-vos a paixão do bem e do infinito. A tudo o que vossa vida possa abarcar, dei ua meta; arte, direito, ética, luta, conhecimento, dor, tudo canalizei e fundi no mesmo caminho das ascensões humanas.
Vós vos moveis no infinito. A vida é uma viagem, e nela só possuís vossas obras. A cada hora morre-se e a cada hora se renasce, mas sempre como filhos de nós mesmos. A evolução, pulsando segundo o ritmo do tempo, não pode parar.
Vedes através de falsa perspectiva psíquica. É preciso conceber não as coisas, mas a trajectória de seu transformismo; não os fenómenos, mas os períodos fenoménicos; Tendes de colocar-vos dinamicamente na fluidez do movimento, realizar-vos neste mundo de coisas transitórias, como seres indestrutíveis, num tempo que só pode levar a uma continuação, lançados para um futuro eterno, que vos abre as portas da evolução.
Após milénios e milénios, não sereis mais as crianças de hoje, e alcançareis formas de consciência que hoje nem sequer sabeis imaginar. Mostrei-vos o destino e o tormento dos grandes que vos precederam na jornada. Eles vos dizem o que será o homem, amanhã: Não podeis parar. Vimos o funcionamento orgânico da grande máquina do universo em seus aspectos, nas fases de seu transformismo. É um movimento imenso e tendes que funcionar como parte do grande organismo.
Uma grande atracção governa o universo por inteiro: Amor. Ele canta na arquitectura das linhas, na sinfonia das forças, nas correspondências dos conceitos, sempre presente. Chama-se atracção e coesão no nível da matéria; impulso e transmissão no nível energia; impulso de vida e de ascensão no nível espírito. É a harmonia na ordem cinética, em que reside nossa respiração e a respiração do universo. Ousámos desvelar o mistério e olhar sem véus a Lei, que é o pensamento de Deus. Em todos os campos vimos os momentos desse conceito que governa tudo. Que os bons não tenham medo de conhecer a verdade.
O quadro está ultimado, a visão é completa. Dei-vos um conceito da Divindade muito menos antropomórfico, muito mais transparente em sua íntima essência, muito mais purificado das reduções feitas pela representação humana; um conceito mais luminoso, adequado à vossa alma moderna mais amadurecida. Assim o mistério pôde emergir em termos de ciência e de razão, saindo dos véus do símbolo. Caminhámos do mineral ao génio, para contemplar a vitória do homem; choramos e ansiamos com ele na cansativa conquista do bem contra o mal, no caminho de sua ascensão.
Ouvimos uma sinfonia grandiosa, em que da matéria ao espírito, tudo canta o hino da vida. Oramos em sintonia com todas as criaturas irmãs. A concepção move-se no infinito. Os únicos limites que vos dei são os impostos pelo vosso concebível. Nosso estudo foi a adoração da Divindade.
Dei-vos uma verdade universal e progressiva, em que podem coordenar-se todas as verdades relativas. Dei-vos conclusões que se não podem negar, sem negar toda a ciência, todo o universo.
A premissa é gigantesca; não pode ser abalada. Cada palavra é um apelo à vossa racionalidade; não podeis negá-la. Sempre afirmado, muito mais do que negado. O ponto de partida desse organismo conceptual não é egocêntrico nem antropomórfico, mas implica em sua génese numa transferência para fora de vosso plano de concepção. Conclamei-vos às grandes verdades do espírito; recompletei vossa vida dividida ao meio pelo materialismo; restituí-vos ao infinito como cidadãos eternos. A ciência tem grande responsabilidade: ter destruído a fé sem saber reedificá-la. Com seus próprios meios, ergui-vos até a Síntese; dei-vos uma ética racional baseada em vastíssima plataforma científica. Dei ao supersensório um peso real objectivo. Mostrei-vos a realidade que está além da ilusão, a substância que reside no transitório, o absoluto que existe nas modificações do relativo. Ergui a ciência até a demonstração das verdades metafísicas. Reuni os extremos inconciliáveis, a matéria e o espírito, equilibrando e fundindo num só plano de trabalho a terra e o céu. Encaminhei o homem à sua futura consciência cósmica. No âmago de meu pensamento, sempre se moveu a visão da Lei de Deus.
Não podeis negar neste escrito, em que se agitam todas as esperanças e todas as dores humanas, uma palpitação de vida substancial; não podeis deixar de sentir, por trás da demonstração objectiva, uma paixão pelo bem, uma sinceridade absoluta, uma potência de espírito que vivifica tudo. Podereis negar ou discutir nele o supranormal. Mas este é normal em todas as outras criações de pensamento; normal nelas é a inspiração, sem a qual não se atingem as verdades eternas; normal a intuição super-racional: é normal um abismo de mistério na consciência, da qual nada sabeis. Cada alma vibrará e responderá de acordo com sua capacidade de vibrar e responder.
