Liberdade Vai P'ró Inferno


FRASE DA POETISA INSCRITA NA ESTÁTUA DA LIBERDADE - NY


                             CARTAZ DE PROTESTO DE REFUGIADOS NA INGLATERRA

Alguns meses atrás me surgiu aqui esta imagem com origem em uma manifestação no interior da Inglaterra a qual mostra bem o respeito das gangs para com o conceito actual do quê é a liberdade na nossa civilização. Sem dúvida é uma afronta ao maior simbolo de Liberdade no conceito to mundo ocidental dos nossos dias: 


De: Silvino Potencio,... LIBERDADE, VAI P'RÓ INFERNO!!!

Dizia o lendário Politico Americano Martin Luther King que ...“OU VIVEMOS TODOS JUNTOS COMO IRMÃOS, OU MORREMOS TODOS JUNTOS COMO IDIOTAS! "... e lhe veneramos tal sabedoria agora e sempre pois que: As grandes transformações sociais dos diversos povos que habitam neste cantinho do universo - um pequeno grão de areia perdido na imensidão da Via Láctea - sempre começam com algum tipo de polêmica, um simples "qui-pró-quó de vizinhos ou até alguma forma de divergencia entre os homens que colocam na frente de tudo os seus interesses individuais... outros escusos pensamentos, em detrimento do bem comum a todos.
Os Jovens Cristãos Católicos convocados recentemente para a Jornada de Madrid pelo Santo Padre, provocaram protestos violentos alguns não muito divulgados pela midia, talvez até por conveniencia ou interferencia da própria Igreja mas, os confrontos foram reais, e aconteceram de fato como um alerta do que se pode esperar em breve. E se espera agora pelos próximos que acontecerão... justamente no Brasil já anunciado!
Também, ainda recentemente, Londres foi palco de outras manifestações e desta feita, para mostrar ao mundo um pouco das diferenças que vão pautar as relações entre religiões num futuro proximo, SEJAM JOVENS OU VELHOS OS PARTICIPANTES... tantas vezes dentro da própria familia, e por isso achamos por bem transcrever aqui alguns pensamentos para refletirmos...
Citamos pois uma msg recebida via internet, logo depois desta nossa volta a casa após passarmos mais de 3 semanas, pela velha Europa, que nos pareceu mais decrépita e incrédula do que nunca!... Vemos os ricos cada vez mais distantes e os pobres cada vez mais imprensados. E nos lembrámos do velho ditado popular poque é do povo que emana toda a sabedoria cultural e filosófica ao longo dos séculos... "o Cântaro tantas vezes vai à fonte, que um dia fica lá a asa"!...

Início de Citação:

REUNIÃO DE SACERDOTES DE PRISÕES DOS
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA (USA)

CONCLUSÕES DA REUNIÃO:

· A religião muçulmana, é a que mais cresce em número nos Estados Unidos, especialmente nos grupos minoritários.
· No mês passado, assisti à uma classe de treinamento, para manter as minhas condições de segurança no departamento de prisões do estado.
· Durante a reunião, foram apresentados três dos intervenientes que dissertaram sobre o tema: Um sacerdote católico, um pastor protestante e um imã muçulmano, que nos deram diversas explicações. Na minha qualidade de capelão, interessava-me sobretudo o que a irmã islâmica diria.
· O imã, fez uma completa e detalhada apresentação da sua religião de base do islamismo, apresentando inclusivé alguns vídeos.
· Depois das apresentações, foi concedido um tempo para perguntas e respostas.
· Quando chegou à minha vez, perguntei a irmã:
· Por favor, corrija-me se for meu equivoco, mas segundo entendo, a maioria dos imãos e irmãs clérigos do islão, declararam a “JIHAD” (guerra santa), contra os infiéis de todo o mundo. De modo que matando um infiel, que é uma ordem para todos os muçulmanos, têm assegurado um lugar no céu. Se assim é... pode dar-me uma definição de infiel?
· Sem discutir minhas palavras, ao irmã disse: “São os não crentes”.
· Questionei: Permita assegurar-me que a entendi bem: A todos os seguidores de Álá, é-lhes ordenado que matem a todo aquele que não é da sua fé, para poderem ir para o céu? Está correto?
· A expressão da sua cara mudou de uma autoridade para a de uma criança apanhada em flagrante a ir à caixa das bolachas. Com ar envergonhado respondeu:ASSIM É!
· Acrescentei: pois bem senhora irmã, tenho um verdadeiro problema quando imagino se o Papa Bento XVI ordenasse as todos os católicos que matassem todos os muçulmanos e que o Dr. Stanley ordenesse a todos os protestante que fizessem o mesmo para também poderem ir para o céu...
· O imã ficou mudo.
· Continuei: Também estou com um problema que é ser seu amigo, quando a senhora e os seus colegas, dizem aos seus pupilos que me matem. O que preferiria a senhora a Álá que lhe ordena matar-me para poder ir para o céu ou a Jesus que me ordena amá-la para que eu vá para o céu e que a leve comigo.
· Podia-se ouvir caír uma agulha no chão de tanto silêncio, quando o imã inclinou a cabeça de vergonha.
COM O NOSSO SISTEMA JUDICIAL LIBERAL E POR PRESSÃO DA “ACLU” (Organização Árabe Americana), ESTE DIÁLOGO NÃO SERÁ PUBLICADO. POR ISSO, ROGAMOS QUE FAÇA CIRCULAR ESTE DIÁLOGO POR TODAS AS SUAS LISTAS PARA O DAR A CONHECER.
Rick Mathes – Capelão de prisões (USA)
“OU VIVEMOS TODOS JUNTOS COMO IRMÃOS OU MORREMOS TODOS JUNTOS COMO IDIOTAS! (Dr. Martin Luther King)
Se eles matam e se matam pela sua fé... porque não enviar este e-mail aos meus amigos e irmãos de fé...
(FIM DE CITAÇÃO)
E mais não dizemos porque Deus lá sabe o que o futuro nos reserva...
Abraço a todos e até breve.
Silvino Potêncio
Emigrante Transmontano em Natal (Brasil