Aqui fala também o coração, exortando-vos a subir. Aqui reside imenso amor pelos homens, como Cristo o sentiu na cruz; há um desejo violento de beneficiar, iluminando. Este livro quer ser um acto de bondade e de bem, num plano vastíssimo. Na férrea racionalidade está contido o ímpeto de uma alma que o futuro e sabe que tempestade vos espera. Compreender é simples e natural na fase intuitiva. Só aceitei a ciência, as pesquisas, a racionalidade, como um meio que vossa psicologia me impôs. A quem queira atacar esta doutrina para demoli-la, vou a seu encontro de braços abertos, para dizer-lhes: és meu irmão, só isto importa de verdade. Eu sei: estes conceitos estão tão afastados do mundo feito de mentira e de desconfiança, que vos parecem inaceitáveis e inconcebíveis. Mas minha linguagem precisa ser substancialmente diferente.
Este constitui um apelo desesperado de sabedoria, para o mundo. No coração dos homens e de seus sistemas, domina o egoísmo e a violência; não o bem, mas o mal. A civilização moderna lança as sementes com grande velocidade e aguarda a produção intensiva de sua dor futura. Será a dor de todos. Poderá tornar-se maré demolidora que destruirá a civilização. Os meios estão prontos para que hoje um incêndio se alastre por todo o mundo. Falei aos povos e aos chefes, religiosos e civis, em público e em particular. Depois da conciliação política entre Estado e Igreja, na Itália, urge agora esta conciliação maior espiritual entre ciência e fé no mundo. Se um princípio coordenador não organizar a sociedade humana, esta se desagregará no choque dos egoísmos.
Falei num momento crítico, numa curva da história, na aurora de nova civilização. Podereis não ouvir e não compreender, mas não podereis mudar a Lei. Se a civilização agora tem bases muito mais amplas que nos tempos do império romano, e não é mais um simples foco num mundo desconhecido, ainda existem, porém, enormes desníveis de civilidade, de cultura e de riqueza. A Lei leva ao nivelamento e à compreensão. Enquanto houver um só bárbaro na terra, ele tentará rebaixar a civilização ao seu próprio nível, invadir e destruir, para aprender. As raças inferiores depressa quebrarão o encanto a respeito de sua impressão da superioridade técnica europeia, e dela se apoderarão para pular à garganta do velho Senhor.
A todas as crenças, digo: o que é divino, permanecerá; o que é humano, cairá; qualquer afirmação temporal é uma perda espiritual; cada vitória na terra é uma derrota no céu. Evitai os absolutismos e preferi o caminho da bondade. Não se aplica imposição ao pensamento; a força não o atinge e produz afastamento. Dai exemplo de renúncia das coisas da terra. Vossas verdades relativas são apenas pontos de vista progressivos e diferentes do mesmo princípio único. O futuro não consistirá na exclusão recíproca, mas na coordenação de vossas aproximações da verdade. Não discutais: a convicção não se impõe com ameaças, mas difunde-se com o exemplo e com o amor.
À ciência digo que, enquanto não for fecundada pelo amor evangélico, será uma ciência de inferno. Inútil é o progresso mecânico que faz da terra um jardim, se, nesse jardim, morar uma fera. A terra é um inferno porque vós sois demónios. Tornai-vos anjos e a terra será um paraíso.
Não temam os justos e os aflitos que olham, tremendo, a algazarra humana que busca glória, riqueza e prazer, porque se esta, por um momento, vence e goza, a Lei está vigilante. " Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados". Digo-vos: jamais agridais; não sejais vós os agentes de vossa justiça, mas a Divindade; perdoai. Fazei sempre o bem e o fareis a vós mesmos; deixai a reacção à Lei; não vos prendais ao ofensor com vingança. Não espalheis jamais pensamentos, palavras, actos de destruição; não movimenteis as forças negativas da demolição, pois, de retorno, cairão sobre vós mesmos. Sede sempre construtivos. Preocupai-vos em qualquer campo criar, não em demolir; nada possui tanta força demolidora quanto um organismo completo em função. Então, o velho cai por si, sem lutas de reacção, porque todas as correntes da vida se precipitam para as formas novas.
Não vos rebeleis, mas aceitai todo o trabalho que vosso destino vos oferece. Este já é perfeito e contém todas as provas adequadas, embora pequenas. Se é assim, não procureis alhures grandiosos heroísmos. Os pequenos pesos que se suportam por muito tempo, representam muitas vezes um esforço, uma paciência, uma utilidade maiores. As provas implicam no trabalho lento de sua assimilação; a construção do espírito tem de ser executada em cada minúcia; a vida é toda vivida momento a momento, a cada instante há um acto e um facto que se liga à eternidade. Lembrai-vos de que o destino não é mau, mas sempre justo, mesmo se as provas são pesadas. Recordai-vos de que jamais se sofre em vão, pois a dor esculpe a alma. A lei do próprio destino obedece a equilíbrios profundos e é inútil rebelar-se. Há dores que parecem matar, mas jamais se apresentam sem esperança; nunca sereis onerados acima de vossas forças. A reacção das inexauríveis potências da alma é proporcional ao assalto. Tende fé, ainda que o céu esteja negro, o horizonte fechado e tudo pareça acabado, porque lá sempre está à espera uma força que vos fará ressurgir. O abandono e sua sensação fazem parte da prova, porque só assim podereis aprender a voar com as próprias asas. Mesmo quando dormis ou ignorais, o destino vela e sabe: é uma força sempre activa na preparação de vosso amanhã, que contém as mais ilimitadas possibilidades.
Esses ideais foram ensinados na terra. Mártires morreram por eles. Mas, o que não foi explorado pela hipocrisia do homem? Às vezes, os ideais, para serem divulgados, utilizam justamente esta sua capacidade de sofrer a exploração, tal como o fruto que se deixa devorar para que a semente seja levada para longe. Há a classe dos construtores e há a classe dos demolidores; dos parasitas que, pela mentira, operam uma contínua degradação de todos os valores espirituais. Há quem constrói à custa de tormentosos esforços e há quem utiliza para si, se pendura como peso morto, para baixar tudo ao próprio nível. Um é espírito que vivifica, outro é matéria que sufoca. O princípio puro, então, infecciona-se, adquire sabor de mentira: processo de degradação de ideais. Ai dos culpados, dos demolidores do esforço dos mártires! Ai de quem faz da missão uma profissão, e coloca o espírito como base de poder humano! Ai de quem mente e induz a mentir; de quem com o abuso, induz ao abuso; de quem, dando exemplo de injustiça bem sucedida, a propõe como uma norma de vida! Realizada uma acção, não podeis mais anulá-la até que se esgotem e sejam reabsorvidos seus efeitos. Ai da sociedade que deixar esquecidos seus melhores elementos, não os colocando na posição que possam render em vista de seus merecimentos, e abandona seus valores mais altos à apatia e à incompreensão. São inúteis os reconhecimentos póstumos, e tardio o remorso por um tesouro perdido. Ai das religiões que não cumprirem sua tarefa de salvar os valores espirituais do mundo! O espírito não pode morrer e ressurgirá alhures, fora delas. Ai dos dirigentes que não obedecerem ao Alto e não atenderem à voz da justiça que reside na própria consciência! Ai de quem desperdiçar seu tempo e não fizer de sua vida ua missão!
Um julgamento final vos aguarda a todos, não por obra de um Deus exterior a vós, a quem se possa enganar ou enternecer. Ele é uma Lei omnipresente no espaço e no tempo cuja reacção não há distância nem demora que possa deter, de quem não se escapa, porque está dentro de nós, como dentro de todas as coisas. Pode evitar-se ou enganar a lei da gravidade? Assim não se evita nem se engana a reacção da Lei, a justiça divina.
Deixo-vos. Minha última palavra a quem sofre. Esse é grande na terra, porque regressa a Deus. Destruí a dor e destruireis a vós mesmos: " Felizes os que choram, porque serão consolados ". Não temais a morte que vos liberta. Vós e vossas obras, tudo é indestrutível por toda a eternidade. Minha última palavra é de Amor, de Paz, de Perdão, para todos.
Minha obra está terminada. Se durante anos e anos, uma humanidade diferente, muito maior e melhor, olhando para trás, pesquisar esta semente lançada com muita antecipação para ser logo fecundada e compreendida, e admirando-se como tenha sido possível adiantar-se aos tempos, tenha ela um pensamento de gratidão para o ser humano que, sozinho e desconhecido, realizou este trabalho, por meio de seu amor e de seu martírio.
A sinfonia está escrita. O cântico emudece. Para ressurgir em outras formas noutros lugares. A voz apaga-se. O pensamento afasta-se de sua manifestação exterior, descendo ao âmago, para seu centro, no infinito.
Sua Voz
Sua Voz – último capítulo de "A Grande Síntese" (Síntese e solução dos problemas da ciência e do espírito), cuja 1ª edição saiu em 1937, ditada pelo Senhor Jesus ao Prof. Pietro Ubaldi (1886-1972), o Apóstolo do Terceiro Milénio.
***
‘DESPEDIDA’ é o último capítulo que coloquei, com a merecida autorização editorial, na minha obra “ELUCIDANDO”, a qual doei, na Internet, à Humanidade Lusófona.
Eu Sou,
Álvaro de Jesus
Sacerdote da Ordem de Melchizedek