As 7 Tribos Portuguesas D'Além Mar


Por gentil deferência do Excelso Amigo Professor Emérito da
Universidade do Minho – Dr Julio B Martins,  recebido em 07.07.2020, eu vos trago aqui este comentário que nos deixa orgulhosos de sermos Portugueses! 

Comentário de JBM :

As maiores e melhores armas que o Portugueses deixaram pelo mundo fora  foram objecto das “piças” dos soldados Portugueses . 
A maior prova do legado dos Descobrimentos, quando os portugueses partiram em busca de glória e riqueza. - As 7 tribos descendentes dos portugueses,estão espalhados um pouco por todo o mundo e são a maior prova do legado dos Descobrimentos, quando os portugueses partiram para terras distantes em busca de glória e riqueza.
A grande maioria deles ainda fala crioulo de origem portuguesa e ainda mantém vivas algumas tradições dos seus antepassados.
É comum, em muitos locais, ainda cantarem em português e a religião católica é outro fator que os une.
Existem muitas tribos e povos que descendem dos portugueses, desde a América até à Ásia. Alguns estão a desaparecer, outros ainda conseguem manter viva a chama dos seus ancestrais e o amor por Portugal.

Descubra 7 tribos descendentes dos portugueses.

01 - Lamno (Indonésia)
Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar à Indonésia, no início do século XVI e, apesar de terem-se estabelecido sobretudo na região oriental do país, alimentaram o sonho de controlar o comércio da pimenta desde a zona estratégica do Norte da Samatra até ao mercado chinês.
Os portugueses da província indonésia de Aceh, conhecidos localmente como “olhos azuis”, estão em risco de se extinguirem desde que o tsunami de 2004 reduziu a comunidade de centenas de pessoas a menos de uma dezena.
Antes do tsunami, a comunidade teria talvez cerca de 500 pessoas, enquanto que agora é difícil apontar um número, porque a região conta com descendentes de outros europeus e árabes.


02 - Bayingyis (Birmânia)
A hegemonia portuguesa no Índico e no Pacífico durou perto de um século e seria profundamente abalada com a chegada dos holandeses àqueles mares.
Com a substituição da dominação portuguesa pela holandesa – permanecendo nas terras que as viram nascer; deportados para outras paragens; ou forçados à emigração – as cristandades mestiças euro-asiáticas do Oriente talharam a identidade coletiva de cada uma que perdurou até aos nossos dias e que assenta em dois pilares principais: a religião católica e a língua crioula.
Entre essas comunidades destaca-se a dos descendentes dos muitos soldados portugueses que na época de Seiscentos lutaram ao lado dos soberanos de Ava e do Pegu, reinos da antiga Birmânia, ou que faziam parte do pequeno exército de Filipe de Brito, ou do seu companheiro de armas Salvador Ribeiro de Sousa, senhores feudais em terras do Oriente, ambos empossados com o título de ‘rei do Pegu’, e que são hoje conhecidos em Myanmar (atual Birmânia) como os ‘bayingyis’.

03 - Ziguinchor (Senegal)
A atual Ziguinchor remonta a uma feitoria fundada pelos portugueses em 1645, na margem sul do rio Casamansa. Segundo a tradição, o seu nome deriva da expressão em língua portuguesa “cheguei e choram”, uma vez que os nativos pensavam que os europeus os vinham escravizar.
Subordinada à capitania de Cacheu, o seu objetivo era o comércio com o reino de Casamansa, um fiel aliado na região, descrito pelos cronistas coevos como o reino mais amigo dos portugueses ao longo da costa da Guiné.
Nos censos de 1963, dos 42.000 habitantes de Ziguinchor, 35.000, falavam o crioulo (83%), e 30.000 tenham o crioulo como língua materna (71,4%).
O crioulo de Casamansa é uma língua crioula baseada no português que é considerado um dialeto do crioulo da Guiné-Bissau falado principalmente na região de Casamansa no Senegal e também na Gâmbia.