Prosa e Versos em Mirandês...



                   
A Língua Mirandesa é falada actualmente nesta região fronteiriça entre Portugal e Espanha porém ela tem origem ainda muitos séculos antes do nascimento destes dois países. Modestamente e porque eu nasci aqui, de vez em quando eu traduzo alguns dos meus textos em prosa e verso e os dedico aos Amigos e conterrâneos que se interessam por este conhecimento. 
Há registro de versos como estes aqui embaixo pelo depoimento da Sra Maria do Amparo Ferreira:

Segundo Anto Affonso, a Guerra do Mirandum - Assim chamada em terras de Miranda do Douro, refere-se à guerra do pacto de família em 1762, durante a qual Miranda foi tomada pelo general espanhol Marquez de Sarria. Especialistas em História, supõem que data da guerra de sucessão, sendo composta depois da batalha de Malplaquet na qual o Duque de Malbrough infligiu a terrível derrota à França. Em francês, pelo emprego arcaico de algumas frases também parece ser romance do tempo das cruzadas; Chateaubriand ouviu cantar esta música aos árabes da Síria. Outros afirmam que também a cantaram os mouros de Granada. Aqui é cantada em mirandês.

Mirandum se fui a la guerra
Mirandum, Mirandum, Mirandela
Num sei quando benerá.

Se benerá por la Pásqua
Mirandum, Mirandum, Mirandela
Se por la trenidade.

La trenidade se passa.
Mirandum, Mirandum, Mirandela
Mirandum num bene iá.

Chubira se a hua torre
Mirandum, Mirandum, Mirandela
Para ber se lo abistaba.

Bira benir um passe
Mirandum, Mirandum, Mirandela
Que nobidades trairá.

Las nobidades que tráio
Mirandum, Mirandum, Mirandela
Bos ande fazer chorar.

Tirai las colores de gala
Mirandum, Mirandum, Mirandela
Ponei bestidos de luto.

Que Mirandum iá ié muorto
Mirandum, Mirandum, Mirandela
Jo bien lo bi anterrar.

Antre quatro ouficiales
Mirandum, Mirandum, Mirandela
Que lo iban a lhebar.
in ( Cancioneiro Mirandês )




Modéstia à parte eu me sinto muito à vontade para escrever as minhas Trovas (Quadra Rimada Alternada) assim como outros estilos de escrita em prosa e verso. Todavia me entusiasmo sobremaneira ao encontrar textos em Mirandês que é a segunda lingua que se fala na minha Região de Trás Os Montes e Alto Douro. 

Devido à eventual falta de praticantes qualquer língua ou dialecto local acaba por cair no esquecimento do POVO por isso compete a nós escritores guardar estas preciosidades porque;  renunciar ao Passado é perder um Presente que Deus nos reserva no Futuro!


De: Silvino Potêncio  - A Minha Saudade (Um Poema em Mirandês)

La Mie suidade!...
Ye assi esta a mie suidade,
Un pie alhá i outro acá...an pensamiento.
You bibo tan solo eiqui nesta cidade
Para alhá you biajo a to l momiento!
Eilhi na selombra de l berano dessa tierra,
Me relaxo i anton you eilhi bagueio...
A mie Alma la sue puorta ancerra
I l miu spirito an doces nubres se enleia!
Bai pensamiento bai!,... bai an busca deste lugar
Me traç noticias de la paç qu'eilhi se respira,
I buolta p'ra mi yá de nuite ... al luar.
Que l miu coraçon hai mui suspira,
Nesta ánsia d'alhá buoltar un die,
You bibo eiqui eternamente nesta agonia!
Outor: Silbino Potencio
(in: “POESIAS SOLTAS”  De: Silvino Potêncio)  

AVISO AOS NAVEGANTES!... O Brasil de 1500.


Na minha condição de Presidente Fundador do Clube Português de Natal, eu tive a honra e o privilegio ser nomeado pelo Saudoso Amigo Dr. António Gomes da Costa para Vice Presidente da Federação das Associações Portuguesas e Luso-Brasileiras. Também por esse motivo, eu acabei sendo nomeado como Membro da Comissão Nacional Brasileira para a Comemoração do V Centenário do Descobrimento do Brasil. Mediante isso eu me sinto bem entrosado com a história da Comunidade Portuguesa no Brasil e vice-versa. É uma pena realmente o que a comunidade como um todo sente em épocas de crise onde a onda solidária deve ser global e não parcial. A solidariedade deve e tem de ser pública sem restrições (em bom Português: ou há moral ou comem todos, como soe dizer-se!). Na sequência depois do ano 2000 o Clube deixou de funcionar e não há condição de vir a ser reaberto, apesar do aumento significativo da chegada de Emigrantes Portugueses ao Brasil sejam temporários ou permanentes. Durante meses eu custeei as despesas do clube do meu próprio bolso e vejo agora com grande tristeza vários pedidos de socorro (financeiro e solidário) nestes tempos de crise generalizada. Conhecemos já nestes 40 anos de vivência no Brasil,  muitas situações como esta e por isso vos deixo aqui esta mensagem. 
 Bem Hajam todos(as) pela Leitura  e que Deus nos ajude a todos! 


Aviso aos Navegantes do Meu Blog e das Minhas Páginas! Em Homenagem ao DIA DO INDIO BRASILEIRO, O meu livro em PDF "O Brasil de 1500" pode ser enviado àqueles que me solicitarem por email. Porém só a quem me mandar a confirmação pelo meu email do yahoo até 03 de Maio próximo. Bem Hajam pela leitura e fiquem com Deus!!!

A 6ª Regra do Budismo!