04 - Kristang (Malásia)
Os portugueses chegaram há quinhentos anos a Malaca. A diáspora lusitana subsiste, com inusitado fulgor e entusiasmo, num pequeno bairro piscatório malaio, onde se luta pela manutenção da cultura portuguesa. Hoje e sempre.
Em Malaca (Melaka, i.e., “O Estado Histórico”), o terceiro mais pequeno Estado da Malásia, existe um povo conhecido por Kristang (“cristão”), que descende dos portugueses e que sobrevive desde o século XVI como uma pequena comunidade de cerca de 5000 pessoas.
A numerosa colónia luso-descendente não abdicou da identidade cultural. Meio milénio após a chegada lusa e 370 anos após a sua partida, todos continuam a afirmar-se, orgulhosamente, portugueses, sem nunca terem pisado solo nacional. A cultura popular portuguesa transmite-se de pais para filhos, por via oral.
Contam-se histórias, ensinam-se costumes e tradições, transmite-se «o portugis antigo», que falavam os primeiros colonos, corrompido por séculos de transmissão oral sem um único registo escrito ou resquício de ensino oficial.

05 - Burghers (Sri Lanka)
Burgher é o nome pelo qual são conhecidos os descendentes de portugueses e holandeses no Sri Lanka. Os Burghers Portugueses são um grupo étnico do Sri Lanka descendentes de cingaleses e portugueses, católicos e falantes do indo-português do Ceilão, uma linguagem crioula de origem portuguesa.
Os Burghers portugueses são maioritariamente descendentes de mestiços de origem portuguesa e cingalesa, geralmente pai português e mãe cingalesa ou mãe descendente de portugueses com pai cingalês. A sua origem remonta à chegada dos portugueses, após a descoberta do caminho marítimo para a Índia, em 1505.
Quando os holandeses tomaram as costas do Sri Lanka em 1656, antigo Ceilão Português, os descendentes dos portugueses refugiaram-se nas montanhas centrais do reino Kandyan, sob domínio cingalês.
Com o tempo descendentes de portugueses e holandeses casaram entre si. Embora a língua portuguesa tivesse sido banida sob o domínio holandês, estava tão difundida como língua franca do índico que até os holandeses a falavam. No Censo de 1981 os Burghers (holandeses e portugueses) contavam cerca de 40.000 (0,3% da população total do Sri lanka).
Numerosos apelidos de origem portuguesa permanecem até hoje, como Perera, Pereira, Abreu, Salgado, Fonseca, Fernando, Rodrigo e Silva que se tornaram parte da cultura do Sri Lanka.

06 - Korlai (Índia)
Korlai é uma aldeia que fica perto das ruínas da antiga cidade fortaleza de Chaul construída pelos portugueses no séc. XVI, em 1534. Chaul foi uma das cidades mais importantes e estratégias do Império Português do Oriente, de tal forma que era uma cidade bem apetecida para os adversários dos portugueses.
Os portugueses começaram a frequentar aquelas águas a partir de 1501, com o apoio do potentado local que se fizera vassalo do rei de Portugal para se livrar da influência do Samorim de Calecut.
A povoação conta com cerca de 900 falantes, no entanto encontra-se ainda por estudar, pois ainda não há nenhum estudo sobre a língua ou sobre os costumes deste povo.
A descendência de Korlai resulta da presença de soldados Portugueses que se casaram com as nativas, bem como um pequeno grupo de mulheres de Goa que se casaram com portugueses. Os seus costumes e tradições indicam essa origem e incluem a religião cristã, a celebração de diversas festividades e até músicas populares.

07 - Tugu (Indonésia)
Não é fácil chegar a Tugu, a nordeste de Jacarta, capital da Indonésia. Mesmo ao fim-de-semana, o trânsito que liga à aldeia é caótico, devido à proximidade do porto de Tanjung Priok, o principal do país, com cerca de 430 hectares. Apesar dos inúmeros camiões que entopem a estrada principal, sente-se uma tranquilidade ao chegar a Tugu, um ex-líbris de Portugal. Junto ao cemitério e à igreja branca datada do século XVII, há um espaço aberto e arvoredo que lembra o centro de algumas aldeias portuguesas, até pelos idosos que por ali vão deixando cair o tempo.
Os ancestrais dos tugu estão ligados aos escravos dos portugueses na Índia que foram levados para a Batávia, antiga Jacarta, por holandeses.
Ainda no século XVII, após o fim do império colonial português no Sudeste Asiático, chegaram àquela zona comerciantes, artesãos e aventureiros oriundos de Malaca, Ceilão, Cochim e Calecute. O cruzamento entre os dois grupos fez nascer os chamados “Portugueses Negros”, que tinham em comum a língua portuguesa e a religião cristã.

Nota de Rodapé: Eu tenho por hábito dizer que um pouco de história não faz mal a ninguém e quando ela nos é transmitida por quem sabe contar a verdadeira, isso nos aquece a Alma como já dizia o Poeta, tudo vale a pena, quando a Alma não é pequena. 
E eu acrescento: Portugal é Eterno e Nunca se diga Adeus para sempre!... 