A Pessoa mais rica do mundo!

Steve Jobs morreu bilionário por um câncer de pâncreas aos 56 anos, e aqui estão suas últimas palavras na cama doente :

"Cheguei ao auge do sucesso no mundo dos negócios. Nos olhos de outros, minha vida é um epítome do sucesso. No entanto, além do trabalho, tenho pouca alegria. No final, a riqueza é apenas um facto da vida ao qual estou acostumado. Neste momento, deitado na cama doente e recordando toda a minha vida, percebo que todo o reconhecimento e riqueza de que eu me orgulhei tanto, se empalidecem e fica sem sentido diante da morte iminente.
Você pode empregar alguém para dirigir o carro para você, ganhar dinheiro para você, mas você não pode ter alguém para suportar a doença para você.
Coisas materiais perdidas podem ser encontradas. Mas há uma coisa que nunca pode ser encontrada quando está perdida - "Vida".
Quando uma pessoa entra na sala de cirurgia, ela vai perceber que há um livro que ela ainda tem que terminar de ler - o "Livro da Vida Saudável".
Qualquer que seja o estágio da vida em que estamos agora, com o tempo, enfrentaremos o dia em que a cortina irá cair.
Presenteie amor para sua família,amor pelo seu cônjuge, amor pelos seus amigos...
Cuide-se bem. Valorize os outros.
À medida que envelhecemos e
, portanto, mais sábios ficamos, percebemos lentamente que usar um relógio de US$ 300 ou US $30 - ambos marcarão a mesma hora ...
Quer portemos uma carteira/bolsa de US $300 ou US $30 - a quantidade de dinheiro dentro dela é a mesma;
Quer dirijamos um carro de US$150.000 ou um carro de US $30.000, a estrada e a distância são as mesmas e chegamos ao mesmo destino.
Quer bebamos uma garrafa de vinho de US $300 ou US $10 - a ressaca é a mesma;
Se a casa em que vivemos é de 300 ou 3000 Metros quadrados - a solidão é a mesma.
Você perceberá que sua verdadeira felicidade interior não vem das coisas materiais deste mundo. Quer você voe em primeira ou em classe económica, se o avião cair - você desce com ele ...
Portanto .. Espero que você perceba, quando você tem amigos e velhos amigos, irmãos e irmãs, com quem você conversa, ri com, brinca, canta canções, fala sobre o norte-sul-leste-oeste ou céu e terra, .... Isso é a verdadeira felicidade !!

Cinco factos inegáveis da vida:
1. Não ensine seus filhos a serem ricos. Eduque-os para serem felizes. Então, quando crescerem, saberão o valor das coisas e não o preço.
2. Melhores palavras premiadas em Londres ... "Coma sua comida como os seus medicamentos. Caso contrário, você terá que comer medicamentos como sua comida."
3. Aquele que ama você nunca o deixará por outro, porque mesmo que haja 100 razões para desistir, ele ou ela encontrará uma razão para ficar.
4. Há uma grande diferença entre um ser humano e ser humano. Poucos realmente entendem isso.
5. Você é amado quando você nasce. Você será amado quando morrer. No meio, você terá que gerenciar !

Seis melhores médicos do mundo:
1. Luz Solar
2. Descanso
3. Exercício
4. Dieta
5. Auto-Confiança e
6. Amigos
Mantenha-os em todas as fases da vida e você desfrutará de uma vida saudável.
Se você quer apenas andar rápido, ande sozinho. Mas se você quiser caminhar longe, ande junto!
Como diz a 6ª Regra do Budismo; A pessoa mais rica não é a que tem mais, mas a que precisa menos”! É a que sabe viver com o que tem!
(texto assinado por Steve Jobs) 

As Minhas Obras Literárias

                                                                                                                                 

AVISO AOS NAVEGANTES!... devido a um problema técnico na Editora o site ficou fora do ar nos últimos 3 dias, porém já está normal. Portanto os Leitores que porventura tenham condição de receber os meus livros em PDF directo nos vossos computadores, podem acessar através deste link:
https://www.agbook.com.br/authors/231654
Bem Hajam todos pela Leitura!
Silvino Potêncio
Emigrante Transmontano em Natal/Brasil

P.S. em virtude da actual situação global e restrições nos Países aonde haja Leitores da Lusofonia e/ou Lusofilia eu recomendo a leitura virtual ao baixar o livro em PDF que dispensa sair de casa e também as entregas de livros impressos que está sendo afectada com demora dos correios em todo o mundo.
Entregas no Brasil foram acrescidas de 3 dias úteis.