Bem Hajam todos(as) pela Leitura


A única verdade do ABRIL MENTIRAS MIL...

Monumento aos Ex Combatentes do Ultramar

 Bandeira do ABRIL MENTIRAS MIL

A título de prólogo: Por gentil deferência do Excelso Amigo Júlio Barreiros Martins,  Prof. Cat. Emérito Jubilado da Universidade do Minho, eu vos trago aqui algumas reflexões para ler e meditar. Se bem que todos nós sabemos que a grande maioria dos POVOS de Portugal e da Comunidade dos Países Lusófonos - PALOPS - não vão sequer passar além do título da primeira página, porém podemos dizer... NINGUÉM ME CONTOU, ... EU TAMBÉM ESTAVA LÁ! 

Reflexões JBM _Julho_2020

 “Saber Ler a História dos Povos “

A História da Colonização e Descolonização de Moçambique continua a ser muito mal tratada em revistas, em jornais e em livros, escritos por portugueses, por moçambicanos e sobretudo por estrangeiros. O mesmo se pode dizer da História da Colonização e Descolonização de Angola. A História da Colonização e Descolonização é tratada por milhentos brasileiros de forma muito diversificada e confusa e muito mal tratada por alguns estrangeiros. A História da Colonização e Descolonização da Guiné Bissau também é mal tratada como as de Angola e Moçambique. Porém, isso não é só válido para os países de Língua Oficial Portuguesa. A História da Colonização e Descolonização do ex-Congo Belga,
que envolve os países designados por República Centro-Africana e República Democrática do Congo, é de igual modo muito mal tratada em revistas, em jornais e em livros, escritos em Francês e em Inglês. Tudo igual para a História da Colonização e Descolonização de outros territórios africanos de língua oficial francesa, do Centro e do Norte de África, (Tunísia, Argélia, Benim, Burquina Faso, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal e o Togo).
Quanto à História da Colonização e Descolonização da Guiné-Conacri, pouco se fala. Só, de quando em vez , se fala em Francês ou Ingês dos desmandos e crimes do actual Ditador presidente Alpha Condé . Este há uns 2 anos veio a Portugal dizer que queria a Guiné-Conacri dentro da organização dos PALOP  e que, para isso, o Português iria ser declarado 2ª língua oficial da Guiné-Conacri e que com isso as empresas portuguesas se poderiam instalar e desenvolver lá negócios úteis para os dois países. Porém, as populações desse país não têm mais meios de sobrevivência que as da Guiné-Bissau.
Em Cabo Verde a Descolonização pouco prejudicou as populações que vivem muito do fluxo turístico que é importante. Existem lá boas parais para se passar férias e baixos preços e com comidas portuguesas apetecidas por estrangeiros. Mesmo assim, os jovens cabo-verdianos emigram para Portugal à procura de melhor vida.
A História da entrega do poder a Nelson Mandela, logo designado presidente, feita pelo Governo Branco da África do Sul, seguida de outros presidentes e governos,  também é muito mal tratada em articulistas de muitos países. E ninguém fala na História das sangrentas guerras Anglo-Boers, entre ingleses e holandeses pela posse do enorme território da África do Sul onde se localizam as maiores minas de ouro e pedras preciosas de todo o mundo. 
E já ninguém diz, ou escreve, uma palavra sobre a História da Colonização e Descolonização das ex-Rodésias do Sul e do Norte designados hoje por Zimbabué e Zâmbia. Muito menos se fala ou escreve sobre a extensíssima rede de caminhos de ferro transfronteiriça que permitia ir de Lourenço Marques (Maputo) às Quedas de Água (cataratas) Vitória ( as maiores do mundo) na fronteira da Zâmbia com o Zimbabué. Era possível, antes da Independência Exemplar de Moçambique embarcar ao sol-posto em LMarques , dormir no comboio e chegar de manhã a Bulawayo . Ficar o dia a ver a cidade e embarcar ao sol-posto no combóio chegando às cataratas Vitória ne manhã seguinte, ver as ditas quedas e o parque maravilhoso local e fazer o percurso inverso para LMarques dormindo sempre dentro do comboio . Hoje essa linha de caminho de ferro só tem capim e arbustos pelo meio. A Colónia Britânica chamada Rodésia do Sul,  fundada em 1887, tinha como capital a bela cidade de Salisbury. (Esse território bastante extenso foi “descoberto”, mas não colonizado, pelos portugueses no século XV. Só no XIX os ingleses lá implantaram colonos. Para tentarem evitar uma independência “Exemplar” os colonos brancos fizeram em 1979 uma “Declaraçãao Unilateral de Independência” e deram ao território o nome de “República da Rodésia”, a qual durou só um ano. Em 1980 . o próprio Reino Unido concedeu a Independência à Rodésia do Sul que, sob a Presidência do Ditador Albert Mugabe que comandava o partido armado de nome “African National Union (ZANU)”.
 Mugabe que logo mudou o nome da Capital  de Salisbury para HARARE  
Esse território, sob orientação de Agricultores brancos, produzia a maior quantidade de folha de tabaco do mundo e também produzia chá, café e muito cereais e carnes de gado variado criado em grande herdades ; sendo tudo exportado para a Europa e outra partes do mundo pelo porto da Beira (Moçambique) e transportado através da via férrea Beira Railways. 
Havia vários comboios por dia, pois as quantidade a transportar eram grande e a pópria cidade da Beira recebia produtos “frescos “ da Rodésia do Sul. Com isso beneficiavam as populações negras e colonos do território e as póprias populações de moçambique que moravam não longe dessa vi férrea e precisavam de ir à Beira cidade. Pois a 2ª  “grande” decisão do Ditador Mugabe que governou o Zimbabué durante 37 anos, foi expulsar os Agricultores brancos. Resultado imediato: as explorações agrícolas ficam sem “COMANDO”. As populações foram abatendo e comendo o gado que havia e os cereais armazenados, até que tudo se esgotou e passaran a viver de “esmolas” e empréstimos nomeadamente da África do Sul. Mas, Mugabe arranjou uma mulher, algumas dezenas de anos mais nova que ele, a qual comprou em Moscovo, o brilhante, que então era o mais valioso do mundo, (Moscovo e os “donos” da URSS tiveram “dedo grande” no envio de armas para a ZANU e foram ressarcidos de múltiplas maneiras) . Mas nada disto de podia (e pode) dizer-se dentro e fora do Zimbabué, nem os jornalistas se interessam por estas “Histórias”.
De forma menos turbulenta, em 1964, o Reino Unido concedeu a Independência à Zâmbia, ex-Rodésia do Norte, de capital em Lusaka,  onde o Mário Soares, tendo por de trás o Cunhal deu a Independência “Exemplar” a Moçambique. 
A situação, hoje, é tal que a Embaixada de Portugal diz aos viajantes que lá têm de ir: “É necessário especial cuidado ao viajar pelas áreas rurais das províncias de North Western, Copperbelt, Central e Luapula, perto da fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), particularmente depois do anoitecer”.

Independência da Tanzânia - A  costa marítima da Tanzânia foi “descoberta” pelo navegador português Vasco da gama e o território foi colonizado por portugueses durante alguns anos. Depois houve colonização por misturas de alemães, ingleses, belgas e sul-africanos. Com intervenção das Nações Unidas, a Tanzânia, com o nome de Tanganyika, tornou-se independente em em 1962, tendo Julius Nyerere como presidente. A pesar de Julius Nyerere ter sido considerado o “Pai da Nação”, até porque foi um pacificador entre os povos de Zanzibar, essencialmente muçulmanos e os do continente, nem todos muçulmanos, quando abandonou voluntariamente a presidência, a luta política, que envolveu armas, acelerou-se . Claro que de forma camuflada representante da URSS meteram o dedo. Com conhecimento disso, os EUA também por lá andaram a tentar “travar”, até porque muitos clérigos radicais formados na Universidade Wahabita tomaram conta das mesquiras de Zanzibar e muitas do continente. Isso levou a que o DAESH assentasse lá arrais que hoje continuam . 
As estatísticas oficiais dizem que no conjunto os cristãos formam a maior parte dos religiosos, pouco maior que os muçulmanos, mas sabe-se que em Zanzibar os muçulmanos, são de longa data, os que têm larga maioria. E sobre o número de mesquitas e de igrejas cristãs nada se diz e muito menos sobre a “invasão” de clérigos radicais que “vomitam” fogo sobre os cristãos e são a base oculta dos terroristas. Só isso pode justificar a notícia do que aconteceu em Agosto de 1998: a Al-Qaeda, grupo terrorista Islâmico, bombardeou as embaixadas dos EUA na Tanzânia e no Kénia com levado número de mortos.  O grupo terrorista DAESH foi batido na Síria mas reforçou-se visivelmente na Tanzânia, nomeadamente em Zanzibar onde, certamente, tem campo de treino militar que envolvem jovens naturais de Cabo Delgado na outra margem do rio Rovuma, fronteira entre a Tanzânia a Moçambique. Por isso, é um paliativo ineficaz, o governo de Moçambique mandar para Cabo Delgado soldados formados em Boane, não sabendo por ventura, sequer a língua usada em Cabo Delgado. A pesar de tudo isso, de modo incompreensível, o governo de Moçambique, por se querer “agnóstico” não presta qualquer atenção à infiltração de clérigos radicais em Cabo Delgado que, de Zanzibar, só têm de passar na ponte sobre rio Rovuma
para o outros lado da fronteira.