Nota adicional: de comum acordo com a Editora, todos os preços destes livros foram revisados para menos. Desde já agradecemos pela leitura. Bem Hajam.
Fiquem com Deus!




A Minha Liberdade criadora!...



Poetas Emigrantes Não Imigrados!

"… Não como a fama do gigante de Bronze, da Grécia, com suas pernas conquista, espaçadas, todas as terras, aqui em nossos portais lavrados pelo pôr-do-sol marinho.
Uma mulher poderosa, com uma tocha, cuja flama é o relâmpago aprisionado, e seu nome, mãe de todos os Exílios.
De seu punho farol brilha a acolhida abrangente, seus olhos meigos, comandam. O porto, estendido nas alturas emoldurado pelas cidades gêmeas "Guarde terras ancestrais, com sua pompa histórica!",Grita ela com lábios silenciosos, "Dêem-me os cansados, os pobres, suas massas apinhadas, que anseiam por respirar em liberdade.
A recusa desventurada de seu porto abundante envia a mim esses desabrigados assolados pela tempestade.
Ergo meu tocheiro ao lado do Portão Dourado"


Poema gravado em Bronze no Pedestal da  Estátua da Liberdade para os milhões de Emigrantes que procuram na terra Americana um abrigo seguro, é o símbolo da promessa de liberdade.
Mas o que poucos sabem, é que o poema gravado nos pés desta estátua, famoso em todo solo Americano, e que expressa a angústia e a esperança destes homens, é de autoria de uma poetisa judia Americana nascida em Nova York logo, portanto, é lógico pensar que esta Poetisa não foi Imigrante – já nasceu lá, e lá deixou o seu Sonho de liberdade eternamente.
Emma nasceu em 1849, em Nova York,  filha de uma abastada família Sefardita. Educada por tutores particulares demonstrou muito cedo seus dons poéticos, publicando em 1867, seu primeiro livro em versos, "Poemas e Traduções". Coletânea escrita entre a idade de 14 a 17 anos, chamou a atenção de Ralph Wald Emerson, Poeta com o qual Emma se correspondeu durante muitos anos. Sua aptidão para a poesia foi grandemente louvada por Bryant e Whitman.

Em 1871, no seu segundo livro "Admerus e outros poemas" contém um trabalho com tema judaico, "Na sinagoga judaica de Newport". Esta poesia foi reproduzida pelo "American Hebrew", jornal da comunidade judaica, juntamente com a tradução de Emma de grandes poetas sefarditas da época de ouro da Espanha, como Ibn Gabirol e de Judah Halevi. Segundo alguns estudiosos da diáspora Transmontana Emma tem ascendentes Judeus em Portugal do tempo da Inquisição.

A onda de perseguições na Rússia, aos Judeus, que resultaram em uma migração em massa para os Estados Unidos, afetou a vida e as ações da Emma Lazarus. Mas para Emma, as palavras não eram suficientes para exprimir sua angústia e preocupação com os milhares de refugiados judeus que chegavam a terras americanas.

Certa vez o poeta americano William James escreveu para Emma: "O poder de brincar com palavras e pensamentos deveria ser o ponto culminante de uma vida rica em muitos outros aspectos". Mas o que se tornou "o ponto culminante" na vida de Emma foi seu incansável trabalho de assistência aos milhares de refugiados judeus que perseguidos chegavam famintos. Emma juntou-se a grupos judaicos de assistência e lançou-se em todo tipo de trabalho. Nada era duro ou difícil para ela. Chegou a usar seu próprio dinheiro para ajudar os emigrantes em sua fase de adaptação.
Quando o poeta James Russel Lowell leu seus versos, escreveu: "Gostei do soneto mais do que gostei da Estátua da Liberdade. O soneto deu ao objeto em questão uma ‘raison d´être’, (um razão de ser) que é, sem dúvida, necessária mais do que o pedestal".