Independência do Kénia - A Independência do Kenya (Kénia) só na aparência foi um “parto” manos doloroso para europeus e africanos que a Independência da Tanzânia, Zanzibar incluído. O Kenya tem ligações ao mar como as tem a Tanzânia. O Kenya tem na fronteira norte a Somália, a qual faz parte do chamado “corno de África” com capital em Mogadíscio ou Mogadishu, que tem pelo menos um hotel de luxo onde sempre há hóspedes que são ocidentais, mormente do EUA. Por isso mesmo, sujeito a frequentes ataques terroristas do al-Shabaab, filial da Al-Qaeda. As tropas do Governo Somali, seja ele qual fôr, nada podem fazer na defesa do hotel, até porque há terroristas infiltrados nessas tropas. Por outro lado, nas montanhas desse país há um campo de treino militar, dirigido pelos Chefes militares da Al-Qaeda ao qual as tropas do Governo não conseguem chegar. 
A fronteira do  Kénia com a Somália é muito extensa e “porosa” . É por isso impossível ao Governo do Kénia impedir a entrada de terroristas bem armados produzidos e existentes na Somália. em Nairobi, capital do Kénia, há também pelo menos um grande hotel de luxo ligado a um supermercado moderno. Nesse conglomerado (o Dusit compound) há sempre muitas pessoas que são ocidentais. Por isso esse parque é um alvo apetecido para o al-Shabaab que ataca e foge rapidamente para o abrigo donde partiu. Por outro lado, embora só 12% dos regiosos do Kénia professem a religião muçulmana, há um número suficiente de
mesquitas, cujos clérigos, sem dúvida radicais, escondem facilmente terroristas nas suas paróquias, pois (o Swahili) é língua comum e têm hábitos comuns. Os EUA têm cometido a tolice de bombardearem a área circundantes do hotel de  Mogadíscio o que tem levado à morte de muitos civis inocentes e soldados do Governo, matando também terroristas, mas poucos.  Claro, que isso tem aumentado (e muito) a má fama local dos americanos e levado ao desânimo das tropas do governo somali. É, ao mesmo tempo uma boa justificação para os chefes terroristas tentarem matar americanos (e outros) em “tudo quanto é sítio” dentro da Somália e no Kénia.
O território onde se situa o Kénia, como o da Tanzânia e Zanzibar, foi “descoberto” pelo navegador português Vasco da Gama e os portugueses colonizaram então o Kénia, mas por pouco tempo. Por razões de negócios, antes e durante a colonização, ao Kénia chegaram, viveram (e vivem) povos multicoloridos de várias origens: Negros Bantu, Arabes (Muçulmanos), Persas, Ingleses, Alemães, Portugueses e outros europeus. A obtenção da Independência do Kénia não foi menos turbulenta  que a da Tanzânia. Culminou em Dezembro 12, 1963, tendo Jomo Kenyatta como Presidente. Depois disso advieram variados períodos de governação, mono partidária,  os quais levaram à situação multipartidária actual, tendo pelo meio lutas intestinas com derramamento de sangue. 
 Na fase de guerrilha, para obtenção da Independência Jomo Kenyatta foi o chefe do grupo chamado MAU MAU, também chamado “Seita”  MAU MAU . Os MAU MAU mataram muitos brancos, mas a contra-guerrilha de Ingleses, e outras nacionalidades, também matou muitos MAU MAU e alguns dos seus chefes.  Jomo Kenyatta esteve preso e só foi solto para tomar o poder do País.     
A Divida Externa do Kénia é , em 2020, de 57.000 milhões de dólares, sendo 72% débito à China.  Os países afrianos, para efeitos económicos têm uma organização chamada  NEPAD na sigla em inglês Nova Parceria para o Desenvolvimento da África.  A NEPAD já pediu a todos os credores uma redução ou perdão da dívida de todos os países africanos. Apesar de algum progresso económico,  a severa pobreza dos naturais no Kénia é tão grande como nos outros países africanos.    

.História da Nigéria

A costa atlântica da Nigéria foi “descoberta” por Vasco da Gama em 1472
A Arqueologia mostra que já havia pessoas a viver na Nigéria há 100.000 anos.
Um esqueleto humano fossilizado mostra que havia habitantes na Nigéria há
13.000 anos. Uma canoa fossilizada em Dufuna mostra que há 8.00 a 8.500 anos já  havia humano a atravessarem o Lago Mega no Chad .           
Escavações arqueológicas mostram que de 1500 AC até 200DC existiu na Nigéria uma “civilização” dita Nok, que vivia da agricultura e deixou esculturas de humanos em “terracotta”. Também mostram que os humanos desse período já´sabiam fundir o ferro fazer peças de ferro e de bronze .
Do século 9º ao séeculo 19º a Nigéria esteve dividida em vários “Reinos” cada com  o seu Rei ou Rainha e povos com vária culturas naturais e religiosas. Existiam fortes relações comerciais com os países vizinhos (Mali, etc.) feito com caravanas que atravessam o deserto Sahara . Desse modo chegou o Islão à Nigéria. Construiram famosas mesquitas e escolas em Kano e Katsina, Por 1100 já havia forte influência na Nigéria do “Mundo Muçulmano” . 
Os Cristãos só chegaram à Nigéria no século XL (15º) com monges Agostinianos e Capuchinos de Portugal. Clérigos idos do Mali converteram ao Islamismo uma dinastia de reis da região de Kano e seus súbditos. Esses Clérigos islamitas constituíam uma elite educada o que fez deles figuras indispensáveis para os Reis Hausa como consultores do governo, Professores e Juízes Islâmicos. Daí que monges Agostinianos e Capuchinos de Portugal tivessem uma tarefa quase impossível para difundir a fé Cristã.   
A Nigéria continua a ser uma “constelação de povos com religiões variadas, mas sempre dominadas pelos Islamitas que desde há umas dezenas de anos têm clérigos radicais “fabricados”  por profs. religiosos Whabitas  na Faculdade de Teologia da Arábia Saudita e financiados pelo Rei Saudita para difundirem a Fé radical  Whabita em todo o Mundo.  
As população têm uma vida de tal forma miserável que houve notícias de  em vários anos. 2003 até 2020 centenas de mortos quando muitos populares tentaram obter combustível derramado em refinarias que entretanto pegou fogo.

O Terrorismo continua fortemente activo no norte da Nigéria nas fronteiras com os países vizinhos. O mais famoso grupo terrorista é designado por Boko Haram
que já em 2013 tinha morto mais de dez mil nigerianos e obrigado à fuga e deslocação de mais de um milhão de nigerianos . O Boko Haram opera no norte da Nigéria e nos Camaraões, Chade e Niger . Tem largos campos de treino e campo com moças jovens que  rapta e foge com elas para esses campos. Consta, mas não é publicado, que vende muitas dessas moças para concubinas dos Príncipes da Arábia Saudita que, por intermédio dos maiorais radicais Wahabitas financia toda a actividade e compra de armas do Boko Haram. As forças policiais e do exército nigeriano são completamente incapazes de derrotar o Boko Haram. As Nações Unidas têm “Capacetes Azuis” em sete locais da África, mas NADA na Nigéria. Aliás esses soldados são só para “manter a PAZ” dentro do território onde actuam. Portanto, o Boko Haram actua (e actuará) à vontade nos territórios que ocupa . Consta que Mohammed Yusuf ‎foi o fundador (em 2002) do Boko Haram, cujo nome em língua árabe é muito mais extenso e significa~: “Povo que tem a missão de Propagar os Ensinamentos do Profeta e a Jihad, Lei fundamental”.  Mohammed Yusuf ‎ nasceu na Nigéria, teve estudos “Superiores” na Arábia Saudita e fez-se  “Salafita” que é um ramo do Wahabismo . Teve 4 mulheres e 12 filhos, um deles chamado Abu Musab Al Barnavi, que se diz ser o Verdadeiro Chefe do Boko Haram desde 2016, opondo-se a outro chamado  Abubakar Sheku.  Mohammed Yusuf ‎ foi preso, julgado e morto em 2009, pelas Autoridades Nigerianas. Ao contrário do que se pensa e escreve, consta que Mohammed Yusuf  ‎vivia bem “à moda ocidental”; e até possuia um Mercedes-Benz!!!.

A Nigéria tornou-se Independente 1 de Outubro de 1960. Porém o nível de vida das populações não melhorou e o Reino Unido continua com as explorações petrolíferas e outras que sempre lá teve. O governo não consegue maneira alguma derrotar o terrorismo.
 A Dívida da Nigérias a países estrangeiros era de 27.000 milhões de dólares em 2019.  E está a aumentar a um ritmo de cerca de 1.000 milhões por ano. 
Os credores da Divida da Nigérias são, naturalmente, bancos ingleses e também
bancos franceses, havendo outros não especificados. Não consta que a China tenha  lá dinheiro emprestado: De facto a Nigéria apoiada no UK não deixa (nem deixará?) lá penetrar o Xi JinPing com a sua estratégia de domínio Económico Mundial . Mas que juros anuais estará a Nigéria a pagar pela Dívida Externa, agora que temos Brexit?...
O certo é que a produção de bens alimentares e outros decresceu depois da Independência e a Nigéria tem imensa dificuldades em importar produtos estrangeiros por falta de “divisas”.