O meu Poema a “Balada do Emigrante Luso” foi escrito após a minha saída de Angola em 1975, em circunstâncias que muitos já conhecem porém foram poucos os da minha faixa etária, e acima, que me souberam interpretar da forma que o fez o meu Saudoso Amigo, Jornalista Fernando Cruz Gomes que Deus já lá tem.

De: Silvino Potêncio (ano 1975)
Pelas ruas da amargura,
Eu passeei o meu coração.
Vi todos de alma pura,
A caminho da emigração!
De longe... lá do fim do mundo,
Aonde a saudade é remota.
Eu desci ao poço sem fundo,
Quando eu voltei à minha porta.



Nesta minha volta a casa,
Encontrei tudo tão mudado.
Fui Emigrante sem nunca ter Imigrado.
Como pássaro que não tem asa,
Eu me tornei um "Retornado"!
Vivi triste e sem destino,
Passo na rua acabrunhado.
De volta ao meu caminho,

Eu orei ao Senhor Roubado!... 

Ao ler este meu poema, Fernando Cruz Gomes escreveu-me uma carta, sem que eu jamais o tenha encontrado pessoalmente; 

 “ Deixem o Silvino chorar. As suas lágrimas juntam-se às de muitos outros, espalhados pelo mundo. Pode ser que façam um mar.
Um mar só nosso. Que nos una a todos. Mesmo àqueles que da lei da morte se foram libertando.
Olá, Silvino! Eu também choro... sabe?!
Só não tenho – não consigo ter – a sua habilidade de amarfanhar os sentimentos.
E tentar que pareçam sorrisos... as tristezas de uma alma que é igual à sua”. 

( Fernando Cruz Gomes – Toronto)

Depois de receber esta carta eu ainda escrevi muitos outros poemas meus relacionados com o Mar. Foram cinco anos passados no mar e ali sim nem somos emigrantes nem somos imigrados... na imensidão do mar somos apenas parte de de um "sonho de uma noite de verão"... talvez o único modo de chegar perto da liberdade interior sem interferência de pensamentos externos. Porém,  hoje fico por aqui.
Um forte e fraterno Abraço Transmontano a todos! 

Um poema de "Fique São" ficção, ficção!...



Um poema de  “Fique São”!  (ficção)

 É uma sim,outra não!
 - As batidas do meu coração.
Batem leve, suavemente!
Como a Alma que já desce de mansinho,
Será neve?,Será gente?
Ou é apenas granizo a cair devagarinho!?
 - A neve não é certamente,
Porque ela não bate assim!
Só pode ser certa gente,
Que não gosta do meu Jardim.
Batem leve, suavemente!…
Na janela do meu quintal,
É cá em casa ou no vizinho!?
Será algum animal?
Mas com tanto amor e carinho?!
- A gente não é certamente,
Porque aqui neste nosso Portugal,
Ela já está toda dormente.
Pois  já padeceu tanto mal.
- Batem leve, leve, levemente,
E tão suavemente batem em retirada,
A caminho da ida para a emigração.
Porque Batem a porta na cara,
Para quem ama esta nação!
Batem muitos em retirada,
E depois da batalha perdida,
A Bandeira desfraldada ( mas tão triste!)
Estão todos quase sem vida!.
(in: “POESIAS SOLTAS”)
De: Silvino Potêncio
Emigrante Transmontano em Natal/Brasil desde 1979 

Catramonzeladas Literárias

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Em homenagem póstuma à Saudosa Amiga Maria Fernanda Pinto eu vos trago aqui um texto em resposta a uma das últimas Cartas que ela me e...