Já não cabe aqui falar dos efeitos das Independências doutros países africanos (Senegal, Mali, Guinea, Ivory Coast, Benin, Mauritania, Niger, Burkina Faso, the Republic of the Congo (Congo Brazzaville), the Central Africa Republic, Chade, Gabão,  Djibouti, Togo, Camarões, the Democratic Republic of the Congo (DRC), Rwanda, Burundi and Somalia). Porém, não há dúvidas que, se não são iguais aos da Independência da Nigéria, são bastante semelhantes.
E pergunta-se: Haverá formas de reduzir o sofrimento das populações? Estarão a ser praticadas? Se, Não estão a ser praticadas, PORQUÊ? 
Há formas pacíficas de reduzir o sofrimento das populações. Uma delas é fazer como faz um Pe. missionário (GS) de Valongo (Porto) que dirige uma missão no Uganda na fronteira com países vizinhos cheios de terroristas armados. A missão tem uma Igreja rodeada dum largo espaço onde, além das casas que albergam os padres , há armazéns de víveres e ferramentas, e casas onde se presta enfermagem e se faz algum ensino às crianças que não têm acesso à escola pública.
  Em terreno vizinho existe uma Mesquita dirigida por clérigos NÃO radicais que mantêm boas relações com GS e os outros Pes. católicos. Entretanto,  um clérigo vindo do UK pediu a GS que lhe cedesse uma pequena parcela do terreno para lá se construir uma Igreja e uma paróquia “protestante”.
GS, com autorização dos superiores colombianos que residem em Roma, concedeu o terrenos e a Igreja e paróquia “protestante” foram realizadas. Mas, como diz o ditado: “Por Bem Fazer, Mal Haver”, os novos vizinhos fartam-se de dizer mal de GS e seus companheiros. A missão dirigida por GS também presta ensino rudimentar de agricultura.
Ensino Rudimentar porque, nem o governo central do Uganda, nem qualquer entidade (empresa, etc.) residente no país, ou fora, prestam apoio financeiro ou outro à Missão de GS. Vive dos parcos dinheiros que vêm da Sede e das esmolas que consegue angariar em Portugal , e não só.
Mas temos aqui um exemplo paradigmático de ajuda às populações locais. E, note-se, ao que me disse GS, só uma vez os “guerrilheiros” que andam pela fronteira foram a um armazém tirar víveres para comerem. Nada partiram.
Ajudas governamentais não existem. Os governantes desse país ( e dos outros paises africanos) entendem que,  por terem obtido Independência, seria mau “rebaixarem-se” e pedirem apoio financeiro ou mesmo apoio técnico. Por outro
lado, fazendo um “arremedo” de Democracia, os governantes esgotam os poucos dinheiros que há, em lutas fratricidas, e gastam o tempo em propaganda eleitoral, não numa gestão cuidadosa dos problemas do pais que são sempre “mais que muitos”. Pelo que diz respeito às missões católicas, há várias que conseguem grangear donativos em Portugal e no Continente Europeu, mas esses apoios são sempre muito reduzidos, perante as necessidades. Salva-se a “Igreja que Sofre” que tem extensões em todos os continentes, grande poder financeiro e bons gestores. O Vaticano, só com o Papa Francisco parece estar a dar-se conta de que é urgente preparar bispos e padres, LOCAIS, que conhecem bem os dialectos e as necessidades das populações LOCAIS; e também freiras com conhecimentos de enfermagem em grande número para, pela ajuda às populações, difundirem a Fé Católica.
Devido a todas estas deficiências e insuficiências os jovens sem emprego e, por vezes, famílias inteiras sempre arranjam o dinheiro suficiente para, com apoio de “engajadores” tentarem chegar ao “EL DORADO”  que é a EUROPA . Entram em navios de cabotagem no porto mais próximo da costa africana, com destino ao Norte de África, normalmente um porto da Turquia. Aí o engajador, depois de receber o dinheiro, mete as pessoas dentro de um pequeno barco com destino a uma ilha grega ou à ilha  italiana de Lampedusa.  E todas as semanas se noticia
a morte de dezenas ou centenas dessas criaturas. As que conseguem chegar ao destino, frequentemente resgatadas por um navio da GREEN PEACE, só podem
desembarcar, mesmo para uma estadia provisória, se o Governo italiano (ou o Grego) autorizar. As pessoa desembarcadas são sujeitas a registo de identificação e muitas vezes nem documentos para isso possuem, seguido de verificação do estado sanitário de cada uma. Depois são encaminhada para acampamentos já preparados para receber “refugiados” . Infelizmente, esses acampamentos são “armazéns” onde as  pessoas têm de viver como animais, sujeitas a frio e com alimentação deficiente, dada pelas autoridades locais. Há actualmente uma “convenção” entre a maior parte dos países europeus, para receber, em fracções, esses refugiados e Portugal sempre tem recebido algumas centenas. Mas há países como como a Hungria, a Polónia e outros países de Leste que não recebem refugiados e para isso até vedam as suas fronteiras com arame farpado. E mesmo em países que os aceitam, como a França, há problemas sérios com a instalação de refugiados: Tenho muitas fotos de grande número de refugiados “residindo” em barracas nos jardins de Paris e com jovens reclamando “Subsídio de Desemprego”  junto das autoridades francesas, quando têm boa saúde e bons braços para realizarem trabalho agrícolas em muitas herdades francesas. Mas, esses trabalhos fazem calos nas mãos… Por isso se negam a deslocar-se para fora das grandes cidades. E, naturalmente, os naturais franceses entendem que não têm de pagar para alimentar pessoas com o título de “Refugiado”. E, note-se, as famílias de negros e muçulmanos, que também aportam a Paris, são muito mais numerosas que as famílias dos naturais franceses (belgas, ingleses e outros). Daí que o problema “REFUGIADOS” esteja há anos em cima da mesa dos governos europeus que, até agora, têm aceitado receber essas pessoas.

Tudo o que acima se diz, é resultado da “Descolonização Exemplar” que TODOS os países europeus tiveram de fazer e continua MUITO MAL FEITA.  

Braga, Julho_2020 
J. Barreiros Martins Prof. Cat. Emérito Jubilado da Universidade do Minho


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